Restrição calórica é importante para tratamento da esteatose hepática

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Estudo publicado na revista Gastroenterology mostrou que a restrição calórica provoca modificações no fígado e no metabolismo do músculo esquelético. Se a dieta contiver menos carboidratos as melhorias no perfil lipídico do fígado podem ser ainda maiores. Um dos problemas relacionados à obesidade e à resistência à insulina é a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).

Para os que estão acima do peso o  tratamento exige o emagrecimento e a melhoria da qualidade da alimentação. O emagrecimento sempre causa redução do conteúdo de gordura intra-hepático e melhoram a sensibilidade à insulina, porém estudos mais recentes têm demonstrado que no tratamento da esteatose, dietas com menos carboidratos são mais eficientes.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O enigma do sal

O alto consumo de sal está conectado ao aumento do risco cardiovasular. Porém ainda não sabemos porque o sal aumenta a pressão em algumas pessoas e não em outras. Agora, investigadores da Universidade Alemã de Erlangen detectaram uma área na pele capaz de estocar o sal (NaCl). Todos precisamos de NaCl para viver. O cloreto de sódio é responsável pela regulação da quantidade de água corporal e da pressão sanguínea. O organismo regula a quantidade de NaCl no organismo excretando quantidades maiores ou menores conforme a necessidade. Contudo, o sal pode ser estocado em células e parece também que nas áreas entre as células (interstício) da pele.

O processo de acúmulo na pele é regulado por células brancas de defesa, os macrófagos. Um fator de transcrição dos macrófagos (TonEBP ou tonicity-responsible enhancer binding protein) é ativado nestas células em resposta às altas concentrações de sal e estimula a produção da proteína VEGF-C (fator de crescimento vascular endotelial C) que aumenta a produção de veias linfáticas. É aí que o sal é estocado. Em ratos que não possuem receptores VEGF-C não há acúmulo de sal e os animais não tornam-se hipertensos. Este processo ainda não é bem entendido nem sua relevância para os seres humanos. Ademais, como não sabemos quem são os indivíduos que possuem e quem são os que não possuem estes receptores a recomendação para todos é de não abusar do sal.

Referência: Machnik et al. Macrophages regulate salt-dependent volume and blood pressure by a vascular endothelial growth factor-C–dependent buffering mechanism. Nature Medicine, 2009.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Suplemento causa danos no fígado e mata nos EUA

Na última sexta-feira o governo dos EUA soltou uma nota oficial recomendando a suspensão do Hydroxycut, um suplemento dietético utilizado para o emagrecimento. A empresa tirará do mercado 14 produtos disponíveis em farmácias e lojas de suplementos, tarefa nada fácil, visto que pelo menos 9 milhões de embalagens foram vendidas este ano. A causa? O FDA (Food and Drug Administration) recebeu 23 relatos de danos ao fígado, variando de hepatite à cirrose (sendo necessário um transplante) e também a morte de um adolescente de 19 anos após o uso do produto.

Suplementos não são regulados tão rigorosamente quanto medicamentos e muitos produtos acabam caindo no mercado (especialmente nos EUA), sem testes de efetividade ou segurança. No Brasil, a ANVISA é mais rigorosa mas existem relatos de uso do produto comprado em viagens ao exterior ou mesmo pela internet. Como a formulação do Hydroxycut mudou uma série de vezes os cientistas ainda não conseguiram identificar o composto hepatotóxico, apesar da suspeita recair sobre o ácido hidroxicítrico, derivado de frutas tropicais. Apesar de a empresa garantir que não só este mas todos os compostos do produto são naturais, isto não é garantia de segurança e é fundamental que se tome cuidado com produtos que prometem milagres. Existem mais de 460 artigos no MedLine mostrando a relação entre o consumo de produtos naturais e ervas com efeitos colaterais como problemas no fígado e rins.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/