Quer viver mais? Aumente o consumo de vegetais

Se quiser viver mais adote uma dieta baseada no consumo de vegetais com baixo índice glicêmico. De acordo com estudo realizado com com 129.716 adultos e publicado  no Annals of Internal Medicine, a mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares dos que seguem dieta a base de vegetais é muito menor do que as que seguem dietas  com mais proteína de origem animal. A explicação é que a dieta com mais vegetais é mais rica em gorduras boas insaturadas, em fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos

Para saber mais: Teresa T. Fung, ScD; Rob M. van Dam, PhD; Susan E. Hankinson, ScD; Meir Stampfer, MD, DrPH; Walter C. Willett, MD, DrPH; and Frank B. Hu. 

"Low-Carbohydrate Diets and All-Cause and Cause-Specific Mortality - Two Cohort Studies". ANN INTERN MED September 7, 2010 153:337-339.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Óleo de peixe combate inflamação e resistência à insulina

Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram os mecanismos moleculares por trás dos benefícios do óleo de peixe. O artigo foi publicado no dia 3/9/2010 na revista Cell.

Os pesquisadores encontraram um receptor chave  (GPR120) nos macrófagos encontrados abundantemente no tecido adiposo de obesos. Macrófagos são células brancas (figura) especializadas na fagocitose e destruição de patógenos. Parte da sua resposta envolve a secreção de citocinas e outras proteínas que causam inflamação.

O tecido adiposo de obesos contém quantidades enormes de macrófagos que produzem tais citocinas aumentando a inflamação nestes indivíduos e contribuindo para a resistência à insulina. O GPR120 é um dos sinalizadores moleculares envolvidos em numerosas funções celulares. Quando é desligado, os macrófagos produzem mais substâncias inflamatórias. Conforme o artigo, os ácidos graxos ômega-3, presentes no óleo de peixe, ativam estes receptores, resultando em um efeito anti-inflamatório potente.

Contudo, o Dr. Olefsky diz que mais pesquisas são necessárias afim de definir as doses mais eficientes e seguras já que o consumo de óleo de peixe em quantidades excessivas aumenta o risco de sangramentos e até derrames em algumas pessoas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

50% dos adultos brasileiros estão acima do peso!

Saiu a segunda parte dos resultados da pesquisa de orçamentos familiares, do IBGE, mostrando que uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos encontra-se acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O déficit de altura (importante indicador de desnutrição) caiu sobressaindo-se ainda no meio rural da região Norte: 16% dos meninos e 13,5% das meninas, o que denota a desnutrição crônica, de longa data, nesta população. A parcela dos meninos e rapazes de 10 a 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-09), já entre as meninas e moças o crescimento do excesso de peso foi de 7,6% para 19,4%. Também o excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% e ultrapassou, em 2008-09, o das mulheres, que foi de 28,7% para 48%.

O excesso de peso foi mais evidente nos homens com maior rendimento (61,8%) e variou pouco para as mulheres (45-49%) em todas as faixas de renda. A POF revelou um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-09, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas, que de 8,6% na década de 70 foram para 11,9% no final dos anos 80 e chegaram aos 32% em 2008-09.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/