Alterações genéticas e efeito sanfona

O ganho de peso é resultado de interações entre genética e meio ambiente. Vários genes podem estar alterados, dificultando o emagrecimento como (Joffe & Hougton, 2016):

  • Genes que dificultam a queima de gordura: PPARGC1A, PPARG, PPARa, PPARD, UCP1, PLIN, ADBRs, APOA5, LIPC, FABP2.

  • Genes relacionados à ansiedade: COMT, MTHFR, ALPL, BDNF, receptores 5-HT2A.

  • Genes que desequilibram sensações de fome e saciedade: FTO, MC4R, LEP, LEPR, GIPR, GHSR.

  • Genes que desregulam a ingestão alimentar. Por exemplo, aumentam vício por doces, massas, álcool etc: DRD2, SLC2A2, OPRM1, CNR1, MC3R, POMC.

  • Genes relacionados à inflamação: ADIPOQ, IL6.

  • Fatores de transcrição: PPARG, TCF7L2, CLOCK.

  • Genes que desregulam a ingestão alimentar. Por exemplo, aumentam vício por doces, massas, álcool etc: DRD2, SLC2A2, OPRM1, CNR1, MC3R, POMC.

  • Genes relacionados à inflamação: ADIPOQ, IL6.

  • Fatores de transcrição: PPARG, TCF7L2, CLOCK.

Mais genes estudados:

Pessoas com esses tipos de polimorfismos podem sentir mais fome, destoxificar com mais dificuldade, ser mais inflamadas. Já expliquei bastante sobre vários destes genes aqui. Assim, contar apenas com a força de vontade para emagrecer não adianta. A pessoa emagrece e daqui a pouco volta a engordar. Por isso, um conjunto de estratégias precisam ser simultaneamente aplicadas, como:

  • Atividade física

  • Dieta antiinflamatória

  • Estratégias de reconhecimento da saciedade

  • Autoconhecimento e psicoterapia

  • Controle do estresse com yoga e meditação

  • Suplementação com fitoterápicos e nutrientes selecionados (prunus cerasus, Boswellia serrata, Crocus sativus, Rhodiola rosea, Panax ginseng, coenzima Q10, ácido lipóico, Ômega-3, metilfolato, metilcobalamina, glicina, própolism curcumina, morosil, berberina, cardomariano, hidroxitirosol, PQQ, espirulina, goma acácia purificada, fosfatidilserina, citicolina etc)

  • Práticas ayurvédicas

Isto significa que planos precisam ser individualizados e que uma consulta só com um nutricionista não acaba com o efeito sanfona. Várias estratégias precisam ser combinadas e nós podemos lhe ajudar. Fez um teste genético? Posso avaliar para você e ajudá-lo a melhorar sua dieta e suplementação. Conheça nossos planos.

APRENDA A INTERPRETAR EXAMES NUTRIGENÉTICOS

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Entre 30 e 50% de toda vitamina B9 consumida é usada pela mitocôndria

O folato (vitamina B9) é uma vitamina hidrossolúvel, presente em alimentos como vegetais verde escuros, feijões e banana. É essencial para a formação de glóbulos vermelhos e brancos na medula óssea. Também participa no organismo humano de muitas reações enzimáticas, no metabolismo de aminoácidos e nucleotídeos.

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Nucleotídeos (adenina, guanina, citosina, uracil e timina) são os blocos construtores dos ácidos nucléicos, do DNA e do RNA.

O folato fornece grupos metil (CH3) para a síntese de várias substâncias, para a metilação do DNA e na prevenção da incorporação de uracil no DNA. A deficiência de folato resulta na biossíntese prejudicada de DNA e RNA, reduzindo assim a divisão celular e prejudicando o reparo de tecidos. A explicação mais plausível para o efeito de baixo folato no rompimento dos cromossomos é a excessiva incorporação de uracil no DNA, uma lesão mutagênica que leva a quebras no DNA.

Estudos que a deficiência de folato e / ou vitamina B12 e a homocisteína plasmática elevada (um indicador metabólico da deficiência de folato) estão significativamente correlacionadas com o aumento da formação de micronúcleos e a redução do comprimento dos telômeros. A redução do comprimento dos telômeros aumenta o risco de câncer e acelera o envelhecimento. Quando falta B9 e/ou B12 a primeira coisa que sofre é a memória, pois falta acetilcolina.

Todas estas reações no corpo só acontecem se as mitocôndrias estiverem funcionando adequadamente. Estas organelas são as usinas energéticas das células e seu funcionamento é potencializado na presença de compostos como folato e outras vitaminas do complexo B, ácido ascórbico, tocoferol, zinco, selênio, carnitina e ácido lipóico (Kucharská, 2008; Wesselink et al., 2019).

