Pacientes com diabetes tipo 2 que engordam, emagrecem, engordam, emagrecem possuem um risco aumentado para doenças cardiovasculares

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, estima-se que no Brasil haja cerca de 12 milhões de pessoas com diabetes, doença que impacta negativamente a qualidade de vida e aumenta muito a mortalidade precoce. Pior ainda se o paciente ficar engordando e emagrecendo toda hora (Nam et al., 2020). Por isso, o tratamento envolve modificação de estilo de vida e não dietas milagrosas para serem feitas pontualmente.

Diabetes está relacionada com menor síntese, e em alguns casos, à ação inadequada da insulina, um hormônio essencial para o controle dos níveis de “açúcar” no sangue.

Diabetes está relacionada com menor síntese, e em alguns casos, à ação inadequada da insulina, um hormônio essencial para o controle dos níveis de “açúcar” no sangue.

A dieta e tipo de atividade física a ser feita depende de gostos, individualidade bioquímica e genética. Arroz integral pode ser muito bem-vindo para um paciente, enquanto outro prefere o consumo de alimentos mais proteicos. Preferências, impacto na saciedade e no controle metabólico devem ser levados em conta. Dou várias opções neste sentido neste curso online. Se preferir, agende uma consulta.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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NUTRIÇÃO PERSONALIZADA - O FUTURO CHEGOU

A nutrição personalizada, baseada nos conhecimentos em nutrigenética e nutrigenômica, é hoje uma importante área de pesquisa, possibilitando uma atuação clínica muito mais centrada na pessoa. Nutrição e ingestão alimentar são fatores essenciais nas interações entre ambiente e genes para alcançar um estado saudável. A nutrição personalizada deve se basear no princípio de que alimentos ou nutrientes podem ser fatores de risco ou proteção para prevenção e tratamento de várias doenças, dependendo da predisposição genética do indivíduo (nutrigenética) e de sua capacidade de regular a expressão gênica (nutrigenômica).

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A implementação da nutrição personalizada depende de informações genéticas, condições médicas (histórico de doenças, intolerâncias ou alergias, etc.), questões ambientais (atividade física e padrões alimentares ) e variações culturais (por exemplo, preferências alimentares, religião e acessibilidade alimentar) que afetam o indivíduo. Abordagens nutricionais "ômicas" (por exemplo, transcriptômica, proteômica, metabolômica) ajudam a explicar como os alimento, nutrientes e genes interagem. Médicos e nutricionistas devem começar já a estudar pois o conhecimento está evoluindo rapidamente e os clientes estão demandando abordagens cada vez mais personalizadas.

Abordagens nutricionais ômicas

Abordagens nutricionais ômicas

As diferenças interindividuais na suscetibilidade à doença dependem não apenas da sequência de DNA (por exemplo, SNPs), mas também de fatores epigenéticos que afetam a expressão gênica, como metilação do DNA, modificações covalentes da histona, dobragem da cromatina e ações regulatórias do miRNA. Do ponto de vista epigenético, a identificação daqueles indivíduos que, em tenra idade, apresentam alterações nos perfis de metilação de genes específicos, pode ajudar a prever sua suscetibilidade ao desenvolvimento de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis na vida adulta. Os avanços na nutrigenética e nutrigenômica podem permitir o monitoramento da manutenção da saúde e do progresso da doença. Ensino tudo neste CURSO ONLINE - GENÔMICA NUTRICIONAL

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Atividade física e sobrevivência de neurônios

Este ano a Science publicou mais um estudo mostrando que a prática de atividade física regular aumenta a expressão genética para proteínas responsáveis pela sobrevivência de neurônios e pela plasticidade das sinapses. Com isso, a capacidade de aprendizado e memória melhoram (Horowitz et al., 2020).

O estudo foi feito em camundongos e estes são alguns dos genes envolvidos neste processo (Horowitz et al., 2020).

O estudo foi feito em camundongos e estes são alguns dos genes envolvidos neste processo (Horowitz et al., 2020).

Após o exercício várias enzimas são liberadas pelo fígado e migram para o cérebro melhorando a cognição. Dentre as enzimas avaliadas no plasma destacam-se: GPI e Gpld1. A capacidade de reverter ou retardar os efeitos do envelhecimento no cérebro por meio de intervenções sistêmicas, como exercícios, pode ajudar a mitigar a vulnerabilidade a doenças neurodegenerativas relacionadas à idade.

No estudo, estas enzimas foram transferidas entre camundongos. Assim, os que exercitavam-se menos (como os idosos) tiveram exercícios similares. Os identificam um eixo fígado-cérebro pelo qual os fatores circulantes do sangue conferem os efeitos benéficos do exercício na velhice. A neurogênese adulta em humanos é relatada no hipocampo humano até a nona década de vida, com o declínio relacionado à idade exacerbado nos pacientes com doença de Alzheimer.

No contexto das doenças neurodegenerativas relacionadas à demência, o exercício está correlacionado com risco reduzido de declínio cognitivo em idosos, melhora a cognição em populações de risco para doença de Alzheimer, estando associado a melhores resultados neurocomportamentais. O exercício também atenua os prejuízos na aprendizagem e na memória, aumentando a abundância de BDNF no hipocampo.

Ebook: Nutrição no Alzheimer

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/