Como reduzir o colesterol?

Seu colesterol está muito alto. E agora? Primeiro, saiba que seus níveis de colesterol não são tudo. Você ainda pode ser saudável mesmo com colesterol total alto. Afinal, se o seu colesterol HDL (colesterol “bom”) também estiver alto, seu nível de colesterol total alto ainda pode estar bom.

Certifique-se de sempre observar sua taxa de colesterol LDL, HDL e os triglicerídoes – não apenas o colesterol total. Há mais na saúde cardiovascular do que o colesterol. Você precisará calcular três razões, LDL/HDL, Triglicerídeos/HDL e Colesterol total/HDL, que explico neste vídeo:

Além do valor de colesterol

Outro fator além dos níveis de HDL, LDL, colesterol total, como expliquei no vídeo, é o tamanho das partículas de colesterol. Quanto menores as partículas de colesterol, menos saudáveis, pois as partículas pequenas podem aderir mais facilmente aos vasos sanguíneos e “rastejar” para dentro deles, onde se acumulam e levam à aterosclerose (o entupimento dos vasos sanguíneos).

Também é importante o grau em que as partículas de colesterol são glicadas. “Glicado” significa que as moléculas de açúcar aderem às partículas de colesterol. Quanto mais o colesterol é glicado, menos saudável ele é. As partículas de colesterol glicado (revestidas de açúcar) são muito mais pegajosas do que as partículas de colesterol normais.

Além disso, o quanto as partículas de colesterol são oxidadas também afeta o risco de doença cardíaca. Se você não comer alimentos suficientes que neutralizem a oxidação do colesterol, como frutas, vegetais, ervas, chás, suas partículas de colesterol ficarão muito oxidadas. Isso também os torna mais pegajosos e perigosos.

Lembre que muitas outras coisas podem aumentar o risco de doenças cardíacas além do “colesterol alto”, como inflamação (medida, por exemplo, por PCR ultrassensível alta), disfunção mitocondrial, deficiências de micronutrientes, alterações epigenéticas nas células que compõem os vasos sanguíneos, disbiose (alterações das bactérias intestinais), baixa elasticidade de seus vasos sanguíneos (pode ser por deficiência de ômega-3), deposição de proteínas e ligações cruzadas nas paredes dos vasos sanguíneos (tornando-os mais rígidos, baixa capacidade de vasodilatação, envelhecimento, alta quantidade de cálcio nos vasos, contribuindo para a formação de placas e assim por diante.

DICAS PARA UM CORAÇÃO SAUDÁVEL

As orienteações abaixo não visam apenas reduzir os níveis de colesterol, mas também abordar vários dos fatores de risco acima relatados. Para ter um coração saudável:

1. Siga uma dieta antiinflamatória e antienvelhecimento

– Consuma mais gorduras saudáveis presentes nas azeitonas, azeite, abacate, nozes, peixes gordurosos, sementes de chia, sementes de linhaça, sementes de girassol e assim por diante.

– Para reduzir o colesterol total, consuma fontes proteicas com menos gordura saturada, substituindo carne vermelha, banha, bacon, presunto, salsicha e linguiça por peixes, aves, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, tofu.

– Para reduzir os triglicerídeos, corte os açúcares (refrigerantes, bolos, biscoitos, doces, sucos adoçados, refrigerantes), alimentos brancos contendo farinhas e amidos (pão, batata, macarrão e arroz branco).

2. Aumente a ingestão de fibras

As fibras reduzem o colesterol, ligando-se a ele para que seja menos absorvido. Assim, com a sua carne consuma um belo prato de salada. A fibra também melhora o microbioma intestinal. Bactérias boas no intestino usam a fibra para a produção de ácidos graxos de cadeia curta e estes reduzem a inflamação local, do fígado, dos vasos sanguíneos. o que aumenta a saúde do coração.

Em média, as pessoas consomem cerca de 15 gramas de fibra por dia, o que é apenas a metade do que a maioria dos adultos precisam. Troque, por exemplo, seu pãozinho branco por um pão rico em fibras:

3. Consuma mais cogumelos

Cogumelos são fontes de β-glucanas, substâncias que reduzem o risco de doença cardíaca. As β-glucanas melhoram a imunidade, reduzem a inflamação, protegem o sistema cardiovascular, reduzem a resistência insulínica e diminuem a pressão arterial. Os cogumelos também possuem compostos fenólicos bioativos, vitaminas e minerais essenciais (Cerletti, Esposito, & Iacoviello, 2021). Outra forma de aumentar as β-glucanas na dieta é com o consumo de aveia. Mas cuidado com aquela aveia instantânea, que cozinha muito rápido. À ela foram adicionadas outras substâncias que acabam elevando os picos de açúcar no sangue e tirando grande parte dos benefícios do alimento.

4. Consuma mais castanhas, nozes e sementes

Oleaginosas contêm fibras, ácidos graxos monoinsaturados e ômega-3, vitamina E, nutrientes importantes para a saúde cardiovascular. Um punhado de leguminosas, especialmente nozes ao dia, em substituição à lanches pouco saudáveis, ajuda a reduzir o risco de ataque cardíaco em 20 a 30%.

As sementes de chia e as sementes de linhaça contêm vitaminas, minerais e especialmente ácidos graxos ômega-3, que são essenciais para a saúde vascular adequada. Já as sementes de girassol contêm altos níveis de vitamina E, que são necessários para vasos sanguíneos saudáveis. Você pode misturar nozes e sementes e consumir uma porção ao dia no seu lanche.

