Cuidado com o consumo de ostras

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Uma bactéria infecciosa encontrada em ostras e outros frutos do mar é capaz de matar as células do hospedeiro, fornecendo ao invasor uma refeição rica em nutrientes. A bactéria, uma "parente" do vibrião colérico é o Vibrio parahaemolyticus, a principal causa de doenças infecciosas em indivíduos de baixa renda na Ásia. É preocupante principalmente em indivíduos com doenças hepáticas e naqueles imunossuprimidos. A bactéria é destruída com a cocção porém se você tem o hábito de consumir ostras in natura, cuidado!

De acordo com a Dr. Kim Orth (foto) do centro médico UT Southwestern a bactéria se espalhou pelos mares do mundo inteiro após o furacão Katrina (2005). O mecanismo molecular pelo qual o patógeno infecta, mata e captura os nutrientes da célula ainda não é completamente compreendido porém vem sendo cada vez mais estudado em virtude do aumento do número de casos. Apesar de menos perigoso do que o vibrião colérico, o vibrio parahaemolyticus causa sintomas similares incluindo diarréia, náuseas, vômito e febre. Em geral, os indivíduos recuperam-se totalmente após 3 dias com repouso e aumento da ingestão de fluidos. Porém pode ser fatal em indivíduos com o sistema imune deprimido.

Para saber mais: http://www.utsouthwestern.edu/utsw/cda/dept353744/files/482578.html

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Cogumelos na alimentação

Uma pesquisa liderada pelo Dr. Lawrence Cheskin, diretor do Centro de Controle de peso John Hopkins, nos EUA, sugere que a substituição parcial de alimentos como a carne por cogumelos é uma ótima estratégia para a prevenção da obesidade. Isto porque os cogumelos comestíveis são pouco calóricos porém ricos em nutrientes. No estudo os participantes podiam consumir alimentos calóricos como lasanha escolhendo a variedade com carne ou com cogumelos.

O grupo que consumiu os alimentos com cogumelos ingeriram menos calorias porém sentiram-se tão saciados quanto o grupo que consumiu as preparações com a carne. Como os cogumelos são saborosos os integrantes não sentiram a necessidade de compensar a falta da carne com outras refeições. O emagrecimento ocorre pois os cogumelos não contém gordura e colesterol. Além disso os mesmos fornecem mais vitamina D (essencial para a boa absorção de cálcio), selênio (nutriente antioxidante), vitaminas do complexo B como riboflavina, niacina e ácido pantotênico, substâncias que auxiliam na quebra de proteínas, gorduras e carboidratos.

Polissacarídeos presentes nos cogumelos também protegem fígado, rins e pâncreas contra a peroxidação lipídica, contribuindo para a redução do risco de problemas nestes órgãos e também de diabetes.

O consumo regular de cogumelos pode ser uma das suas estratégias para a proteção contra o estresse oxidativo e a prevenção de doenças.

Para saber mais:

CHESKIN LJ, DAVIS LM, LIPSKY LM.; et al. Lack of energy compensation over 4 days when white button mushrooms are substituted for beef. Appetite. 2008:51;50-57.

LIU, M.; SONG, X.; ZHANG, C.; et al. Protective effects on liver, kidney and pancreas of enzymatic - and acidic- hydrolysis of polysaccharides by spent mushroom compost (Hypsizigus marmoreus). Sci Rep; 7:43212,2017.

DAI, X.; STANIKA, J.M.; ROWE, C.A. et al. Consuming Lentinula edodes (Shiitake) mushrooms daily improves human immunity: a randomized dietary intervention in healthy young adults. J Am Coll Nutr; 34(6):478-87,2015.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Controvérsias sobre o bisfenol: seguro ou cancerígeno?

Bisfenol A (BPA), um composto químico utilizado em latas, garrafas e mamadeiras é seguro, de acordo com relatório da Administração de Drogas e Alimentos dos EUA (FDA). O FDA mantém sua posição mesmo quando o bisfenol entre em contato com os alimentos. Porém, de acordo com o Centro de controle e prevenção de doenças (USDA) do mesmo país , 93% dos americanos tem traços de Bisfenol na urina, ou seja, a substância é ingerida pois passa da embalagem para o alimento.

O relatório do FDA tem 105 páginas e pode ser lido no site do órgão. O mesmo contrasta com relatórios prévios americanos e europeus, que alertam sobre o possível efeito deletério do bisfenol. Um relatório divulgado em abril de 2008 pelo Programa Nacional de Toxicologia dos EUA indicou que o bisfenol aumenta o risco de certos tipos de câncer e pode acelerar ou atrasar a puberdade. Porém, de acordo com o FDA o estudo em questão não mostrou dados suficientes que justifiquem as recomendações de uso do bisfenol nas embalagens.

Já o Canadá vem considerando banir o uso do composto em mamadeiras para bebês por isto algumas indústrias do país já iniciaram o processo de substituição do BPA por outros produtos menos tóxicos.

Para saber mais:

+ Draft Assessment Of Bisphenol A For Use In Food Contact Applications (PDF).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/