Benefícios do açafrão

Açafrão, o principal ingrediente do curry é um dos mais potentes condimentos antiinflamatórios. Existem mais de 9.000 artigos publicados acerca dos potenciais benefícios do açafrão ou da curcumina (um de seus compostos ativos) na saúde. 

Algumas pesquisas alegam que o uso do açafrão pode ser mais efetivo inclusive do que drogas antiinflamatórias, antidepressivos, anticoagulantes e antipiréticos. Uma grande vantagem do uso do açafrão é sua segurança. Efeitos colaterais são observados exclusivamente quando as doses utilizadas são extremamente altas.

Um estudo com 60 voluntários diagnosticados com depressão comparou o uso da fluoxetina, curcumina ou fluoxetina (Prozac) + curcumina. O resultado? A curcumina foi tão eficiente no manejo da depressão quanto a curcumina (Sanmukhani et al., 2014). 

Já um estudo publicado no jornal científico Oncogene mostrou as potentes ações antiinflamatórias da curcumina, ainda maiores do que as de medicamentos como aspirina e ibuprofeno. A inflamação aumenta o risco de várias doenças como colite ulcerativa, câncer, artrite, aterosclerose, diabetes e dor crônica. 

Se quiser conhecer mais sobre as propriedades dos alimentos faça o curso online Alimentos Funcionais. O mesmo é perfeito para os que querem aprender mais sobre as propriedades dos alimentos e o impacto dos mesmos na saúde e na prevenção de doenças. Conheça mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Os benefícios do broto de feijão

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Na escola você deve ter o experimento de plantar um grão de feijão no algodão. O que surgiu foi o broto, lembra? Os brotos de feijões são alimentos muito populares na Ásia. São riquíssimos em fibras, vitamina C, folato e minerais. Estudos mostram que o consumo pode ajudar a combater a ansiedade (McCabe et al., 2017).

Os brotos também são ricos em compostos flavonóides com propriedades antiinflamatórias e anticancerígenas (Tang et al., 2014). Ajudam inclusive no aumento da produção de melatonina, hormônio que melhora a qualidade do sono (Aguilera et al., 2016)

1 xícara de broto de feijão fornece:

  • 31 Kcal
  • 6,2 g de carboidratos
  • 3,2 g de proteínas
  • 0,2 g de gordura
  • 1,9 g de fibras
  • 34,3 mcg de vitamina K (43% da necessidade diária)
  • 13,7 mg de vitamina C (23% da necessidade diária)
  • 63,4 mcg de folato (16% da necessidade diária)
  • 0,2 mg de manganês (10% da necessidade diária)
  • 0,2 mg de cobre (9% da necessidade diária)
  • 0,1 mg de riboflavina (8% da necessidade diária)
  • 0,1 mg de tiamina (6% da necessidade diária)
  • 56,2 mg de fósforo (6% da necessidade diária)
  • 0,1 mg de vitamina B6 (5% da necessidade diária)
  • 0,9 mg de ferro (5% da necessidade diária)
  • 21,8 mg de magnésio (5% da necessidade diária)
  • 0,8 mg de niacina (4% da necessidade diária)
  • 155 mg de potássio (4% da necessidade diária)

Cuidado ao comprar brotos na feira ou no supermercado. Eles estragam rapidamente, o que aumenta o risco de infecções bacterianas. Mas você pode fazer seus brotos em casa. Aprenda aqui.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Tratamento do refluxo esofágico

O refluxo gastroesofágico (REG) é uma doença crônica responsável por dor retroesternal persistente. A inflamação gerada pelo contato do ácido clorídrico com o estômago pode corroer o esôfago.

As principais causas do refluxo em crianças são a imaturidade do esfíncter esofagiano e a hipotonia muscular são causas comuns para o refluxo. O uso frequente de antibióticos também vem sendo associado ao problema.

Nos adultos as principais causas incluem a obesidade, alergias alimentares não tratadas, tabagismo, hernia hiatal, hipermeabilidade intestinal, altos níveis de estresse e circulação sanguínea deficiente. O uso frequente de drogas tais quais antiinflamatórios não esteroidais, aspirina, esteróides, pílulas anticoncepcionais e medicamentos contendo nicotina também aumentam o risco de refluxo.

Para algumas pessoas o problema não se inicia no estômago e sim no intestino. A disbiose intestinal gera inflamação e reações de autoimunidade que acabam contribuindo para os danos observados no esôfago. Desta forma, dieta saudável, com mais fibras e uso de probióticos são estratégias recomendadas. Outras mudanças no estilo de vida podem ser necessárias, como a perda de peso, a abstenção de cafeína e álcool e a dieta livre de alimentos industrializados.

Em crianças alguns outros sintomas podem ser observados como peito cheio, sintomas de asma, tosse crônica, dificuldade de deglutição, inchaço abdominal ou gases, salivação excessiva ou erosão dentária.  the environment, use of antibiotics or medications, and chemical exposure.

O uso crônico de medicamentos para o estômago também não é recomendado. Inibidores de bomba de prótons como prilosec, prevacid e nexium deterioram ainda mais o equilíbrio da flora intestinal, aumentando o risco de infecções por bactérias como Clostridium difficile (Seto et al., 2014).

Outros efeitos adversos do uso de bomba de prótons

O uso crônico destas drogas também aumenta o risco de doenças cardiovasculares, incluindo reduzindo a força do coração e aumentando a pressão arterial sanguínea (Ghebremariam et al., 2013). Os medicamentos também alteram o pH do estômago e intestino reduzindo a absorção de minerais como magnésio e vitaminas do complexo B (Cohen, 2013).

Quanto aos suplementos, vitamina C, L-glutamina, extrato de aloe vera, probióticos, ômega-3, curcumina, gingerol, enzimas digestivas, fibras como psyllium e óleos essenciais com propriedades antioxidantes, antibacterianas e antifungicas vem sendo investigadas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/