Lucuma

A lucuma é um pequeno fruto arredondado de casca verde-escura e polpa amarela, com um cheiro e sabor adocicados, como a baunilha. Originário da região dos Andes, este fruto é o eleito na produção e consumo de gelados no Peru, ficando à frente dos clássicos chocolate e baunilha.

Caracteristicas da lucuma

É um superalimento e tem uma grande concentração de compostos fenólicos e carotenoides. Devido à sua ação antioxidante, pode ser um aliado no fortalecimento do sistema imunitário e proteção do organismo de oxidações indesejáveis, provocadas pelo stresse, alterações ambientais e alimentação desequilibrada, ou pouco variada. Tem também valores elevados de ferro e zinco, que contribuem para uma normal função cognitiva, para a redução do cansaço e fadiga e para uma fertilidade e reprodução normais.

Nome comum: Lucuma

Espécie: Pouteria Lucuma

País de origem: Peru

Utilização: Adoçar ou aromatizar receitas

Forma de consumo: Polpa ou pó

Características:

  • Baixo índice glicêmico

  • Apoia o sistema imunitário

  • Reduz o cansaço e a fadiga

  • Ferro por 100g - 4mg (29% do valor de referência do nutriente)

  • Zinco por 100g - 2,8mg (28% do valor de referência do nutriente)

  • Fibra por 100g - 25,9g (quase tudo o que precisamos em um dia!)

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Antioxidantes e adaptações do exercício

Suplementar ou não suplementar atletas com antioxidantes? Esta é uma pergunta comum. Pessoas com deficiências nutricionais sempre devem ser suplementadas, mas o horário é importante.

Após o exercício o músculo sofre adaptações e antioxidantes diretos (como vitaminas C e E, glutationa) podem reduzir as adaptações fisiológicas ao exercício quando tomados em grandes doses próximo ao horário do exercício.

Se o atleta desejar tomar antioxidantes para redução de dor, precisam ser os a indiretos (como o resveratrol), que funcionam ativando vias genéticas para a produção de antioxidantes endógenos, o que diminui a preocupação geral sobre a redução das adaptações ao exercício (em relação aos antioxidantes diretos). Ainda assim, o ideal seria esperar para tomar qualquer suplemento antioxidante após algumas horas da prática de exercício físico.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Deficiência de zinco em pacientes com doença renal crônica

O micronutriente zinco é um elemento traço essencial, com diversas funções: é cofator de mais de 300 enzimas, mantém a integridade estrutural, funções celulares básicas (proliferação, síntese de DNA e RNA), controla a expressão de vários genes e regula a função imune de muitas células (T, B e natural killer).

Diversos estudos mostram que o paciente com Doença Renal Crônica (DRC) apresenta deficiência de zinco. As causas incluem: menor absorção intestinal, baixa ingestão de alimentos fontes de zinco, toxicidade urêmica, biodisponibilidade baixa e aumento da perda (através das fezes, urina ou diálise).

Causas e consequências da deficiência de zinco em pacientes com DRC (Cardozo, & Mafra, 2020)

As principais fontes alimentares de zinco são frutos do mar (especialmente ostras), carnes vermelhas, aves, cereais integrais, feijão, nozes, legumes e laticínios. A dose diária recomendada para adultos é de 8 mg/dia para mulheres e 11 mg/dia para homens.

O zinco está envolvido na modulação do NF-kB, receptor ativado por proliferador de peroxissoma, Nrf2, dentre outros. Assim, o zinco tem um papel importante como agente anti-inflamatório e antioxidante. A relação entre deficiência de zinco, estresse oxidativo, inflamação e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares foi demonstrada, e os pesquisadores sugerem que a suplementação de zinco pode reduzir o risco e a progressão da aterosclerose.

Tendo em vista todas as funções importantes e vias bioquímicas em que o zinco está envolvido e o fato dos pacientes com DRC serem deficientes em zinco, é importante não esquecermos a adequação deste mineral na dieta destes pacientes.

Precisa de ajuda? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/