O segredo está nos telômeros (resumo do livro)

Deseja uma vida longa e satisfatória? Quer sentir-se jovem por mais tempo? Então cuide dos seus telômeros, estruturas especiais que protegem o material genético em todas as células. No livro “o segredo está nos telômeros”, as vencedoras do prêmio nobel de medicina, Elissa Epel e Elizabeth Blackburn apresentam uma forma mais completa para pensarmos a saúde e vivermos com mais vitalidade.

O postulado básico é o de que devemos proteger nossos telômeros, estruturas que permitem que a célula multiplique-se de forma eficiente, reduzindo até mesmo o risco de câncer.

 
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Impacto das viagens espaciais na saúde

Mais de 550 astronautas já estiveram no espaço. Porém, apenas 8 passaram por missões longas, com mais de 300 dias de duração. Entender o que acontece com o corpo que passa muito tempo no espaço é fundamental, especialmente agora, com a meta de conquista de Marte.

A NASA decidiu então comparar gêmeos idênticos, um que foi ao espaço e um que não foi. Pelo menos 10 processos fisiológicos mudam nas viagens espaciais como a atividade da telomerase, a regulação de genes, a composição da microbiota intestinal, o peso corporal, as dimensões da artéria carótida, a espessura da retina e metabólitos séricos. A maior parte dos parâmetros normaliza-se depois de um tempo na Terra. Mas o que acontecerá com as pessoas que não retornarem à Terra?

O estudo sobre dos gêmeos publicado pelo NASA na revista Science mostrou que há perda da atividade da telomerase, enzima que adiciona sequências repetidas de DNA à extremidade dos cromossomos, onde se encontram os telômeros. Telômeros são então estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas e DNA que formam as extremidades dos cromossomos. A principal função é impedir o desgaste do material genético e manter a estabilidade estrutural do cromossomo. Dependendo de nossa genética, nossa idade e nosso estilo de vida os telômeros podem ser maiores ou menores. Quanto maiores são mais saudável uma pessoa é. Quem quer arriscar a viver em outro planeta? Muitas pessoas sim. Eu não!

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Telômeros: estrelas da ciência em 2017

As TVs preparam as retrospectivas de 2017. Ouviremos sobre a lava-jato, as prisões, o mau desempenho do governo, a violência no mundo, as guerras, a febre amarela, a posse de Trump nos EUA, a vitória do musical La La Land no oscar, os problemas climáticos e as aventuras amorosas das celebridades. No mundo da ciência também aconteceu muita coisa mas os telômeros continuaram a dominar muitas discussões. 

Os telômeros são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas e DNA que formam as extremidades dos cromossomos. Sua principal função é impedir o desgaste do material genético e manter a estabilidade estrutural do cromossomo. Dependendo de nossa genética, nossa idade e nosso estilo de vida os telômeros podem ser maiores ou menores. Quanto maiores são mais saudável uma pessoa é. Por isso são considerados marcadores do bem-estar e da longevidade.

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Todo cromossomo tem um telômero, que são como aquela parte final do cadarço do tênis.  Quanto mais longas são as agulhetas protetoras na ponta dos cadarços, menor é a chance dele se esfiapar. De modo análogo, quanto maior é o comprimento do telômero mais protegido está o DNA. 

Várias pesquisas associam o comprimento dos telômeros a fatores como prática de exercício físico, nível de estresse, carências nutricionais, tabagismo. Estudos in vitro mostram que o encurtamento dos telômeros pode ser abrandado com uma dieta saudável, exercício regular, e técnicas para redução do estresse, como yoga e/ou meditação. 

Obviamente o comprimento dos telômeros não explica todas as doenças e nem é o único fator responsável pelo envelhecimento de uma pessoa mas fique atento pois muitas pesquisas nessa área foram financiadas no último ano e resultados surpreendentes poderão aparecer. Para saber mais sobre os telômeros leia os textos anteriores:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Comprimento dos telômeros em pessoas com Síndrome de Down

A síndrome de Down é causada por uma cópia extra de todo ou parte do cromossomo 21. É a causa cromossômica mais comum da deficiência intelectual, com uma incidência de aproximadamente um em cada 690 a 730 recém nascidos. Uma das característica da síndrome é o envelhecimento mais acelerado, especialmente a partir dos 40 anos, assim como o maior risco de desenvolvimento de doença de Alzheimer.

O Alzheimer na síndrome de Down é resultado, em grande parte, da superexpressão do gene que codifica a proteína precursora amilóide e está localizado no cromossomo 21. Evidências mostram que o comprimento dos telômeros pode ser tomado como um biomarcador eficiente do envelhecimento e da doença de Alzheimer. 

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Atualmente, o comprimento dos telômeros principalmente das células brancas (os leucócitos), tem sido estudado como um marcador de envelhecimento. 

Telômeros são estruturas constituídas por fileiras de DNA, formando a extremidade dos cromossomos (em amarelo na foto). Sua principal função é manter a estabilidade estrutural dos mesmos. Cada vez que a célula se divide os telômeros são ligeiramente encurtados, chegando a um ponto que de tão curtos não permitem mais a correta replicação dos cromossomas e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão.

Antes da célula morrer, os telômeros funcionam como um protetor para os cromossomos assegurando que a informação genética (DNA) seja perfeitamente copiada quando a mesma se duplica. Estudo de Silverman e colaboradores (2017) mostrou que pacientes com síndrome de Down e Alzheimer possuem telômeros com menor comprimento em relação a pessoas com síndrome de Down sem Alzheimer. De acordo com os pesquisadores a avaliação do comprimento dos telômeros pode melhorar a precisão do diagnóstico do Alzheimer precocemente em pessoas com síndrome de Down. Isso contribuiria para um melhor planejamento dos cuidados e do tratamento. Novos estudos serão feitos afim de melhorar a sensibilidade e especificidade das técnicas de diagnóstico, tornando possível o uso clínico das mesmas.

De qualquer forma a prevenção do Alzheimer continua sendo o mais importante, visto que ainda não existem tratamentos eficientes para a doença. Discuto este assunto do vídeo a seguir:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/