Dieta inadequada = Maior risco de Diabetes

Três estudos publicados no Archives of Internal Medicine confirmaram a relação entre dieta inadequada e um maior risco de diabetes tipo 2.

Um dos estudos publicados foi conduzido pela cientista Julie R. Palmer. A pesquisadora e sua equipe analisaram 43.960 mulheres afroamericanas. As mesmas preencheram um questionário de frequência de consumo de alimentos e bebidas. Estas mulheres foram acompanhadas durante 10 anos e dentre as 2.713 pessoas que desenvolveram diabetes tipo 2, observou-se que as consumidoras de de quantidades superiores a dois copos de refrigerantes ou sucos com açúcar diariamente tiveram o risco da doença aumentado em mais de 24%. O principal problema do consumo de bebidas calóricas é o ganho de peso, um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Importante notar que dentre os sucos implicados no aumento dos casos de diabetes estavam aqueles contendo açúcar.

O segundo estudo publicado na revista pela Dra. Anne-Helen Harding, observou uma relação entre o diabetes tipo 2 e os níveis de vitamina C na corrente sanguínea. A pesquisadora e seus colegas analisaram 21.831 indivíduos com idade média de 58 anos não portadores de diabetes. Os mesmos preencheram um questionário de frequência alimentar e foram acompanhados durante 12 anos. No período 735 indivíduos desenvolveram a doença sendo que as pessoas com níveis mais altos de vitamina C no plasma tiveram um risco 62% menor de desenvolver a doença. Os pesquisadores acreditam que o consumo diário de frutas e hortaliças previne o ganho de peso e fornece nutrientes antioxidantes que nos tornam menos propensos ao desenvolvimento de diabetes.

O terceiro estudo foi escrito por Lesley F. Tinker e colaboradores. Os pesquisadores analisaram uma amostra de 48.835 mulheres pós menopausa entre 1993 e 2005. As mesmas foram divididas em dois grupos. O primeiro grupo foi orientado a continuar consumindo a dieta habitual e o outro grupo foi orientado a aumentar o consumo de frutas, verduras e grãos integrais. Neste grupo as mulheres tenderam a perder peso (quase 2,0 kg em média) e durante os 8 anos da pesquisa as mesmas desenvolveram menos a doença do que as mulheres do primeiro grupo mostrando que a perda de peso é uma importante medida preventiva para o controle do diabetes.

Julie R. Palmer; Deborah A. Boggs; Supriya Krishnan; Frank B. Hu; Martha Singer; Lynn Rosenberg. Sugar-Sweetened Beverages and Incidence of Type 2 Diabetes Mellitus in African American Women. Archives of Internal Medicine (2008). 168[14]: pp. 1487-1492.

Anne-Helen Harding; Nicholas J. Wareham; Sheila A. Bingham; KayTee Khaw; Robert Luben; Ailsa Welch; Nita G. Forouhi. Plasma Vitamin C Level, Fruit and Vegetable Consumption, and the Risk of New-Onset Type 2 Diabetes Mellitus: The European Prospective Investigation of Cancer-Norfolk Prospective Study Archives of Internal Medicine (2008). 168[14]: pp. 1493-1499.

Lesley F. Tinker; Denise E. Bonds; Karen L. Margolis; JoAnn E. Manson; Barbara V. Howard. Low-Fat Dietary Pattern and Risk of Treated Diabetes Mellitus in Postmenopausal Women: The Women's Health Initiative Randomized Controlled Dietary Modification Trial Archives of Internal Medicine (2008). 168[14]: pp. 1500-1511.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Por quê pimentas são quentes?

O calor proporcionado pelas pimentas sempre foi um mistério evolutivo, já que as plantas produzem seus frutos para estimular o consumo pelos animais que por sua vez dispersam as sementes. Assim, não faz sentido uma fruta ser doloridamente quente. Porém, de acordo com uma nova pesquisa publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences as pimentas tem uma ótima razão para serem picantes e quentes já que isto confere proteção às plantas.

Na Bolívia a principal causa de morte das pimentas são um fungo denominado Fusarium. O fungo invade as frutas e destrói as sementes antes das mesmas poderem ser ingeridas e dispersadas. Capsaicina, um composto que dá a qualidade picante e quente das pimentas diminui drasticamente o crescimento de microorganismos e protege a fruta do Fusarium. O mais interessante é que apesar de mamíferos como a raposa não consumirem pimentas, devido a estas características picantes e quentes, os pássaros não tem o equipamento para detectar o composto e continuam a consumir a fruta, dispersando posteriormente as sementes pelo ambiente.

Além disso, a capsaicina também é considerado um nutriente funcional pois proporciona ao nosso organismo benefícios que incluem o combate aos radicais livres, funções expectorante, descongestionante e bactericida, além de acelerar o metabolismo facilitando o emagrecimento. Porém cuidado com consumo excessivo, principalmente se tiver gastrite, pois a capsaicina é um irritante de mucosas.

Autores do estudo: Joshua Tewksbury, Levey, Karen Reagan, Noelle Machnicki, Tomás Carlo, David Haak, Alejandra Lorena Calderón Peñaloza.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Alerta! Carne vermelha e câncer de cólon

O Instituto Americano de Pesquisas sobre o câncer enfrenta muitos debates quanto ao seu relatório sobre alimentação, nutrição, atividade física e prevenção do câncer. O comitê pela medicina responsável (AICR) utiliza o relatório em sua campanha contra o consumo de carnes processadas nas escolas americanas.

O instituto Americano de Carnes responderam atacando o relatório da AICR, um documento baseado em uma pesquisa de 5 anos. O relatório contém as estratégias, baseadas em mais de 7.000 estudos, para a prevenção do câncer. As recomendações do relatório lidam com peso corporal, atividade física e dieta. Uma das recomendações é a de limitar o consumo de carne vermelha, principalmente a processada como presunto, salsicha e linguiça e bacon. Isto porque existem evidências suficientes que sugerem que estes tipos de carne estão associados a um maior risco de câncer de cólon.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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