Probióticos reduzem risco de câncer de bexiga

O consumo de vários alimentos e nutrientes podem influenciar o desenvolvimento de câncer de bexiga, visto que os metabólitos são excretados na urina, ou seja, passam pela bexiga. Novo estudo publicado pela Dra. Larsson e colaboradores mostrou que o consumo de laticínios fermentados por bactérias (geralmente lactobacillus) pode diminuir o risco da doença. O estudo foi realizado com 82.002 homens e mulheres suecos sem câncer. Os mesmos completaram um questionário com 96 itens alimentares em 1997. Durante os 9,4 anos de acompanhamento 485 participantes desenvolveram câncer de bexiga. O consumo de leite e queijo não diminuiu a incidência da doença porém os individuos que consumiram produtos fermentados (coalhada e iogurte) desenvolveram menos a doença, provavelmente porque as bactérias lácteas suprimiram a carcinogênese e modularam o sistema imune. Para quem não gosta ou pode consumir laticínios, a administração oral de bactérias benéficas (probióticos) tem o mesmo efeito. 

Larsson SC, Andersson SO, Johansson JE, Wolk A. Cultured milk, yogurt, and dairy intake in relation to bladder cancer risk in a prospective study of Swedish women and men. Am J Clin Nutr. 2008 Oct;88(4):1083-7

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Comer rápido engorda!

Estudo publicado no bmj mostrou que as pessoas que comem rápido e se alimentam até ficarem "cheias" correm três vezes mais risco de engordarem. A epidemia mundial da obesidade é um resultado parcial dos comportamentos alimentares adotados pela população recentemente. Estes incluem o maior consumo de alimentos industrializados (que estão cada vez mais baratos), o aumento no tamanho ds porções dos alimentos, o hábito de comer destraidamente (assistindo à TV, por exemplo), dentre outros fatores.

O professor Hiroyasu Iso e seus colaboradores (do departamento de medicina social e ambiental da Universidade Osaka, no Japão) Department of Social and Environmental Medicine, Graduate School of Medicine, Osaka University, Japan) estudaram 1.122 homens e 2.165 mulheres japonesas com idades entre 30 e 69 anos, dos anos 2003 a 2006. Foi observado que 50,9% dos homens e 58,4% das mulheres comiam até se sentirem cheios e, 45,6% e 35% respectivamente comiam rápido. Aqueles que comiam muito e rápido tinham um consumo energético e um IMC cerca de 3 vezes maior. Assim, é fundamental que passemos a controlar a velocidade com que comemos. Isto diminui a quantidade de alimentos consumidos. É importante também incluir mais atividade física no dia-a-dia afim de contrabalancear o consumo de energia. 

Para ler o artigo na íntegra: 

Koutatsu Maruyama, Shinichi Sato, Tetsuya Ohira, Kenji Maeda, Hiroyuki Noda, Yoshimi Kubota, Setsuko Nishimura, Akihiko Kitamura, Masahiko Kiyama, Takeo Okada, Hironori Imano, Masakazu Nakamura, Yoshinori Ishikawa, Michinori Kurokawa, Satoshi Sasaki, Hiroyasu Iso. The joint impact on being overweight of self reported behaviours of eating quickly and eating until full: cross sectional surveyBMJ (2008). 337:a2002.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Chá verde diminui as complicações da diabetes tipo 1 e outras doenças autoimunes

Um antioxidante poderoso (epigalocatequina - EGCG) encontrado no chá verde previne ou atrasa as complicações da diabetes tipo 1. Em estudo publicado no dia 24/10 no Life Sciences, ratos que haviam consumido EGCG dissolvido na água tinham 6,1 vezes menos chances de desenvolver diabetes tipo 1. O próximo passo da pesquisa será testar a substância em seres humanos. A EGCG é um composto natural e não são conhecidos efeitos adversos como os observados em medicamentos comumente prescritos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/