Açúcar aumenta risco de doenças cardíacas

O consumo de açúcar, em preparações como café, suco, bolos, biscoitos aumenta os triglicerídeos plasmáticos e diminui o "colesterol bom" (HDL).  Nos estados unidos a quantidade de açúcar consumido em todas as preparações chega, em média, a 21 colheres de sopa ao dia, o equivalente a 359 calorias. Este consumo excessivo aumenta o risco de doenças cardíacas em 300% quando comparado às pessoas que consomem pouquíssimo açúcar.

O consumo máximo de açúcar ao dia não deve ultrapassar 10% das calorias totais. Ou seja, se você consome 2.000 kcal ao dia, 200 kcal podem vir do açúcar o que significa 50 gramas ao dia ou 5 colheres de sopa de açúcar. Por isto evite sair colocando açúcar em tudo o que bebe, ou pelo menos diminua a quantidade. Evite também alimentos doces, como bolos, tortas, chocolates, sorvetes...

Para saber mais: J. A. Welsh, A. Sharma, J. L. Abramson, V. Vaccarino, C. Gillespie, M. B. Vos. Caloric Sweetener Consumption and Dyslipidemia Among US Adults. JAMA: The Journal of the American Medical Association, 2010; 303 (15): 1490.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Deficiência de vitamina D associada a mais sintomas asmáticos

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Mais dois estudos sobre a hipovitaminose D mostram agora que a deficiência piora sintomas da asma. De acordo com os autores crianças com deficiência de vitamina D são mais alérgicas, tem pior função pulmonar e usam mais medicamentos, incluindo os corticosteróides. Já aquelas que recebiam suplementação de vitamina D conseguiam reduzir o uso destes medicamentos.

Os pesquisadores avaliaram 100 crianças com asma e observaram que 47% das mesmas tinham níveis de vitamina D plasmática considerados insuficientes, abaixo de 30 nanogramas por mililitro de sangue (ng/mL).  Cerca de 17% dos pacientes tinham níveis menores que 20 ng/mL. Indivíduos com baixos níveis de vitamina D geralmente possuem mais IgE circulante, um marcador de alergias.  Estes pacientes tinham mais sintomas quando expostos a alérgenos ambientais tais quais poeira, carpetes, cachorros.

Os baixos níveis de vitamina D também diminuem a capacidade pulmonar, o que torna muitos pacientes dependentes do uso de esteróides, medicamento que age reduzindo a inflamação e abrindo as vias respiratórias. A vitamina D melhora a ação do medicamento por isto indivíduos com deficiência precisam de doses cada vez maiores para evitar crises. O grupo continua fazendo estudos afim de avaliar que nutrientes poderiam trazer uma melhor resposta com o uso mínimo de drogas.

Artigos:

SEARING, D.A.; MURPHY, J.; HAUK, P..; LEUNG, D.Y.M. Vitamin D Levels in Children with Asthma, Atopic Dermatitis, and Food Allergy. The Journal of Allergy and Clinical Immunology. February 2010 (Vol. 125, Issue 2, Supplement 1, Page AB44).

SEARING, D.A.; ZHANG, Y.; MURPHY, J.R. HAUK, P.; GOLEVA, E. LEUNG, D.YM. Decreased serum vitamin D levels in children with asthma are associated with increased corticosteroid us. The Journal of Allergy and Clinical Immunology. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Fique de olho no índice glicêmico

O consumo de carboidratos com alto índice glicêmico, aqueles que caem na corrente sanguínea rapidamente aumentando demais os níves de glicose circulantes aumenta o risco de doenças coronarianas em mulheres.  

Artigo publicado no dia 12 de abril no Arch of Internal Medicine, uma das revistas do prestigiado JAMA, tanto o índice glicêmico (IG) quanto a carga glicêmica devem ser cuidadosamente observados, uma vez que a grande quantidade de açúcar no sangue aumenta também triglicerídeos (gorduras que entopem artérias) e diminuem o HDL (lipoproteína protetora).

No estudo 32.578 mulheres foram acompanhadas por um período médio de 7,9 anos. Destas, 158 desenvolveram doenças cardíacas, sendo que as que consumiam carboidratos com mais alto índice glicêmico (proveniente de açúcar de mesa, balas, doces, pães e massas refinadas) tinham um risco 2,24 vezes maior do que aquelas que consumiram carboidratos com menor IG. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/