Atividade física neutraliza gene da obesidade

A obesidade é uma desordem de origem multifatorial com componentes genéticos e ambientais fortemente envolvidos. O gene FTO  rs9939609 está associado ao ganho de peso, gordura corporal, maior IMC e circunferência da cintura. Cada cópia a mais do mesmo neste gene pode elevar o peso em até 1,5kg. Afim de averiguar o impacto da atividade física em indivíduos que possuíam o mesmo, foi realizada uma pesquisa com 752 adolescentes. Entre os mesmos 37% não possuíam o gene, 47% possuíam uma cópia do mesmo e 16% possuíam duas cópias. O interessante no estudo foi que os adolescentes que faziam pelo menos 1 hora de atividade física diária conseguiam manter o peso ou ganhavam quantidades muito pequenas, como se não tivessem nenhuma mutação genética, o que demonstra que o ambiente é fundamental para a saúde, mesmo quando a genética não favorece. Ou seja, nada de botar a culpa na herança genética. Está na hora de malhar!

Fonte: Jonatan R. Ruiz; Idoia Labayen; Francisco B. Ortega; Vanessa Legry; Luis A. Moreno; Jean Dallongeville; David Martinez-Gomez; Szilvia Bokor; Yannis Manios; Donatella Ciarapica; Frederic Gottrand; Stefaan De Henauw; Denes Molnar; Michael Sjostrom; Aline Meirhaeghe; for the HELENA Study Group. Attenuation of the Effect of the FTO rs9939609 Polymorphism on Total and Central Body Fat by Physical Activity in Adolescents: The HELENA Study. Arch Pediatr Adolesc Med, 2010; 164 (4): 328-333.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Coelhinho da páscoa

A páscoa passou e continuamos interessados nos chocolates. Claro, além de deliciosos podem beneficiar o coração, melhorando sua função e aliviando sintomas da angina (CORTI et al., 2009).

Em pequenas quantidades o chocolate também ajuda a reduzir a pressão sanguínea. Estudo publicado agora, no European Heart Journal, acompanhou 19.357 indivíduos, com idades entre 35 e 65 anos, por 8 anos e mostrou que o consumo pequeno de chocolate (7,5 gramas ao dia, ou 1 quadradinho) diminuiu o risco de ataques cardíacos e derrame em 39%. Porém, é importante que se diga que isto só aconteceu naqueles que não aumentaram o consumo calórico diário ou o peso.

Para saber mais: BUIJSSE, B. et al. "Chocolate consumption in relation to blood pressure and risk of cardiovascular disease in German adults." European Heart Journal. doi:10.1093/eurheartj/ehq068.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Já tomou seu suco de laranja hoje?

Alimentos de origem vegetal contém flavonóides, que protegem nossa saúde de várias formas. No suco de laranja, um estudo mostrou que seu consumo junto a um café da manhão com alto teor de calorias, carboidratos e gordura, neutralizava parte dos radicais livres gerados pela comida inadequada. O mesmo não aconteceu com o consumo concomitante de água, refrigeranes ou sucos adoçados.

A produção excessiva de radicais livres contribui para o risco aumentado de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e várias doenças inflamatórias. De acordo com a Dra. Husam Ghanim, da Universidade de Búffalo, nos EUA, a naringenina, narirutina e a hesperidina, flavonóides da laranja são potentes antioxidantes e que ajudam a combater a inflamação.

De qualquer forma, os autores do estudo não recomendam dietas com alto teor de gordura ou açúcares, devido ao claro poder inflamatório das mesmas. Mas, naqueles dias em que é impossível resistir às guloseimas, a inclusão de frutas com alto poder antioxidante pode diminuir a inflamação e diminuir o risco de aterosclerose e resistência à insulina. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/