O que são radicais livres?

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Os radicais livres são moléculas ou átomos com um elétron não pareado na última camada de valência, o que resulta em moléculas altamente reativas. São gerados diariamente como parte de nossas reações metabólicas e quantidades excessivas aparecem ao nos expormos à ambientes poluídos, cigarro, má alimentação, radiação e quando nosso organismo está inflamado. Em pequenas quantidades desenvolvem uma importante função imune, atuando como agentes bactericidas, fungicidas e antiviróticos. Também aceleram a liberação do oxigênio da hemoglobina para os tecidos e favorecem a renovação de células do corpo. Ou seja: são essenciais à vida! Porém em excesso causam danos e aumentam o risco de doenças cardiovasculares, Parkinson, AVC, Alzheimer, esclerose múltipla, catarata...

É por isto que nossa dieta precisa ser rica em antioxidantes, substâncias que inibem a oxidação de moléculas biológicas importantes pelos radicais livres. O tocoferol (encontrado no azeite e no abacate) e o betacaroteno (encontrado nos vegetais alaranjados), são exemplos de vitaminas que protegem nossas membranas, evitando portanto o envelhecimento precoce e a deterioração dos tecidos. Polifenóis (encontrados em chás, nas uvas, no vinho) e o ácido lipóico (encontrado na cenoura, em algas e também na linhaça), são também exemplos de antioxidantes importantes para a nossa saúde.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ramadan

Segundo as últimas estimativas feitas pelo IBGE, o Brasil possui 27.239 muçulmanos. Porém, de acordo a Federação Islâmica Brasileira o número de muçulmanos no Brasil é bem maior: 1,5 milhão. Independentemente do número, os praticantes devem estar agora se preparando para o Ramadan, que começa no dia 21 de agosto. 

As práticas de alimentação muçulmanas são guiadas pela religião, mas também influenciadas pela cultura. De acordo com a lei islâmica todos os alimentos podem ser consumidos, com excessão do porco e seus subprodutos, animais mortos de forma imprópria, animais mortos em nome de outros que não Allah, animais carnivoros, sangue, álcool e alimentos que contenham os itens anteriormente citados. Além destes, alimentos mencionados no Alcorão, o livro sagrado do Islamismo, são de grande valor espiritual e nutricional para este povo. Azeitonas, mel, iogurte, figos, uvas e legumes estão no topo da lista. O ramadan é o nome do nono mês do calendário islâmico, baseado no ciclo lunar, que consiste em 12 ciclos de 29 ou 30 dias cada. Como o ano islâmico é cerca de 10 dias menor que o gregoriano, o dia 21 de agosto marca o primeiro dia do Ramadan, celebrado com o jejum de alimentos e bebidas, incluindo água, chiclete, medicamentos, fumo do amanhacer ao anoitecer. As duas refeições permitidas são o suhur (antes de amanhecer) e o iftar (após o por do sol). Durante o Ramadan atos de louvor à Alá são intensificados, conferindo paz espiritual aos mulçulmanos. Nutricionistas que acompanham pacientes muçulmanos podem encontrar vários desafios. O jejum não costuma trazer qualquer inconveniente para indivíduos sadios e a crença individual deve ser respeitada. O que se pode fazer neste caso é ajudá-los a compor as refeições (iftar e suhur) com alimentos mais nutritivos e que promovam mais saciedade, avaliar a necessidade de suplementação de micronutrientes e adequar a terapia nutricional aos pacientes com condições de saúde como diabetes, hipertensão etc. Assim como crianças, gestantes, lactantes e idosos costumam ser dispensados dos jejuns, indivíduos com doenças graves ou incuráveis também podem se abster da prática.

Apesar de pensarmos no jejum como algo restritivo, muitos devotos relatam manutenção ou mesmo ganho de peso, caso as celebrações noturnas das famílias incluam muitos alimentos calóricos, frituras e doces. Os pratos mais comuns no Ramadan são:

- Chaat: alimento frito, doce ou salgado

- Falooda: leite com xarope de rosa e semente de tapioca

- Haleem: sopa com trigo, carne e lentilha

- Idli: pãezinhos de lentilhas e arroz

- Lassi: leite ou iogurte temperado com sal, pimenta e, às vezes, frutas.

- Pakora: frango empanado e frito

- Papad: wafer

- Samosa: pastel frito de vegetal ou carne

- Katayef: panqueca de queijo ou castanhas, assado ou frito, coberto com xarope

- Khoshaf: salada de frutas secas e nozes

- Kunafeh: sobremesa com queijo (uma espécie de cheesecake com cobertura de xarope ou geléia).

- Muhalabyeh: pudim de arroz

- Zalabia: doce frito, muitas vezes mergulhado em mel (vide foto)

Neste caso, um nutricionista pode auxiliar na escolha dos alimentos. Esta época do ano também é propícia para trabalhar com os pacientes a auto-disciplina. Se eles conseguem jejuar por um mês inteiro, conseguem também seguir uma alimentação saudável e apropriada em outras fases da vida ou épocas do ano. A restauração da habilidade em seguir um determinado plano alimentar ou terapia para o tratamento de uma doença pode partir daí. 

fonte da imagem: http://farm4.static.flickr.com/3151/2800065826_3f6a6e5584.jpg

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dúvida do leitor: O que é fibrose cística?

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A fibrose cística, ou mucoviscidose, é uma desordem congênita que gera nos doentes a produção abundante de secreções epiteliais. A grande quantidade de muco produzida pode gerar disfunções pulmonares, digestivas e prejudicar a produção de enzimas, o balanço eletrolítico e a absorção de nutrientes. Além disso, os pacientes costumam ter o metabolismo mais acelerado. Tais necessidades, se não atendidas geram a desnutrição.

A maior parte dos pacientes morrem em decorrência de doença pulmonar obstrutiva crônica ou parada cardiorespiratória resultante dos danos causados nestes órgãos. Por isto, o tratamento inclui tratamentos respiratórios e antibioticoterapia. Como o mesmo muco que prejudica o funcionamento das vias aéreas também pode obstruir os ductos pancreáticos, disfunções digestórias podem ocorrer. Neste caso, o uso de enzimas digestivas antes das refeições são recomendados. Além disso, recomenda-se a suplementação de vitaminas lipossolúveis. Para os indivíduos que não conseguem atingir a recomendação calórica (aumentada em 20 a 50%), produtos hipercalóricos e/ou hiperprotéicos podem ser a solução. Os pais também precisam aprender a preparar lanches e refeições mais calóricas, ricos em gorduras boas (monoinsaturadas e fontes de ômega-3) assim como incluir lanches extras no cardápio.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/