Glutamato monossódico e alteração da microbiota

O glutamato monossódico é composto pelo aminoácido ácido glutâmico na forma de sal. É usado como aditivo alimentar para realçar o sabor dos alimentos, proporcionando o chamado sabor umami. Alimentos processados são as principais fontes de glutamato monossódico na dieta:

Sopas e caldos instantâneos: Muitos caldos prontos (cubos de caldo, sopas de pacote) contêm GMS para intensificar o sabor.

  1. Miojo e macarrão instantâneo: Usualmente, os temperos que acompanham o macarrão instantâneo contêm GMS.

  2. Snacks e salgadinhos industrializados: Batatas fritas, salgadinhos de milho e outros petiscos salgados frequentemente têm GMS.

  3. Molhos industrializados: Molhos de soja, molhos para salada e condimentos como ketchup ou molho barbecue podem conter GMS.

  4. Embutidos: Salsichas, presuntos, linguiças e outros produtos de carne processada muitas vezes usam GMS como realçador de sabor.

  5. Comidas congeladas ou preparadas: Alimentos prontos para aquecer no micro-ondas ou congelados, como lasanhas, pizzas e pratos prontos, também podem conter GMS.

A administração de GMS aumenta o risco de sintomas depressivos, dificuldade de concentração, alterações no padrão do sono, problemas de atenção e brain fog (nevoeiro mental, confusão mental), fadiga, aumento da sensibilidade à dor, ansiedade e alterações gastrointestinais (Holton et al., 2020).

O ácido glutâmico é um aminoácido necessário para a produção de glutamato, o principal neurotransmissor excitatório. Apesar do papel do glutamato no aprendizado e memória, o excesso gera neurotoxicidade glutamatérgica, danos a mitocôndrias e maior risco de morte celular. A figura abaixo representa alterações da microbiota intestinal em resposta ao consumo de GMS, principalmente aumento de Firmicutes e redução de Bacteroidetes.

O aumento de Firmicutes leva a maior produção de trimetilamina (TMA) e sua conversão em óxido de trimetilamina (TMAO), molécula ligada a maior risco de problemas metabólicos e cardiovasculares. Aprenda mais sobre o tema no curso de modulação intestinal.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Nigella sativa (cominho negro) na prevenção e tratamento de doenças

O cominho preto, também conhecido como Nigella sativa, é uma planta da família Ranunculaceae, originária do sul da Europa, norte da África e sudoeste da Ásia. Ao longo dos anos, essa erva tem atraído a atenção crescente da comunidade científica, da indústria farmacêutica e dos consumidores preocupados com a saúde devido aos seus potenciais benefícios terapêuticos.

Potenciais Benefícios à Saúde

O cominho preto é amplamente valorizado como um alimento funcional ou nutracêutico devido aos seus efeitos farmacológicos pleiotrópicos, sendo considerado um aliado na prevenção e no tratamento de diversas condições de saúde. Entre os principais benefícios estão a sua capacidade de:

  • Reduzir o estresse oxidativo e a inflamação: O cominho preto tem mostrado eficácia na modulação dessas condições, que são fundamentais no desenvolvimento de várias doenças crônicas.

  • Promover a imunidade e a sobrevivência celular: Ao estimular o sistema imunológico, a planta pode ajudar o corpo a combater infecções e doenças.

  • Auxiliar no metabolismo energético: Pode melhorar a eficiência metabólica, beneficiando o equilíbrio energético e a saúde geral.

  • Proteger contra distúrbios metabólicos e doenças crônicas: O cominho preto tem sido associado à proteção contra doenças cardiovasculares, digestivas, hepáticas, renais, respiratórias, reprodutivas e neurológicas, além de câncer.

Timoquinona: O Principal Componente Ativo

O principal componente bioativo do cominho preto é a timoquinona (TQ), responsável por muitos dos efeitos terapêuticos observados. A timoquinona tem se destacado por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, que podem ser benéficas no tratamento de uma variedade de doenças.

Potencial Antídoto

Além de seus efeitos terapêuticos, o cominho preto também tem a função de atuar como um antídoto natural, ajudando a mitigar as toxicidades e os efeitos colaterais induzidos por medicamentos. Isso o torna uma opção promissora no contexto de tratamentos farmacológicos complexos.

