Lanches ricos em fibras para saciedade e manutenção da saúde intestinal

Lanche não precisa ser pão com manteiga e café com leite. Você pode levar ao trabalho um potinho com azeitonas, tomate, queijo e oréganos. Lanches assim fornecem proteína, fibras e gorduras monoinsaturadas, empacotadas com fitoquímicos com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias. Além de mais saciedade, este lanche manterá sua insulina a níveis estáveis, evitando a compulsão alimentar e prevenindo doenças metabólicas. Quem não consome queijo pode trocar este alimento por castanhas ou mesmo amendoim.

Eu, pessoalmente, gosto da combinação de sabores de tomate cereja, mussarela de búfala e azeitonas. O tomate é também fonte de vitamina C e as azeitonas são fontes de vitamina E. Já o orégano, além de vitaminas e minerais, contém um composto bioativo chamado carvacrol, que é altamente antiinflamatório.

Outros lanches saudáveis para o trabalho ou faculdade incluem (1) cenouras ou palitos de aipo com humos de grão de bico, (2) queijo cottage com frutas e nozes, (3) maçãs ou peras fatiadas com pasta de amendoim ou amêndoas, (4) iogurte proteico ou iogurte grego ou iogurte de coco com sementes (girassol, abóbora, chia, linhaça), (5) edamame, com castanhas e tangerina, (6) mix de castanha (caju, Pará, pistaches, nozes) e 2 quadrados de chocolate 85%, (7) ovos de codorna e fatias de pepino, (8) pão de linhaça e guacamole, (9) pão de psyllium e patê de atum, (10) snack de grão de bico torrado.

Todos estes lanches contém fibras, uma estratégia importante para garantir saciedade, controle do colesterol e da glicemia e prevenir doenças intestinais.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Metabolismo glicolítico alterado no câncer

O bioquímico Warburg observou no início da década de 1920 que as células tumorais exibiam alterações significativas no metabolismo energético e na respiração mitocondrial em comparação com as células normais.

O pesquisador, que já havia ganho um prêmio Nobel, demonstrou que as células cancerígenas usavam ativamente glicose e glutamina para geração de ATP, por meio de fermentação, um fenômeno batizado como efeito Warburg e considerado como a “origem das células cancerígenas”.

O aumento da dependência da glicólise é observado na maioria dos tumores e a fermentação fornece ATP, bem como os intermediários metabólicos essenciais para a proliferação de células cancerígenas e tumores (Hammoudi et al., 2011).

Com o tratamento do câncer queremos uma mudança na capacidade de uso de nutrientes. Queremos ver no PET-SCAN: resolução do hipermetabolismo glicolítico, com normalização do padrão morfológico de linfonodos cervicais, torácicos, abdominais, pélvicos e de tonsilas palatinas.

O exame PET-SCAN, conhecido também pelo nome PET-CT é um exame de diagnóstico por imagem (PET e CT) é muito eficiente na detecção de cânceres, doenças do coração e problemas neurológicos.

​​​O que significa ​PET e CT no exame de PET Scan?

Positron emission tomography (PET), significa “Tomografia por Emissão de Pósitrons”. Esse é um exame que revela alterações no metabolismo celular. Já CT é a sigla em inglês para “Tomografia Computadorizada”, exame que produz imagens detalhadas da anatomia do paciente por meio de tecnologia digital e recursos de raio-x.

Para quem o PET Scan é indicado?​

O PET-CT é indicado em casos suspeitos de câncer, para análise do estágio de um tumor, para avaliação de eficácia de tratamento, para planejamento de radioterapia, para verificar a saúde do coração de um paciente que sofreu um infarto e para analisar a função cerebral em detalhes.

Como é feito o exame de PET Scan?

O procedimento não é invasivo e é extremamente seguro. Para realizá-lo, o paciente recebe, por via venosa, uma substância que emite baixas doses de radiação a base de glicose. Com isso, o médico consegue observar o consumo da glicose em cada parte do corpo e localizar possíveis problemas. O procedimento não é invasivo e é extremamente seguro.

O exame leva cerca de duas horas, porque é preciso esperar que a substância faça o efeito desejado no organismo. Além disso, é necessário jejum de seis horas antes da realização do exame.

Como melhorar o metabolismo glicolítico?

A melhor forma de restaurar a função das mitocôndrias e normalizar o metabolismo glicolítico é a dieta cetogênica. A dieta cetogênica consiste em uma alimentação de muito baixo carboidratos (em geral até 50 gramas ao dia) e farta em gordura.

Aprenda mais sobre dieta cetogênica terapêutica em https://t21.video/browse

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suplementos mais usados no câncer

Muitos pacientes enviam-me mensagens a perguntar que suplementos devem usar durante o tratamento do câncer. A conduta deve ser sempre individualizada, mas os principais incluem:

  • Ômega-3 - redução de hepatotoxicidade e nefrotoxicidade da quimio, prevenção de depressão

  • Whey protein - adequação da ingestão proteica, prevenção da caquexia do câncer

  • Vitamina D - evitar perda óssea pela quimioterapia, melhorar imunidade, melhorar prognóstico

  • Vitamina K2MK7 - correção de carência e evitar plaquetopenia

  • Ferro lipossomal para evitar anemia e mielossupressão

  • Zinco quelado e zinco carnosina para evitar mucosite

Outros nutrientes podem ser necessários para corrigir carências nutricionais existentes (como selênio, cobre, magnésio etc). A avaliação individualizada é importantíssima. Mas, o mais importante é a mudança na conduta alimentar para reverter possíveis problemas (diarreia, prisão de ventre, insônia) de características low carb/cetogênicas para melhorar metabolismo glicolítico. Aprenda mais sobre este tema em https://t21.video/browse

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/