Pesquisas em alimentação e síndrome metabólica

O risco de indivíduos obesos desenvolverem diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares não é diminuído com dietas padrão. Estudos recentes mostram, cada vez mais, que as propostas devem ser individualizadas, preferencialmente considerando a individualidade genética e bioquímica. Existem sim recomendações gerais quanto ao tipo de gordura, consumo de fibras e fitoquímicos porém muitos genes determinam a resposta individual às intervenções dietéticas. É por isto que enquanto algumas pessoas passam por grandes modificações benéficas outras observam pouca ou nenhuma melhoria em seu estado geral.

No futuro é provável que os exames pedidos também comparem a atividade de genes para determinadas doenças para que os profissionais de saúde possam relacioná-la aos fatores ambientais e ao estilo de vida, diagnosticando de forma muito mais precisa qualquer condição. Na Europa, o projeto Lipgene, iniciado em 2004 e com previsão de término em 2009, está acompanhando a alimentação, traçando o perfil genético e bioquímico e coletando informações clínicas de 13.000 pessoas. O projeto espera também:

- compreender melhor como as diferenças no consumo de gorduras influenciam no desenvolvimento da síndrome metabólica;

- criar alternativas de plantas fontes de ômega-3 a partir de genes de algas marinhas;

- melhor a alimentação animal para que o leite seja melhor fonte de ácidos graxos poliinsaturados;

- analisar a visão dos consumidores sobre a síndrome metabólica e alimentos protetores;

- examinar as barreiras econômicas para a introdução de novas tecnologias agroalimentares.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Deficiência de vitamina D pode causar problemas do coração

A deficiência de vitamina D, tradicionalmente associada com problemas ósseos e musculares, também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Evidências atuais ligam os baixos níveis de 25-hidroxivitamina D com hipertensão, obesidade, diabetes, ataque cardíaco e derrame. Isto porque os baixos níveis da vitamina ativam o sistema renina-angiotensina-aldosterona e os predispõem a hipertensão e estreitamento de artérias e veias.

A deficiência também altera níveis hormonais e a função imune. No artigo publicado no dia 9/12/2008 no Journal of the American College of Cardiology, os autores recomendam suplementos de vitamina D, principalmente aos pacientes em risco para estas doenças. A deficiência de vitamina D é identificada quando os níveis caem abaixo de 20ng/ml. Estratégias propostas pelos autores:

- Dose inicial de 50.000 UI de D2 ou D3 uma vez por semana por 2 a 3 meses.

Terapia de manutenção:

- 50.000 UI de vitamina D2 ou D3 a cada 2 semanas;

ou

- 1000 a 2000 UI de vitamina D3 diariamente.

Exposição solar diária por 10 minutos antes das 10h da manhã.

Fonte da imagem: http://www.scientificpsychic.com/health/vitamin-D-metabolism.gif

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Depressão aumenta gordura abdominal

Adultos com sintomas depressivos são mais propensos a ganhar gordura abdominal. De acordo com pesquisadores da VU University Medical Center, em Amsterdam, que conduziram o estudo, o estresse crônico e a depressão podem ativar certas áreas do cérebro elevando os níveis do hormônio cortisol, que promove o acúmulo de gordura visceral. Além disso, indivíduos deprimidos podem levar vidas menos saudáveis, incluindo hábitos alimentares inadequados, que interagindo com os fatores fisiológicos promoveria o ganho de gordura abdominal. Isto ajuda a explicar porque a depressão pode ser seguida de diabetes e doenças cardiovasculares.

O tratamento da obesidade e da depressão são complexos. A psicoterapia ajuda muito. Falar sobre sentimentos reduz a ansiedade e ajuda no gerenciamento da medicação. Indico a Julia Maciel, psicóloga formada pela UnB e que atende online, por videoconferência (juliat.maciel @ gmail. com). Atividade física, meditação, acupuntura e yoga também vêm mostrado-se importantes complementos ao tratamento tradicional medicamentoso. Cuide-se!

Referência: Nicole Vogelzangs; Stephen B. Kritchevsky; Aartjan T. F. Beekman; et al. Depressive Symptoms and Change in Abdominal Obesity in Older Persons. Arch Gen Psychiatry, 2008;65(12):1386-1393.

Fonte da imagem: http://static.flickr.com/124/322273323_73ddd391d0.jpg

Todas as estratégias de tratamento mental e metabólico estão interligadas. Entenda a melhoria da sua saúde mental e metabólica como uma jornada. Tenha paciência, seja bondoso consigo mesmo, cerque-se de profissionais competentes.

Uma maneira simples de manter seu estilo de vida saudável é estabelecer uma rotina. As rotinas podem ser úteis para reduzir o estresse, melhorar o gerenciamento do tempo e criar um senso de estrutura e previsibilidade na vida diária. Uma rotina que amo é a prática de yoga. Estudos mostram que o yoga contribui para o gerenciamento do estresse e a redução da ansiedade. A prática também contribui para redução dos sintomas depressivos (Bridges, & Sharma, 2017).

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Lembre: mesmo com todas estas estratégias, mantenha seus medicamentos. Não faça ajustes por conta própria, sem a supervisão do seu médico. Profissionais de saúde interessados em nutrição e cérebro podem aprender muito mais na plataforma https://t21.video.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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