Desafios e Perspectivas Futuras

Apesar dos avanços nas pesquisas sobre os benefícios farmacológicos do cominho preto, sua aplicação clínica ainda está em estágios iniciais. O entendimento dos mecanismos moleculares subjacentes aos seus efeitos terapêuticos é essencial para avançar com o uso clínico da planta.

Os pesquisadores continuam a explorar a farmacologia molecular da timoquinona e de outros compostos presentes no cominho preto, buscando esclarecer os mecanismos que fundamentam seus benefícios à saúde. Questões relacionadas à interação entre o cominho preto e outros medicamentos, à administração de dosagens eficazes e à segurança no uso também são tópicos importantes para garantir a sua aplicação segura e eficaz.

Diferentes variedades de cominho (Srinivasan, 2018)

As sementes de cominho preto possuem um sabor e aroma pungente e amargo, sendo amplamente utilizadas como especiaria. Elas são usadas em pratos como caril, pães, picles e na tradicional mistura de especiarias panch phoron, comum na culinária bengali. Além disso, seu uso na preservação de alimentos remonta à antiga civilização egípcia, onde era utilizado para conservação durante a mumificação.

No campo medicinal, o cominho preto é tradicionalmente utilizado no tratamento de diversas condições, como asma, bronquite, reumatismo e inflamações. Sua popularidade se estende ao Sudeste Asiático e ao Oriente Médio, onde é utilizado para tratar uma variedade de doenças, incluindo problemas respiratórios, cardiovasculares, distúrbios cutâneos e gastrointestinais.

Mecanismos de Ação Anticancerígena

O cominho preto e seus componentes ativam diversos processos bioquímicos no interior das células cancerígenas, levando à morte seletiva dessas células. Entre os principais mecanismos envolvidos, destacam-se:

  1. Indução da Apoptose: O cominho preto desencadeia a apoptose específica em células tumorais ao alterar várias cascatas de sinalização celular, como:

    • PI3K/Akt/mTOR: Essencial na regulação do crescimento celular e sobrevivência.

    • Wnt/β-catenina: Envolvida na promoção da proliferação celular e no desenvolvimento de câncer.

    • NF-κB: Fator de transcrição que desempenha um papel crucial na inflamação e na sobrevivência celular.

  2. Danos ao DNA e Estresse Oxidativo: O cominho preto provoca a formação de espécies reativas de oxigênio (ROS), o que resulta em um aumento do estresse oxidativo e disfunção mitocondrial. Esse processo danifica o DNA das células cancerígenas e altera a razão entre as proteínas Bax/Bcl-2, que regulam a apoptose. A ativação da via c-Jun N-terminal kinase (p-JNK) também contribui para esse processo.

  3. Interrupção do Ciclo Celular: O cominho preto interfere na progressão do ciclo celular, suprimindo a expressão de Ciclina B1 e CDK1/2, proteínas chave na regulação do ciclo celular. Esse efeito ocorre através da modulação de vias de sinalização como STAT3 (transdutor de sinal e ativador da transcrição-3) e MAPK (proteína quinase ativada por mitógeno).

Mecanismos Neuroprotetores

O cominho preto (Nigella sativa) e sua principal substância bioativa, a timoquinona (TQ), demonstraram efeitos neuroprotetores promissores em distúrbios cerebrais degenerativos e lesões pós-isquêmicas ou traumáticas. Os mecanismos de ação do cominho preto e TQ para proteção do sistema nervoso envolvem diversas vias bioquímicas complexas, com destaque para a modulação de inflamação, estresse oxidativo e apoptose celular.

Mecanismos Neuroprotetores do Cominho Preto e Timoquinona

  1. Atenuação da Resposta Inflamatória: O cominho preto reduz a inflamação no cérebro ao inibir a sinalização de NF-κB, um fator de transcrição envolvido na resposta inflamatória e no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

  2. Inibição da COX-2: A timoquinona pode inibir a COX-2, uma enzima associada à inflamação e à dor, contribuindo para a redução da neuroinflamação.

  3. Ativação do Sistema de Defesa Antioxidante: O cominho preto ativa a via Nrf2/ARE, um sistema antioxidante que protege as células cerebrais contra o estresse oxidativo, reduzindo os danos causados por radicais livres.

  4. Cross-talk entre Nrf2 e NF-κB: Existe uma interação entre os sistemas Nrf2 e NF-κB, que amplifica a resposta antioxidante e reduz a inflamação cerebral.

