SIBO pode ser causa da síndrome das pernas inquietas

O supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO), que geralmente está associado à disbiose intestinal, pode ser mais predominante em pacientes com síndrome das pernas inquietas (SPI), de acordo com novos dados apresentados no SLEEP 2019. Todos os participantes do estudo tinham pernas inquietas e SIBO

O tratamento envolve o uso de probióticos e prebióticos, dieta antialergênica e antiinflamatória. Além disso, a deficiência de nutrientes precisa ser pesquisada, uma vez que carências como a de ferro, associam-se à maior incidência de pernas inquietas. Também recomenda-se muito contato com a natureza.

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Metabolismo dos sais biliares e saúde

Os sais biliares fazem parte da composição da bile, fluído produzido pelo fígado e armazenado na vesícula biliar. Têm por objetivo auxiliar a absorção de diferentes tipos de lipídios (gorduras), por meio da emulsificação. Funsionam como um detergente biológico, permitindo ao organismo excretar colesterol e absorver a gordura consumida, assim como as vitamina A, D, E e K.

O interessante é que o metabolismo dos sais biliares influenciam a saúde intestinal. Os sais biliares também funcionam como moléculas sinalizadoras que ativam receptores específicos, gerando cascatas de eventos. O receptor TGR5, por exemplo, está presente na vesícula e também nas células do intestino, particularmente no íleo e no cólon (Pols et al., 2011).

Quando há um metabólito no intestino é produzido um ácido biliar secundário que atua como agonista do TGR5, estimulando-o. Esta ligação aumenta o GLP-1 (glucagon like peptídio). Existem evidências de que o melhor funcionamento do TGR5 melhora a tolerância à glicose e mantém as ilhotas pancreáticas mais saudáveis, o que deve-se em parte ao aumento do GLP-1 (Pols et al., 2011).

A ativação do TGR5 também reduz a inflamação em várias partes do trato digestivo. Se a microbiota está equilibrada este processo leva à maior produção de compostos fenólicos, vitaminas, ácidos graxos de cadeia curta e minerais. Para equilíbrio da microbiota o consumo de água é fibras é muito importante.

Os ácidos biliares primários conjugados (as bolinhas em azul na imagem) ligam-se a compostos fenólicos dos alimentos e podem servir como uma plataforma para bactérias intestinais que possuem a hidrolase do sal biliar (Bsh), levando à produção de ácidos biliares não conjugados (as bolinhas em lilás). Também ligam-se às fibras da dieta e são metabolizados por bactérias específicas com atividade de desidroxilação 7-alfa, gerando ácidos biliares secundários (bolinhas em laranja). O fato de as fibras da dieta poderem ligar os ácidos biliares secundários sugere que podem desempenhar um papel na regulação dos níveis de ácidos biliares no intestino.

A maior quantidade de ácidos biliares secundários leva à maior produção de mucina que diminui o risco de pólipos intestinais e câncer de cólon. Por isso, o consumo de frutas, verduras, castanhas, cereais (arroz integral, quinoa, aveia), leguminosas é tão importante.

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