A gordura engana o cérebro

Achados do UT Southwestern Medical Center sugerem que certos tipos de gordura da dieta (em especial o ácido palmítico) conseguem chegar ao cérebro e fazer com que o mesmo envie mensagens às células do corpo para que ignorem os sinais supressores do apetite, enviados por hormônios reguladores do peso, como insulina e leptina. Normalmente nosso corpo sabe quando já comemos o suficiente, porém muitas vezes quando estamos comendo um alimento rico em gordura isto não acontece e ao invés de comermos apenas um pote de sorvete, comemos dois, três... De acordo com a Dra. Deborah Clegg (foto) a bioquímica do cérebro pode mudar muito rapidamente e é claramente influenciada pela alimentação. A pesquisadora acredita que o efeito pode durar até 3 dias, por isto quando exageramos no sábado podemos ainda estar famintos - e comendo mais do que deveríamos - na segunda.

No presente estudo, publicado na edição de setembro do Journal of Clinical Investigation as dietas ou infusões foram feitas utilizando-se ácido palmítico (encontrada na gordura da carne, leite, queijos e manteiga), ou o ácido graxo oléico (presente no azeite de oliva, no óleo de palma e no óleo de semente de uva). Os pesquisadores mostraram que o ácido palmítico conseguiu inibir a ativação da leptina e da insulina. Por isto, apesar de a pesquisa não ter sido feita com seres humanos a recomendação de diminuição do consumo de gorduras saturadas (principalmente do ácido graxo palmítico) deve ser reforçada, já que os efeitos no cérebro acontecem mesmo antes de começarmos a engordar.

O próximo passo da pesquisa será determinar o tempo necessário para reverter completamente os efeitos da dieta rica em gordura.

Livros recomendados:

Brain Diet

Nutrition and mental health

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Abuso de álcool, obesidade e depressão em mulheres

A partir de dados coletados de 776 indivíduos aos 24, 27 e 30 anos de idade, um time de pesquisadores da Universidade de Washington mostrou que abuso de álcool, obesidade e depressão são condições interrelacionadas em mulheres. A proporção de indivíduos com os 3 problemas em uma mesma idade foi pequena porém quando uma condição estava presente uma outra poderia aparecer ou substituir a anterior em idades subsequentes.

Já homens tendem a ficar com um problema só ao longo de suas vidas. O estudo mostrou que mulheres com história de abuso de bebidas alcoólicas aos 24 anos tinham 3 vezes mais chances de se tornarem obesas aos 27. E que as obesas aos 27 tinham o dobro de chances de desenvolverem depressão aos 30 anos. Já as deprimidas aos 27 tinham um risco maior de desenvolver abuso de álcool aos 30.

A mensagem da pesquisa é que intervenções devem ser iniciadas o quanto antes e devem incluir estratégias de combate ao estresse, atividade física, acompanhamento nutricional, psicológico e psiquiátrico, se necessário.

A psicoterapia também ajuda muito. Falar sobre sentimentos reduz a ansiedade e ajuda no gerenciamento da medicação. Indico a Julia Maciel, psicóloga formada pela UnB e que atende online, por videoconferência Atividade física, meditação, acupuntura e yoga também vêm mostrado-se importantes complementos ao tratamento tradicional medicamentoso. Cuide-se!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Fome e pobreza em Bangladesh

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Desde 2008 a Unicef alerta que Bangladesh, a 8a população mais populosa do planeta, tem as maiores taxas de desnutrição do mundo. Agora, a doutoranda Tamanna Ferdous demonstrou em sua tese de doutorado, defendida pela Uppsala University, que o problema não atinge exclusivamente as crianças. De acordo com a Dra. Ferdous a prevalência de desnutrição em idosos de regiões rurais atinge alarmantes 90%.

As causas incluem doenças, infecções, pobreza, baixa escolaridade e sistema imunológico debilitado. A má nutrição limita a capacidade física em realizar trabalho e as tarefas diárias e também diminui a função cognitiva. Além de lutar contra a desnutrição o país luta também contra a corrupção.

Leia também: Nações Unidas - mapa da pobreza e desnutrição em Bangladesh

No Ranking da corrupção:

  • Brasil (57o)
  • Bangladesh (134o)

http://www.worldaudit.org/corruption.htm

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/