  5. Proteção contra Neuroinflamação: Além de inibir a NF-κB, o cominho preto ajuda a prevenir a neuroinflamação ao reduzir a atividade da iNOS (óxido nítrico sintase induzível) e da COX-2, duas proteínas chave no processo inflamatório no cérebro.

  6. Regulação da Apoptose: A timoquinona regula negativamente as vias pró-apoptóticas, como a JNK/Erk, prevenindo a morte celular excessiva em neurônios.

  7. Ativação de Sinalização Pró-Sobrevivência: O cominho preto ativa a via PI3K/Akt, essencial para a sobrevivência neuronal e função celular.

  8. Mitofagia e Proteção Mitocondrial: A timoquinona induz mitofagia (eliminação de mitocôndrias danificadas), protegendo os neurônios do estresse mitocondrial.

  9. Prevenção da Lesão Isquêmica/Traumática: O cominho preto ajuda a prevenir a despolarização excitotóxica nos terminais pré-sinápticos dos neurônios, protegendo contra lesões cerebrais causadas por falta de oxigênio (isquemia) ou trauma.

  10. Atividade Anticolinesterase: A timoquinona tem ação anticolinesterase, ajudando a aumentar os níveis de acetilcolina, um neurotransmissor importante para a função cognitiva e memória.

  11. Anti-amiloidogênese e Depuração de Aβ: O cominho preto bloqueia a atividade da β-secretase, uma enzima associada à formação de placas amiloides no cérebro, e também regula positivamente proteínas como IDE (enzima degradante de insulina) e LRP1, responsáveis pela remoção de proteínas amiloides, o que é fundamental no combate ao Alzheimer.

Benefícios para a Tireoide

A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune que afeta a tireoide, sendo a causa mais comum de hipotireoidismo. O tratamento convencional envolve o uso de hormônios sintéticos, mas o interesse por alternativas naturais, como o cominho preto (Nigella sativa), tem crescido devido ao seu potencial terapêutico. O cominho preto tem sido utilizado mundialmente no tratamento de várias condições crônicas, como hiperlipidemia, hipertensão e diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Recentemente, pesquisadores investigaram seus efeitos na função tireoidiana e outros fatores biológicos em pacientes com tireoidite de Hashimoto.

Benefícios do Cominho Preto para a Tireoide

Estudos sugerem que o cominho preto pode ter efeitos positivos na saúde da tireoide, influenciando parâmetros importantes, como:

  1. Melhora da Função Tireoidiana: A Nigella sativa pode ajudar a regular os níveis hormonais da tireoide, potencialmente beneficiando pacientes com tireoidite de Hashimoto, que têm dificuldades em produzir hormônios tireoidianos adequados.

  2. Redução de Marcadores Inflamatórios: A pesquisa também avaliou a influência do cominho preto no fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que está relacionado à inflamação e à saúde dos vasos sanguíneos. A redução de VEGF pode ser benéfica em condições autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto.

  3. Influência na Nesfatina-1: Este estudo observou também a relação do cominho preto com a nesfatina-1, uma substância que pode desempenhar papel na regulação do metabolismo e na função da tireoide.

  4. Melhora das Características Antropométricas: Além de seu impacto direto na tireoide, o cominho preto mostrou benefícios em parâmetros como peso corporal e índice de massa corporal (IMC), fatores importantes para pacientes com doenças metabólicas associadas à disfunção da tireoide.

Formas de uso

  • Semente

  • Óleo (encapsulado ou não)

  • Extrato seco

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Envelhecimento acelerado a partir dos 60 anos

Um estudo realizado com 118 pessoas saudáveis, de diferentes faixas etárias, revelou que os impactos do envelhecimento no controle da frequência cardíaca em repouso e na aptidão cardiorrespiratória se tornam mais evidentes a partir dos 60 anos. Os pesquisadores identificaram alterações no metabolismo que podem ajudar a mitigar os efeitos deletérios da senescência.

Coordenado pela professora Aparecida Maria Catai, da UFSCar, o estudo analisou três componentes integrados: metabolismo, modulação autonômica cardíaca e aptidão cardiorrespiratória. Publicado na Scientific Reports com apoio da FAPESP, a pesquisa sugere que o envelhecimento saudável envolve ajustes fisiológicos limitados, os quais se tornam mais significativos após os 60 anos.

Principais Achados:

  1. Ácido Hipúrico e Saúde Metabólica
    Um aumento nos níveis séricos de ácido hipúrico, entre 60 e 70 anos, foi associado à microbiota intestinal e à melhor absorção de nutrientes. Apesar de estar relacionado à função renal, estudos indicam seu potencial como marcador de saúde metabólica.

  2. Redução de Aminoácidos Essenciais (BCAAs)
    A queda de BCAAs, aminoácidos ligados à síntese proteica, pode ser uma estratégia do organismo para preservar a saúde celular. A suplementação de BCAAs em idosos ainda é debatida, pois atividades anabólicas excessivas podem ter efeitos adversos, como o aumento do risco de câncer.

  3. Declínio da Aptidão Cardiorrespiratória
    Com a idade, a capacidade do organismo de captar, transportar e consumir oxigênio diminui devido a alterações nos sistemas muscular, cardiovascular e nervoso. Isso afeta diretamente o desempenho físico.

  4. Modulação Cardíaca em Declínio
    O equilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático do coração também é prejudicado, resultando em maior estresse para o organismo em repouso.

Teorias do envelhecimento

Encurtamento de telômeros, desregulação hormonal, estresse oxidativo, alterações do ritmo circadiano, glicação, estão entre as teorias do envelhecimento.

Glicação e Envelhecimento: O Que Você Precisa Saber

A glicação é um processo bioquímico em que moléculas de açúcar, como a glicose, se ligam a proteínas, lipídios ou DNA sem a ação de enzimas. Esse processo ocorre naturalmente no corpo, mas se intensifica com o envelhecimento, contribuindo para danos celulares e disfunções em diferentes sistemas orgânicos.

Como Funciona a Glicação?

  • Formação de Produtos Finais de Glicação Avançada (AGEs): Durante a glicação, surgem compostos chamados AGEs (Advanced Glycation End Products), que se acumulam nos tecidos com o passar do tempo.

  • Impacto nos Tecidos: Os AGEs alteram a estrutura e a função de proteínas e outras moléculas, tornando-as menos eficazes. Exemplos incluem o colágeno, que perde elasticidade, e as proteínas do cristalino, contribuindo para a formação de cataratas.

Efeitos da Glicação no Envelhecimento

  1. Rigidez Tecidual: Os AGEs afetam o colágeno na pele e nos vasos sanguíneos, causando perda de elasticidade, rugas e rigidez arterial.

  2. Estresse Oxidativo e Inflamação: A presença de AGEs desencadeia inflamação e aumenta a produção de radicais livres, acelerando o envelhecimento celular.

  3. Disfunções Metabólicas: A glicação está associada ao agravamento de doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento, como diabetes tipo 2, aterosclerose e Alzheimer.

  4. Comprometimento de Funções Orgânicas: No sistema nervoso, os AGEs podem prejudicar os neurônios e contribuir para o declínio cognitivo.

Genética e Envelhecimento: O Papel dos Genes no Processo de Senescência

O envelhecimento é um fenômeno natural e multifatorial, influenciado tanto por fatores ambientais quanto genéticos. Os genes desempenham um papel central no controle do tempo de vida e na vulnerabilidade a doenças relacionadas à idade, como Alzheimer, câncer e doenças cardiovasculares.

Como a Genética Influencia o Envelhecimento?

  1. Genes da Longevidade:
    Certos genes estão associados à longevidade e à resistência ao envelhecimento. Por exemplo:

    • FOXO3: Relacionado ao controle de processos celulares, como reparo do DNA e defesa contra o estresse oxidativo. É comumente encontrado em pessoas com vida longa.

    • SIRT1-7 (Sirtuínas): Envolvidos no metabolismo energético, reparo do DNA e redução da inflamação. Sua ativação tem sido associada à extensão da vida útil em modelos experimentais.

  2. Reparação do DNA:
    O acúmulo de danos no DNA ao longo do tempo é uma das principais causas do envelhecimento. Genes como TP53 (conhecido como "guardião do genoma") desempenham um papel crucial na detecção e reparo desses danos. Mutações nesses genes podem acelerar o processo de envelhecimento e aumentar o risco de câncer.

  3. Telômeros e Envelhecimento:
    Os telômeros, regiões terminais dos cromossomos, encurtam a cada divisão celular. Quando ficam muito curtos, as células entram em senescência ou morrem.

    • O gene TERT, que codifica a telomerase (uma enzima que pode restaurar o comprimento dos telômeros), é crucial para manter a saúde celular e retardar o envelhecimento em algumas situações.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/