Deficiência de vitamina D pode causar problemas do coração

A deficiência de vitamina D, tradicionalmente associada com problemas ósseos e musculares, também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Evidências atuais ligam os baixos níveis de 25-hidroxivitamina D com hipertensão, obesidade, diabetes, ataque cardíaco e derrame. Isto porque os baixos níveis da vitamina ativam o sistema renina-angiotensina-aldosterona e os predispõem a hipertensão e estreitamento de artérias e veias.

A deficiência também altera níveis hormonais e a função imune. No artigo publicado no dia 9/12/2008 no Journal of the American College of Cardiology, os autores recomendam suplementos de vitamina D, principalmente aos pacientes em risco para estas doenças. A deficiência de vitamina D é identificada quando os níveis caem abaixo de 20ng/ml. Estratégias propostas pelos autores:

- Dose inicial de 50.000 UI de D2 ou D3 uma vez por semana por 2 a 3 meses.

Terapia de manutenção:

- 50.000 UI de vitamina D2 ou D3 a cada 2 semanas;

ou

- 1000 a 2000 UI de vitamina D3 diariamente.

Exposição solar diária por 10 minutos antes das 10h da manhã.

Fonte da imagem: http://www.scientificpsychic.com/health/vitamin-D-metabolism.gif

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags ,

Depressão aumenta gordura abdominal

Adultos com sintomas depressivos são mais propensos a ganhar gordura abdominal. De acordo com pesquisadores da VU University Medical Center, em Amsterdam, que conduziram o estudo, o estresse crônico e a depressão podem ativar certas áreas do cérebro elevando os níveis do hormônio cortisol, que promove o acúmulo de gordura visceral. Além disso, indivíduos deprimidos podem levar vidas menos saudáveis, incluindo hábitos alimentares inadequados, que interagindo com os fatores fisiológicos promoveria o ganho de gordura abdominal. Isto ajuda a explicar porque a depressão pode ser seguida de diabetes e doenças cardiovasculares.

O tratamento da obesidade e da depressão são complexos. A psicoterapia ajuda muito. Falar sobre sentimentos reduz a ansiedade e ajuda no gerenciamento da medicação. Indico a Julia Maciel, psicóloga formada pela UnB e que atende online, por videoconferência (juliat.maciel @ gmail. com). Atividade física, meditação, acupuntura e yoga também vêm mostrado-se importantes complementos ao tratamento tradicional medicamentoso. Cuide-se!

Referência: Nicole Vogelzangs; Stephen B. Kritchevsky; Aartjan T. F. Beekman; et al. Depressive Symptoms and Change in Abdominal Obesity in Older Persons. Arch Gen Psychiatry, 2008;65(12):1386-1393.

Fonte da imagem: http://static.flickr.com/124/322273323_73ddd391d0.jpg

Todas as estratégias de tratamento mental e metabólico estão interligadas. Entenda a melhoria da sua saúde mental e metabólica como uma jornada. Tenha paciência, seja bondoso consigo mesmo, cerque-se de profissionais competentes.

Uma maneira simples de manter seu estilo de vida saudável é estabelecer uma rotina. As rotinas podem ser úteis para reduzir o estresse, melhorar o gerenciamento do tempo e criar um senso de estrutura e previsibilidade na vida diária. Uma rotina que amo é a prática de yoga. Estudos mostram que o yoga contribui para o gerenciamento do estresse e a redução da ansiedade. A prática também contribui para redução dos sintomas depressivos (Bridges, & Sharma, 2017).

CURSO ONLINE DE FORMAÇÃO DE INSTRUTORES DE YOGA

Lembre: mesmo com todas estas estratégias, mantenha seus medicamentos. Não faça ajustes por conta própria, sem a supervisão do seu médico. Profissionais de saúde interessados em nutrição e cérebro podem aprender muito mais na plataforma https://t21.video.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags