Óleos essenciais na Medicina Tradicional Chinesa (MTC)

A teoria Yin Yang é a base da medicina oriental. Representa a alternância contínua entre dois pólos que coexistem na natureza e também no corpo humano.

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Na natureza o Yin representa a matéria, a quietude, o frio e o escuro. No corpo humano é a estrutura. O Yang é energia, movimento, calor, claridade. E no corpo humano representa a função.

Para termos saúde devemos manter estes dois polos em equilíbrio. Se um dos polos está mais realçados aparecem os problemas de saúde.

Manifestações clínicas de excesso de Yin: falta de sede, sonolência, fezes amolecidas.

Manifestações clínicas do excesso do polo Yang: sede, insônia, constipação.

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) utiliza-se de um conjunto de técnicas para o tratamento de cada condição de saúde: (1) pilares de autocura: dieta, meditação, Qui Gong, Feng Shui, (2) ferramentas de auxílio dos pilares de autocura: Tuiná, acupuntura, moxabustão, ventosaterapia, fitoterapia (e dentro dela a aromaterapia).

Óleos essenciais para reequilíbrio dos pólos Yin-Yang

Óleos essenciais são extratos vegetais naturais altamente concentrados extraídos de folhas, flores, caules ou outras partes das plantas.

Os óleos podem ser usados internamente (proibida a comercialização desta forma no Brasil pela ANVISA) ou externamente (inalação, uso tópico por massagens).

A aromaterapia ajuda a tratar questões emocionais, dermatológicas, respiratórias, digestivas, endócrinas, imunológicas, inflamatórias, dentre outras.

A MTC utiliza óleos essenciais na acupressão, uma terapia feita com as mãos onde se aplica pressão em pontos energéticos. Muito utilizada para aliviar dores, cólicas ou para estimular o funcionamento de órgãos específicos.

Segundo a medicina tradicional chinesa, os pontos onde aplica-se a pressão representam o encontro de nervos, veias, artérias e de canais vitais, o que faz com que se encontrem energeticamente ligados a todo o organismo. 

Exemplos de óleos essenciais usados nas massagens:

  • Lavanda (Lavandula officinalis): reduz a agitação, tensão nervosa, dispersa o calor combatendo a inflamação e reduzindo a tensão pré-menstrual.

  • Bergamota (Citrus bergamia): trata indigestão de origem nervosa, perda de apetite devido ao estresse, tensão nervosa, irritabilidade, depressão, ansiedade e frustração. Se o produto comprado não for livre de furocumarinas (LFCs) deve-se evitar a exposição solar durante 12 horas após o uso.

  • Alecrim (Rosmarinus officinalis): reduz a fadiga cardíaca, palpitações, hipotensão, mãos e pés frios, falta de concentração, falta de autoconfiança, dores musculares, reumatismo que ataca no tempo frio, flatulência. Contra-indicado para gestantes, pessoas com pressão baixa ou epilepsia.

  • Limão siciliano (Citrus limonum): trata congestão linfática, obesidade, celulite, náuseas, insônia, ansiedade, problemas digestivos.

  • Gengibre (Zingiber officinalis): trata reumatismo, angina, bronquite, dores lombares, fadiga muscular, falta de autoconfiança, impotência e frigidez.

  • Melaleuca (Melaleuca alternifólia): trata gripes, resfriados, cistite, debilidade nervosa, falta de concentração.

Outra forma de utilização é a acupuntura aromática, em que os óleos essenciais são utilizados na ponta das agulhas de acupuntura. O terapeuta escolherá um aroma adequado no momento do agulhamento.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Vale a pena suplementar vitamina C em alta quantidade para melhorar a imunidade?

A vitamina C (ácido ascórbico) é sintetizada a partir da glicose e galactose pelas plantas e maioria dos animais. Porém, seres humanos, macacos, porquinhos-da-índia e alguns morcegos não podem produzir a própria vitamina C. Estas espécies precisam então consumir boas fontes deste importante antioxidante, que protege o corpo contra doenças cardíacas e infecções.

A ingestão diária recomendada de vitamina C varia entre 15 e 120 mg ao dia, dependendo da idade e sexo e é muito fácil atingir estas quantidades com dieta variada:

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A deficiência de vitamina C resulta em escorbuto, doença caracterizada pela má cicatrização de feridas, sangramentos, fraqueza nos ossos, cartilagens, perda de dentes, letargia, fadiga, dores nas pernas, atrofia muscular, lesões cutâneas e alterações psicológicas.

O limite máximo tolerado é de 2.000 mg para adultos mas, neste caso, a dose precisa ser muito bem fracionada. Tomar cápsulas com 500, 1.000, 1.500 mg de vitamina C é jogar dinheiro fora. Seu intestino não tem a capacidade de absorver mais que 300 a 350mg por dose, pois nossos receptores intestinais são saturáveis.

Além disso, o consumo exagerado de vitamina C aumenta o risco de distúrbios gastrointestinais, diarreia, formação de cálculos renais de oxalato. Existem estudos conflitantes a respeito da ação da vitamina C durante viroses. Por isso, é difícil prever se a suplementação irá melhorar ou piorar a inflamação durante uma infecção. O ideal mesmo é variar a dieta tentando consumir naturalmente pelo cerca de 120 a 150 mg de vitamina C durante o dia.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Tratamento da caspa

A caspa é uma condição da pele, caracterizada pela descamação do couro cabeludo e acompanhada normalmente de coceira. É mais frequente no sexo masculino e após a adolescência. De acordo com o Ayurveda existem muitos fatores que podem tornar uma pessoa propensa a caspa ou dermatite seborréia e o tratamento varia com a causa:

1 - fungo Malassezia - Passar no cabelo óleo de coco (antifúngico) com suco de limão. Misture 2 colheres de sopa de suco de limão em 1 colher de sopa de óleo de coco morno e aplique no couro cabeludo, deixe a mistura por 30 minutos antes de lavar com um shampoo suave (como aqueles para bebês) e água morna.

2 - sensibilidade a certos produtos químicos do shampoo, condicionador, sabonete - substituir por diferentes marcas ou fazer o seu próprio com o uso de óleos essenciais. Aprenda como aqui.

3 - excesso de produção de óleo - usar o óleo ayurvédico Neeta Naturals Elaadi e aplicar 3 gotas no couro cabeludo, massagear e depois tirar no banho.

4 - pele seca (mais comum em vata) - a solução da aromaterapia é  diluir 3 gotas de óleo de melaleuca (tea tree) em 1 colher de sopa de óleo carreador (azeite de oliva, óleo de jojoba ou óleo de amêndoa), massagear a região afetada e deixar agir por 10 minutos. Depois remover no banho.

5 - estresse - yoga, meditação, psicoterapia

6 - má absorção intestinal - tratamento da disbiose intestinal com probióticos. 

7 - alergias - remover a substância alergênica (pode ser glúten, trigo, amendoim, leite, partículas do ar poluído, algum produto de limpeza usado na casa…)

Outras dicas;

  • Previna a oleosidade do cabelo evitando banhos muito quentes.

  • Evite a transpiração ou perda de água do couro cabeludo. Não use de forma frequente chapéus, bonés ou gorros.

  • Previna o desenvolvimento de fungos. Não durma com o cabelo úmido.

  • Cuide do couro cabeludo. Mantenha a distância de, pelo menos, 15 centímetros, entre o secador e o cabelo. Não utilize produtos agressivos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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