Para que serve o selênio?

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O selênio é um mineral essencial ao nosso organismo. Faz parte de selenoenzimas antioxidantes que protegem nosso corpo contra doenças como câncer, diabetes tipo 2 e doenças da tireóide. O problema é que enquanto o consumo insuficiente está relacionado à estas condições, o consumo exagerado também!

Os estudos mostram que cada castanha do Brasil (castanha do Pará) contém de 200 até 400mcg de selênio, o que por si gera uma dose altíssima se comparado a recomendação de selênio para adultos (55mcg/dia). Tudo bem, nosso corpo não absorve 100% do mineral, mas como o limite máximo recomendado é justamente 400mcg ao dia, não há necessidade de consumir mais que uma unidade por dia e, claro, nem de suplementação, a não ser em situações especiais. Mas toda castanha conterá esta quantidade de selênio? Não, um grande problema é que a quantidade de selênio na castanha depende da qualidade do solo, fazendo com que as concentrações do mineral na oleaginosa varie entre 0.2 e 5.0 mg/100g dependendo da origem.

O solo se forma devagar, em relação estreita com água, ar, seres vivos, presença de rochas. As atividades humanas podem transformar o solo rapidamente, destruindo-o e empobrecendo-o, o que vem acontecendo ano a ano. E claro, se o solo for pobre, a quantidade de nutrientes na castanha será pequena. Parece também que quanto maior é a quantidade de agrotóxicos utilizados menos a planta consegue incorporar o selênio e outros minerais como zinco, ferro, magnésio, cálcio... Daí a importância de uma dieta variada, colorida e, orgânica, sempre que possível.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Açúcar e agravos à saúde

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É comum associarmos o alto consumo de açúcar com obesidade ou mesmo diabetes, porém o que os estudos vem mostrando é que este hábito é ainda mais prejudicial, aumentando também a pressão arterial, o risco de câncer e até de distúrbios psicológicos.

Estudos mostram que o consumo por apenas 2 semanas de uma dieta rica em frutose (encontrada em frutas e em altíssimas quantidades em refrigerantes e outros industrializados), já aumenta o risco de síndrome metabólica, diabetes, aumento do ácido úrico e da pressão sanguínea. Devemos então evitar as frutas? Não! As frutas contém pouca frutose (4 a 10 gramas dependendo do alimento e da porção) e contém muitas substâncias benéficas que protegem nosso corpo como vitamina C, outros antioxidantes e fibras, que contrabalanceiam os efeitos da frutose. O principal risco está então nos alimentos feitos com xarope de frutose, como refrigerantes, bolos, chocolates, sorvetes... Pesquisadores estudam agora como o alto consumo de frutose aumenta a pressão sanguínea. A principal hipótese recai sobre um estímulo de substâncias inflamatórias. Vamos aguardar as respostas.

Outros estudos tem investigado a relação entre o alto consumo de açúcar e o maior risco de câncer de mama. Provavelmente a resposta estará novamente relacionada ao maior grau de inflamação visto no organismo das viciadas em açúcar. Além de diminuir o consumo, evitar o álcool, não abusar do consumo de gordura, praticar exercícios e manter um peso saudável também são estratégias fundamentais para reduzir o risco de câncer de mama.

Mas o estudo mais polêmico foi publicado na Inglaterra este mês por Simon Moore e colaboradores. De acordo com os mesmos o consumo de doces e chocolates diariamente na infância (foram estudados 17.500 indivíduos aos 10 e aos 34 anos) aumenta o risco de praticarem atos de violência quando adultos. Segundo os autores do estudo, o fato de não se dizer não às crianças, oferecendo-lhes tudo o que querem e quando querem impede com que aprendam que devem esperar para obter as coisas. Não aprender tais lições faz com que elas adotem comportamentos impulsivos, violentos, perigosos e altamente associados à delinquência. Outros aspectos do consumo de doces e violência merecem mais atenção e os pesquisadores prometem continuar as investigações.

O açúcar é gostoso mas deve estar em pequenas quantidades na dieta. Não ensine seu bebê e seus filhos pequenos este hábito e proteja a saúde de toda a família.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/