Refrigerantes causam câncer?

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Pesquisa publicada hoje pela Pro Teste verificou - mais uma vez - que refrigerantes só fazem mal! Sáo ricos em sódio, açúcar, corantes, calorias vazias e ainda contém o benzeno, uma substância relacionada ao câncer. O composto é resultado da reação de um conservante, o benzoato de sódio, com a vitamina C. Não há regra para a quantidade de benzeno em refrigerantes. A pesquisa levou em consideração o limite estabelecido para água potável: 5 microgramas por litro. A Sukita zero contém 20 microgramas, a fanta light 7,5 microgramas, outros refrigerantes continham também quantidades que extrapolam os limites para a água potável (Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Light, Sprite Zero, Sukita e Fanta Laranja - fabricada pela coca-cola). O benzeno tem alto potencial carcinogênico e se consumido regularmente, pode favorecer tumores. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), não há limite seguro de consumo.

Cigarros, poluição gerada pela fábrica ou carros, detergentes, borrachas sintéticas e náilon são outras fontes de contaminação por benzeno. A ocorrência ou não de câncer dependerá da exposição a esta e outras substâncias, da susceptibilidade genética e também das defesas do organismo. E lembrem-se: para que o organismo consiga se proteger uma alimentação saudável é fundamental. Por isto, evite refrigerantes e aumente o consumo de frutas e verduras frescas e sem agrotóxicos.

Frutose ainda está envolvida  na síndrome metabólica e outras doenças. Artigo recomendado:

Saiba mais sobre os malefícios dos refrigerantes aqui.

Lustig (2013). Fructose: it's "alcohol without the buzz". Advances in Nutrition. Disponível em: www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3649103/

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Hepatite tipo A

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Morreram ontem duas crianças em Águas Lindas, próximo ao DF, acometidas pela hepatite A, uma doença do fígado altamente contagiosa e algumas vezes fatal. Em abril, o Paraná também enfrentou um surto da doença. A infecção é transmitida principalmente pela via fecal-oral, geralmente pelo contato entre pessoas ou pela ingestão de água ou alimentos contaminados. No caso das crianças, a causa parece ter sido a ingestão de água contaminada.

Os sintomas mais comuns da hepatite incluem febre, calafrios e sensação de fraqueza generalizada. Outros sintomas são anorexia, náuseas, icterícia (amarelamento dos olhos e da pele), urina escura, fezes de cor clara, dor abdominal e fadiga. A medida mais importante para evitar a transmissão da hepatite A é lavar as mãos e unhas de forma adequada, evitar tomar água não tratada de torneira ou tomar bebidas com gelo feitos desta água, não consumir frutos do mar crus e carnes mal passadas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O que é o Resveratrol?

O resveratrol é um polifenol produzido naturalmente em plantas com o objetivo de protegê-las contra pragas, bactérias e fungos. Estudos mostram que, em seres humanos, este composto encontrado nas uvas vermelhas e roxas, no vinho, no mirtilo (blueberry), na azeda, no amendoim e no cacau, gera vários benefícios.

É capaz de suprimir a formação de células anormais, responsáveis pelo desenvolvimento do câncer. O composto natural também está envolvido na prevenção do envelhecimento precoce e na prevenção da esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), além de ter uma propriedade antiinflamatória e um efeito cardioprotetor bem interessante.

Para mulheres a importância é que o resveratrol suprime o gene CYP1B1 e a formação de 2,3,7,8-tetraclorodibenzo-p-dioxina, dois fatores de risco para o câncer de mama. O resveratrol também trabalha induzindo a enzima quinona redutase, que reduz metabólitos de estrógeno em uma forma inativa. Com isto o risco de câncer de mama cai bastante.

Quantidade de resveratrol nos alimentos (em 100g/100mL):

  • Vinho tinto: 2,0 mg

  • Uvas (roxas): 1,0 mg

  • Semente de uva: 0,1 mg

  • Jabuticaba: 0,05 mg

  • Amendoim: 0,02 a 0,25 mg

  • Cacau em pó: 0,03 mg

  • Cranberries: 0,03mg

  • Mirtilos: 0,02 mg

  • Açaí: 0,02 mg

  • Framboesas: 0,01 mg

PROPRIEDADES ANTIENVELHECIMENTO DO RESVERATROL

Outro benefício do resveratrol é a regulação das sirtuínas. A mais estudada é a sirtuína 1 (SIRT1) que tem efeito antienvelhecimento e neuroprotetor. O resveratrol resgata a SIRT1 e, de quebra, estimula o sistema antioxidante, induzindo a enzima superóxido dismutase (SOD). Contudo, investigações ainda fazem-se necessárias para que possamos prescrever suplementos de resveratrol com maior propriedade e segurança.

A doença de Alzheimer (DA), um distúrbio neurodegenerativo, continua a desafiar os pesquisadores que buscam tratamentos eficazes. Estudos recentes destacaram o potencial das moléculas naturais no combate à DA, modulando a SIRT1 (Sirtuína 1), uma proteína envolvida na regulação celular e neuroproteção. A SIRT1 desempenha um papel crucial na redução da inflamação, na melhoria da função mitocondrial e no aumento do desempenho cognitivo, todos processos comprometidos em pacientes com Alzheimer.

Compostos naturais, como resveratrol, curcumina e flavonoides, foram identificados como ativadores da SIRT1. Essas moléculas, encontradas em várias plantas e alimentos, possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, tornando-as candidatas promissoras para o tratamento da DA. Ao ativar a SIRT1, esses compostos podem ajudar a reduzir o acúmulo de amiloide-beta, melhorar a sobrevivência neuronal e restaurar as funções cognitivas.

O Papel do Resveratrol na Doença de Alzheimer

Na doença de Alzheimer, o acúmulo de placas de amiloide-beta e emaranhados de tau prejudica esses processos, levando ao declínio cognitivo e neurodegeneração. O resveratrol, por meio da ativação da SIRT1, ajuda a mitigar esses efeitos. Ao aumentar a atividade da SIRT1, o resveratrol promove a eliminação das placas de amiloide-beta, protege contra o estresse oxidativo e reduz a inflamação — todos fatores críticos para retardar a progressão da doença de Alzheimer.

Além disso, o resveratrol demonstrou melhorar a plasticidade sináptica, fundamental para o aprendizado e a memória. Em modelos animais, ele mostrou efeitos que aprimoram as funções cognitivas, sugerindo que o resveratrol pode ter um potencial terapêutico para pacientes com DA. No entanto, embora promissor, mais estudos clínicos são necessários para entender totalmente o impacto do resveratrol no tratamento da DA e sua eficácia a longo prazo.

Em resumo, a capacidade do resveratrol de modular a SIRT1 oferece uma abordagem inovadora no combate à doença de Alzheimer, oferecendo esperança para opções terapêuticas naturais e não invasivas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/