Estudos de intervenção em humanos mostram que a hipometilação do DNA, quebras de cromossomos, incorporação de uracilos e formação de micronúcleos são minimizadas quando a concentração de folato nos eritrócitos é maior que 700 nmol/L e a formação de micronúcleos é minimizada quando a concentração plasmática de vitamina B12 é maior que 300 pmol/L e homocisteína plasmática é menor que 7.5 μmol/L. Essas concentrações são atingíveis em níveis de ingestão iguais ou superiores à ingestão diária recomendada de folato (isto é, > 400 μg/dia) e vitamina B12 (isto é, > 2 μg/dia), dependendo da capacidade do indivíduo de absorver e metabolizar essas vitaminas, que podem variar devido a fatores genéticos e diferenças epigenéticas (Fenech, 2012). Quando a pessoa é homozigota para MTHFR (este teste genético é muito importante em várias condições de saúde) a suplementação de folato pode precisar aumentar para 1.000 μg/dia para adultos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

QI de crianças com síndrome de Down

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O Quociente de inteligência (QI) é um valor obtido por meio de testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas (inteligência) das pessoas. Expressão o nível de habilidade de um indivíduo num determinado momento em relação ao padrão (ou normas) comuns à idade.

As variações da inteligência possuem uma base genética, mas sofrem influência do contexto sócio-econômico, de estímulos diversos e da alimentação. O resultados do teste de QI de uma criança com síndrome de Down deve ser analisado com cautela. Primeiro porque estes testes não são confiáveis antes dos 7 anos de idade. Segundo, os testes de QI tendem a subestimar as competências de indivíduos com síndrome de Down, principalmente quando tem dificuldades na fala, o que dificulta a resposta a perguntas. Ademais, pontuações mais baixas não impedem que um indivíduo com síndrome de Down desenvolva competências de vida, não impede que possam cuidar de si próprios.

Por isso, utilize com prudência as informações de testes de inteligência. Ter baixa expectativa resulta em baixo estímulo, e claro, baixo desempenho. A intervenção precoce, os cuidados médicos e de saúde, o acesso à educação de qualidade, o amor, a aceitação social, a alimentação saudável associada à suplementação adequada geram contribuem para a aprendizagem em níveis cada vez mais elevados.

Há déficit cognitivo na Síndrome de Down? Sim! Mas em que medida o mesmo afetará o aprendizado e a vida? A resposta varia de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos com Síndrome de Down fazem novas aquisições de forma mais lenta do que crianças típicas, outras tem mais dificuldade em manterem-se concentradas por longos períodos. A memória pode não ser tão boa; podem existir também mais dificuldades em aplicar o aprendido em diferentes contextos. Assim, não tenho como dizer se uma criança com síndrome de Down será capaz de ler, fazer contas ou se chegará à faculdade pois existe uma ampla variação de competências entre as pessoas. Mas isso também existe entre as pessoas típicos. Aprendi a ler e escrever mas não aprendi a tocar violão. Existem diferenças individuais em nosso desenvolvimento social, emocional, psicológico, motor, linguístico...

Sem problemas, ao invés de nos preocuparmos com o que não sabemos podemos focar no que temos de melhor, em nossas competências únicas. No caso da pessoa com síndrome de Down é muito importante lembrar que a aprendizagem pode ser muito afetada por doenças, problemas auditivos e/ou visuais ou algum transtorno do espectro autista. Desta forma, o acompanhamento é fundamental para que o apoio chegue o quanto antes.

Por fim, a nutrição adequada não pode ser negligenciada. O desenvolvimento do cérebro depende de uma série de nutrientes incluindo fosfolipídios, ácidos graxos, colina, zinco, vitaminas B5, B6, B9, B12, aminoácidos como taurina, além de antioxidantes para proteção do tecido nervoso.

Tradução livre da letra do vídeo: "o padeiro contratou Simone e todo mundo viu que ela poderia fazer o trabalho. O advogado foi à padaria e viu Simone trabalhando. Contratou John porque o padeiro contratou Simone. O dentista foi ao advogado e viu John trabalhando. O dentista contratou Sophia porque o advogado contratou John, porque o padeiro contratou Simone. O fazendeiro foi ao dentista e viu Sophia trabalhando. Contratou Kate porque o dentista contratou Sophia, porque o advogado contratou JOhn porque o padeiro contratou Simone. O barbeiro foi à feira e viu Kate trabalhando. Contratou Paul porque o fazendeiro contratou Kate, porque o dentista contratou Sophia, porque o advogado contratou John, porque o padeiro contratou Simone. O padeiro foi ao barbeiro e viu Paul trabalhando. Ele não tinha ideia, mas foi graças ao seu primeiro movimento que o barbeiro que tudo aconteceu...”

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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