Uso de esteróides no esporte

Contantemente vemos notícias de algum atleta de ponta que foi suspenso de competições oficiais após ser pego no doping. O último caso divulgado pela mídia foi o do corredor marroquino Jamal Chatbi, que estava classificado para correr a final dos 3 mil metros no mundial de atletismo no último domingo. O uso de substâncias ilegais no esporte infelizmente é comum, mesmo que os riscos à saúde ou a chance de desapontar a família, o time, o treinador e o país sejam grandes. Isto porque os atletas não apenas sonham com a melhor marca mas também com a fama e os ganhos financeiros envolvidos destinados aos poucos "gênios do esporte".

Bater recordes hoje está cada vez mais difícil, os tempos são excelentes e, por isto, a associação melhor treino aliado à melhor genética e a melhor nutrição nem sempre produz um novo campeão. Para ganhar segundos em competições cada vez mais acirradas os esteróides anabolizantes ainda tem sido utilizados por alguns atletas. Alguns treinadores acreditam, inclusive, que estas drogas sempre farão parte do cenário atlético mundial. Na sociedade capitalista o vencer a qualquer custo está muito presente mas o uso destas substâncias não só engana o sistema e o esporte mas também os atletas que estão "limpos", ou seja competindo apenas baseado em sua genética, esforço pessoal, treinamento e nutrição. É importante que pais e familiares, colegas, treinadores, nutricionistas e demais profissionais envolvidos nos cuidados e preparação deste atleta o incentivem a ter objetivos na esfera profissional mas também em outras áreas da vida. Objetivos mentais, emocionais, educacionais são tão importantes quanto os objetivos atléticos, físicos e financeiros. Além disso, é importante enfatizar que dentre os indivíduos que usam tais substâncias um percentual muito pequeno atinge uma marca espetacular. Os demais desenvolvem apenas problemas de saúde.

Para saber quais são as substâncias proibidas pelo COI clique aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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O que são radicais livres?

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Os radicais livres são moléculas ou átomos com um elétron não pareado na última camada de valência, o que resulta em moléculas altamente reativas. São gerados diariamente como parte de nossas reações metabólicas e quantidades excessivas aparecem ao nos expormos à ambientes poluídos, cigarro, má alimentação, radiação e quando nosso organismo está inflamado. Em pequenas quantidades desenvolvem uma importante função imune, atuando como agentes bactericidas, fungicidas e antiviróticos. Também aceleram a liberação do oxigênio da hemoglobina para os tecidos e favorecem a renovação de células do corpo. Ou seja: são essenciais à vida! Porém em excesso causam danos e aumentam o risco de doenças cardiovasculares, Parkinson, AVC, Alzheimer, esclerose múltipla, catarata...

É por isto que nossa dieta precisa ser rica em antioxidantes, substâncias que inibem a oxidação de moléculas biológicas importantes pelos radicais livres. O tocoferol (encontrado no azeite e no abacate) e o betacaroteno (encontrado nos vegetais alaranjados), são exemplos de vitaminas que protegem nossas membranas, evitando portanto o envelhecimento precoce e a deterioração dos tecidos. Polifenóis (encontrados em chás, nas uvas, no vinho) e o ácido lipóico (encontrado na cenoura, em algas e também na linhaça), são também exemplos de antioxidantes importantes para a nossa saúde.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ramadan

Segundo as últimas estimativas feitas pelo IBGE, o Brasil possui 27.239 muçulmanos. Porém, de acordo a Federação Islâmica Brasileira o número de muçulmanos no Brasil é bem maior: 1,5 milhão. Independentemente do número, os praticantes devem estar agora se preparando para o Ramadan, que começa no dia 21 de agosto. 

As práticas de alimentação muçulmanas são guiadas pela religião, mas também influenciadas pela cultura. De acordo com a lei islâmica todos os alimentos podem ser consumidos, com excessão do porco e seus subprodutos, animais mortos de forma imprópria, animais mortos em nome de outros que não Allah, animais carnivoros, sangue, álcool e alimentos que contenham os itens anteriormente citados. Além destes, alimentos mencionados no Alcorão, o livro sagrado do Islamismo, são de grande valor espiritual e nutricional para este povo. Azeitonas, mel, iogurte, figos, uvas e legumes estão no topo da lista. O ramadan é o nome do nono mês do calendário islâmico, baseado no ciclo lunar, que consiste em 12 ciclos de 29 ou 30 dias cada. Como o ano islâmico é cerca de 10 dias menor que o gregoriano, o dia 21 de agosto marca o primeiro dia do Ramadan, celebrado com o jejum de alimentos e bebidas, incluindo água, chiclete, medicamentos, fumo do amanhacer ao anoitecer. As duas refeições permitidas são o suhur (antes de amanhecer) e o iftar (após o por do sol). Durante o Ramadan atos de louvor à Alá são intensificados, conferindo paz espiritual aos mulçulmanos. Nutricionistas que acompanham pacientes muçulmanos podem encontrar vários desafios. O jejum não costuma trazer qualquer inconveniente para indivíduos sadios e a crença individual deve ser respeitada. O que se pode fazer neste caso é ajudá-los a compor as refeições (iftar e suhur) com alimentos mais nutritivos e que promovam mais saciedade, avaliar a necessidade de suplementação de micronutrientes e adequar a terapia nutricional aos pacientes com condições de saúde como diabetes, hipertensão etc. Assim como crianças, gestantes, lactantes e idosos costumam ser dispensados dos jejuns, indivíduos com doenças graves ou incuráveis também podem se abster da prática.

Apesar de pensarmos no jejum como algo restritivo, muitos devotos relatam manutenção ou mesmo ganho de peso, caso as celebrações noturnas das famílias incluam muitos alimentos calóricos, frituras e doces. Os pratos mais comuns no Ramadan são:

- Chaat: alimento frito, doce ou salgado

- Falooda: leite com xarope de rosa e semente de tapioca

- Haleem: sopa com trigo, carne e lentilha

- Idli: pãezinhos de lentilhas e arroz

- Lassi: leite ou iogurte temperado com sal, pimenta e, às vezes, frutas.

- Pakora: frango empanado e frito

- Papad: wafer

- Samosa: pastel frito de vegetal ou carne

- Katayef: panqueca de queijo ou castanhas, assado ou frito, coberto com xarope

- Khoshaf: salada de frutas secas e nozes

- Kunafeh: sobremesa com queijo (uma espécie de cheesecake com cobertura de xarope ou geléia).

- Muhalabyeh: pudim de arroz

- Zalabia: doce frito, muitas vezes mergulhado em mel (vide foto)

Neste caso, um nutricionista pode auxiliar na escolha dos alimentos. Esta época do ano também é propícia para trabalhar com os pacientes a auto-disciplina. Se eles conseguem jejuar por um mês inteiro, conseguem também seguir uma alimentação saudável e apropriada em outras fases da vida ou épocas do ano. A restauração da habilidade em seguir um determinado plano alimentar ou terapia para o tratamento de uma doença pode partir daí. 

fonte da imagem: http://farm4.static.flickr.com/3151/2800065826_3f6a6e5584.jpg

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/