Avaliação do estado nutricional em pacientes cirúrgicos

A avaliação do estado nutricional é a base para a provisão do cuidado nutricional ótimo. Deve incluir pelo menos a avaliação dietética, a avaliação antropométrica, a avaliação bioquímica, a avaliação clínica e a avaliação metabólica do paciente. O resultado destas avaliações fornecem direção para o desenvolvimento de um plano nutricional individualizado, efetivo e apropriado para cada paciente. A avaliação nutricional deve ser repetida regularmente para proporcionar maior compreensão da evolução do paciente. Para a avaliação são utilizados protocolos adaptados a cada serviço.

Por exemplo, a quantidade e a segurança da anestesia depende do estado nutricional do paciente. Esta avaliação pode ser complexa para um profissional de saúde não especializado na área já que exige o domínio de técnicas para a identificação de grupos de risco. Quanto à antropometria o nutricionista utiliza como parâmetros mínimos o peso atual, a perda de peso, o IMC, a relação creatina/altura, a dobra cutânea tricipital e a circunferência do braço.

Para a avaliação da síntese de proteínas viscerais são solicitados exames como concentração de albumina, transferrina, pré-albumina e proteína ligadora de retinol. Para a avaliação da capacidade imune são avaliados os resultados da série branca do hemograma assim como do IgG.  A partir destes e de outros dados (como co-morbidades e tipo de cirurgia prevista) o nutricionista é capaz de estratificar os pacientes pré-cirúrgicos em grupos de maior ou menor risco e sugerir diferentes intervenções nutricionais com o objetivo de melhor prepara cada paciente para a cirurgia.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Benefícios do óleo de orégano

Os antibióticos são a ferramenta número 1 para o tratamento de infecções. Contudo, os mesmos não são livres de problemas. Dentre os  efeitos colaterais destacam-se: resistência bacteriana, disbiose (desequilíbrio da microbiota intestinal), aumento das alergias, boca e pele ressecadas; zumbidos nos ouvidos, tremores, queimação, espasmos musculares, confusão mental, ansiedade, alterações no metabolismo da glicose dentre outros. , alucinações e reações psicóticas), ao coração, fígado e pele (machucados dolorosos e que deixam cicatrizes), ao sistema gastrintestinal, à audição e ao metabolismo do açúcar no sangue..

Felizmente, algumas estratégias podem ser utilizadas quando o uso de antibióticos não for imprescindível. Para a melhoria da imunidade a suplementação de zinco, vitamina A e probióticos mostra-se efetiva. Menos conhecido, o óleo de orégano também vem sendo utilizado. Contém compostos como carvacrol e timol com poderosos efeitos antibacterianos e antifúngicos. O orégano é membro da mesma família da menta (Labiatae) mas o utilizado para fazer o óleo essencial é distinto daquele que usamos no recheio da pizza (Hussain et al., 2011).

O óleo essencial de orégano possui propriedades medicinais. É caro pois a produção de 1 kg de óleo requer 1.000 kg de orégano selvagem. O composto principal, o carvacrol, é responsável pelo combate a fungos, bactérias (Kortman et al., 2014), parasitas, vírus, pela redução da inflamação e das alergias. Também possui efeito neuroprotetor (Celik et al., 2013). O óleo deve ser diluído em água ou em óleo de coco e não recomenda-se o uso por mais de 2 semanas. 

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Conheça mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

    Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

    Fosfato de sódio e bicarbonato de sódio na performance atlética: qual é a diferença?

    O fosfato de sódio é um termo genérico para os sais de sódio (Na+) e fosfato (PO43−). Na área esportiva é utilizado para aumentar (em até 12%) a habilidade das células vermelhas (hemácias) em transportar oxigênio para os músculos em movimento. Se consumido em excesso pode danificar a função renal e causar arritmias cardíacas. Outros fosfatos, como fosfato de cálcio e de potássio não possuem o mesmo benefício (Cade et al., 1984).

    O fosfato de sódio pode melhorar a performance em atividades de endurance (como corrida e ciclismo de longa distância).  Geralmente é utilizado entre 3 a 6 dias antes de competições (máximo de 1.000 mg, 4 vezes ao dia) (Bellinger et al., 2012).

    O bicarbonato de sódio é um pó branco utilizado por muita gente como anti-ácido. Na culinária pode ser utilizado como fermento para o crescimento de massas. O bicarbonato tem como função o tamponamento (eliminação) dos íons hidrogênio reduzindo a acidez do sangue. Quanto mais ácido está o sangue mais dificuldade o músculo tem de contrair aumentando a sensação de fadiga. No exercício de alta intensidade, o bicarbonato pode melhorar a performance em 1 a 2 % em atividades que duram entre 2 e 7 minutos. Isso beneficiaria os atletas cujas intensidades variam entre 80 e 125% do consumo máximo de oxigênio. O custo é o aumento dos desconfortos gastrointestinais com possíveis náuseas, gases e refluxo. 

    Em geral, a recomendação é de 0,3 gramas de bicarbonato de sódio por quilo de massa corporal. O produto deve ser diluído em água que ajudar com a absorção e reduz as chances de efeitos colaterais. Como o bicarbonato de sódio é rapidamente excretado o ideal é a ingestão 1 hora antes do início do exercício (Lindh et al., 2008). O bicarbonato também vem sendo associado à beta-alanina para melhor efeito no desempenho em provas de curta distância e alta intensidade (Freitas et al., 2015).

    De acordo com sociedades de nutrição esportiva estadunidenses a suplementação de fosfato de sódio, bicarbonato de sódio e beta-alanina é aparentemente eficaz e segura (Potgieter, 2013). A recomendação de beta-alanina varia entre 4 e 6 g por 2 a 4 semanas por aumentar a concentração de carnosina, regulando assim o pH muscular (Trexler et al., 2015).

    Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/