Por que pacientes com depressão frequentemente sentem dor?

Dor de cabeça, dor nas pernas, nas costas ou em outras partes do corpo? Isso acontece pois várias áreas relacionadas a dor, estão alteradas na depressão. A desregulação na produção de neurotransmissores, como serotonina e norepinefrina também ligam-se à mais dor (Trivedi, 2004). Além disso, muitas pessoas deprimidas não encontram energia para o exercício e passam mais tempo sentadas.

Medicamentos também podem gerar dores. Por exemplo, o Venvance é uma anfetamina usada no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e da compulsão alimentar. Aumenta a dopamina mas também pode gerar dor de cabeça.

Remédio precisa ter começo, meio e fim de uso, com plano para quando dá certo, plano para quando não dá certo ou quando o efeito é insuficiente. Estudos recentes vêm demonstrando que as dietas cetogênicas melhoram a ação de vários medicamentos psiquiátricos e podem levar à remissão de doenças como depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia.

Todas as estratégias de tratamento mental e metabólico devem estar interligadas. Entenda a melhoria da sua saúde mental e metabólica como uma jornada. Tenha paciência, seja bondoso consigo mesmo, cerque-se de profissionais competentes.

Uma maneira simples de manter seu estilo de vida saudável é estabelecer uma rotina. As rotinas podem ser úteis para reduzir o estresse, melhorar o gerenciamento do tempo e criar um senso de estrutura e previsibilidade na vida diária. As rotinas podem incluir atividade física, horário para comer, momento da terapia cognitivo comportamental para desfazer erros cognitivos e pensamentos negativos.

Ciclo dor-depressão

Lembre: não faça a ajustes de medicamentos por conta própria, sem a supervisão do seu médico. Profissionais de saúde interessados em nutrição podem aprender o passo a passo da dieta cetogênica terapêutica na plataforma https://t21.video.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Programação metabólica e saúde por toda a vida

A saúde da mãe é premissa para uma vida intrauterina bem-sucedida. Esta mulher pode apoiar-se no saber de vários profissionais para que ao longo da vida seja saudável e possa gerar também vidas saudáveis.

O cuidado deve começar antes da gravidez. Cuidados básicos (alimentação saudável, atividade física, baixa exposição a toxinas como álcool, cigarro e drogas), exames de rotina para correção de possíveis carências nutricionais, problemas hormonais ou outros desvios da normalidade.

Quando desejar engravidar a mulher deve buscar o ginecologista para investigação de fatores de risco e também nutricionista e psicólogo para potencializar fatores de proteção física e biopsicossocial. Grande parte do bem estar materno depende da nutrição adequada e da saúde mental. Estes profissionais continuam sendo fundamentais durante a gravidez e no período neonatal.

O bebê também deverá receber cuidados neonatais, que incluem a avaliação do neurodesenvolvimento e, em caso de desvios, encaminhamento para terapias adequadas, como integração neurosensorial-motora.

Dependendo das características do recém-nascido os cuidados da criança serão posteriormente confiados ao pediatra, que fornecerá sugestões para um desenvolvimento físico e neuropsicomotor positivo. Em caso de anormalidades clínicas, o pediatra orienta caminhos diagnósticos e intervenções interdisciplinares precoces com base nos achados clínicos e laboratoriais.

Em caso de anomalias motoras e/ou sociocomunicativas, o pediatra consulta o neuropsiquiatra, que deverá considerar a inclusão de ferramentas diagnósticas padronizadas para transtornos do neurodesenvolvimento.

Por exemplo, crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) deverão receber por avaliações diagnósticas adicionais (neurofisiologista, geneticista), avaliação funcional e intervenções psicoeducacionais baseadas em evidências oportunas.

O neuropsiquiatra orquestra a cooperação de numerosos profissionais (psicólogo, educador, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo), monitora os resultados e adapta os apoios de acordo com as competências e necessidades em evolução. Paralelamente ao neuropsiquiatra, o pediatra solicita uma avaliação clínica de acordo com as comorbilidades esperadas no TEA, envolvendo nomeadamente gastroenterologista, alergista-imunologista e nutricionista.

A estreita colaboração destes profissionais permite uma melhor evolução da criança até a fase adulta. Outros profissionais poderão ser necessários ao longo dos anos afim de garantir saúde por toda a vida. Mas tudo deve estar assentado na família e seu papel fundamental na saúde e bem estar de todo indivíduo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Estresse aumenta perda de magnésio e risco de enxaqueca

Do ponto de vista da neurobiologia, o estresse é um sistema adaptativo que continuamente avalia e interage fisicamente, fisiologicamente ou psicossocialmente com o meio ambiente. Quando esse sistema de estresse está sobrecarregado, os riscos à saúde aumentam, incluindo problemas digestivos, tensão muscular, dores de cabeça, aumento da pressão sanguínea, resistência insulínica.

Um das consequências do estresse é a espoliação do magnésio. O magnésio é um nutriente fundamental, cujo papel na saúde humana é amplamente reconhecido. Entre os sintomas da deficiência de magnésio destacam-se a fadiga, irritabilidade e aumento da ansiedade.

Estima-se que um corpo humano adulto contenha cerca de 21 a 28 g de magnésio, 50 a 60% dos quais são armazenados nos ossos, com o restante distribuído em tecidos moles, como músculos. O magnésio também é um componente essencial do líquido extracelular (LEC) e do líquido cefalorraquidiano (LCR) no sistema nervoso central.

O magnésio é absorvido principalmente nas partes distais do intestino delgado e armazenado principalmente nos ossos, onde serve como reservatório para manter o equilíbrio com sua concentração extracelular. Os rins desempenham um papel crítico na homeostase do magnésio, eliminando seu excesso. O magnésio entra no cérebro através da barreira hematoencefálica.

Muitos fatores podem afetar o equilíbrio de magnésio: uma dieta rica em sódio, cálcio e proteína, o consumo de cafeína e álcool e o uso de certos medicamentos, como diuréticos, bomba de prótons e inibidores ou antibióticos, que podem causar menor retenção de magnésio. Em indivíduos saudáveis, algumas condições fisiológicas como gravidez, menopausa e o próprio envelhecimento geram mudanças na necessidade de magnésio.

Condições patológicas, particularmente aquelas que afetam a absorção e a eliminação de nutrientes (por exemplo, diabetes, comprometimento da função renal e estresse fisiológico), também podem resultar em perda significativa de magnésio ou má absorção. Vários estudos mostram que níveis mais baixos de magnésio estão envolvidos no curso de vários transtornos mentais, especialmente a depressão. A deficiência também aumenta a incidência de crises de enxaqueca.

Suplementação para enxaqueca

A enxaqueca é um distúrbio neurológico que afeta aproximadamente 15% das pessoas em todo o mundo. Para meus pacientes com enxaqueca gosto de prescrever a combinação de:

  • Riboflavina - 100 a 200 mg/dia (reduz excitabilidade)

  • Magnésio - 400 a 600 mg/dia (quelado bisglicinato, dimalato, taurato)

  • Coenzima Q10 - 150 a 200 mg/dia (antiinflamatório e antioxidante)

Estes suplementos podem ser associados à outros, a depender do caso: piridoxina, metilcobalamina, metilfolato, vitamina C revestida, D-alfatocoferol, colecalciferol, taurina, teanina, glicina, probióticos, fitoterápicos (com Vitex agnus castus na TPM, ou a combinação de Magnolia officinalis, Melissa officinalis, Matricharia camomilla, Passiflora incarnata) e ômega-3.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/