5. Troque os doces por chocolate acima de 70% de cacau

O chocolate amargo é gostoso, saudável e benéfico para os vasos sanguíneos. Quanto maior o teor de cacau, maior o conteúdo de flavonoides, substâncias que mantêm os vasos sanguíneos saudáveis e elásticos. E, o que beneficia o coração, também beneficia o cérebro, que fica mais oxigenado. Isso é fundamental para prevenir e reverter o comprometimento cognitivo leve.

6. Consuma alimentos roxos

Açaí, amora, mirtilos, ameixas, cebola roxa, repolho roxo, beringela contêm antocianinas e outras substâncias que mantêm nossos vasos sanguíneos saudáveis, reduzindo em até 15% o risco de doença cardiovascular. Estas substâncias também reduzem a inflamação e os níveis de açúcar no sangue, diminuindo o risco de diabetes tipo 2 e a velocidade de envelhecimento celular.

7. Use mais ervas e especiarias

Ervas (provenientes de folhas) e especiarias (provenientes de outras partes da planta) conferem aroma e sabor aos alimentos e bebidas uma vez que são ricas em óleos essenciais. Além disso são importantes fontes de compostos antioxidantes e antiinflamatórios como compostos fenólicos, flavonóides, taninos e vitaminas, poderosos para melhorar a saúde. Estas substâncias ajudam a diminuir a inflamação, proteger o DNA, modular o microbioma intestinal. Aumente o consumo de tomilho, orégano, salsa, gengibre, alecrim, açafrão, pimenta, alho...

8. Aumente a ingestão de potássio

O potássio é necessário para a função cardiovascular adequada. Pode baixar a pressão arterial e é especialmente bom para os vasos sanguíneos no cérebro, reduzindo o risco de derrames. A substituição do sal comum (cloreto de sódio) por sal de potássio (cloreto de potássio) ou sal light (mistura de cloreto de sódio e cloreto de potássio) leva a uma diminuição do risco de acidente vascular cerebral e morte.

O potássio também ajuda a manter ossos saudáveis e ajuda a prevenir cãibras. Boas fontes alimentares de potássio são abacate, couve de Bruxelas, cogumelos, abobrinhas, semente de abóbora, espinafre e outros vegetais verde escuros, água de coco.

9. Não fume e limite o álcool

Fumar deixa os vasos sanguíneos menos flexíveis, aumenta a inflamação e o estresse oxidativo e aumenta significativamente o risco de ataque cardíaco e câncer. Mesmo uma pequena quantidade de álcool pode aumentar rapidamente o risco de ataques cardíacos, derrame, pancreatite e maior mortalidade geral.

10. Exercite-se

O exercício é uma ótima maneira de manter os vasos sanguíneos saudáveis. Tente se exercitar pelo menos três a quatro vezes por semana por pelo menos 30 minutos para manter vasos, coração e mente saudáveis.

11. Substitua bebidas adoçadas por chás e café sem açúcar

As pessoas que consomem 3 ou mais xícaras de chá verde ou preto possuem um risco até 20% menor de derrame do que as pessoas que consomem menos de 1 xícara por dia. Estas bebidas contêm EGCG e outras substâncias que podem retardar a aterosclerose. Os chás verde e branco são ainda mais saudáveis que o chá preto, pois são menos oxidados. Você pode adicionar limão aos chás para aumentar ainda mais o conteúdo de antioxidantes. O café, sem açúcar, também é protetor. Apenas certifique-se de não beber muito tarde, pois contém cafeína e podem atrapalhar o sono.

12. Evite óleos refinados e margarinas

Óleos vegetais como óleo de milho, óleo de canola, óleo de girassol, óleo de soja, temperos para salada prontos são altamente processados e podem causar danos às paredes dos vasos. Prefira azeite de oliva, óleo de abacate ou óleo de coco para cozinhar.

Assim como os óleos processados, as margarinas contêm grandes quantidades de gorduras ômega-6, que podem causar inflamação e distorcer a proporção ômega-6/ômega-3. A dieta ocidental contém cerca de 20 vezes mais gorduras ômega-6 em comparação com gorduras ômega-3, enquanto idealmente essa proporção deve ser cerca de duas vezes.

SUPLEMENTOS PARA O CORAÇÃO

  • ÔMEGA-3: a melhor forma de absorver ômega-3 é apostando nas fontes alimentares (peixes, algas, sementes, castanhas). Contudo, se o seu consumo é baixo poderá precisar de uma boa marca de ômega-3 para proteger o seu coração. Exemplos de marcas e quantidades mínimas iniciais (para ajuste e individualização marque sua consulta):

  • Iodo: a deficiência de iodo em humanos está associada a um risco cardiovascular aumentado. A melhor forma de avaliar iodo é dosando-o na urina. Tenho alguns vídeos sobre o iodo em meu canal no YouTube:

  • Fosfatidilcolina: muitas pessoas, especialmente aquelas com 40 anos ou mais, têm fígado gorduroso (esteatose hepática). A condição contribui para o aumento dos níveis de colesterol, aumento dos níveis de triglicerídeos (gordura) no sangue e resistência à insulina (incluindo diabetes tipo 2). Um fígado gorduroso também está associado a um risco significativamente aumentado de ataques cardíacos, derrames e doença de Alzheimer. A fosfatidilcolina é uma substância que pode reduzir o fígado gorduroso. Contudo, para suplementar colina em qualquer forma o intestino precisa estar saudável. Falo sobre isso neste vídeo:

ANTES DE SUPLEMENTAR COLINA TRATE A DISBIOSE INTESTINAL. APRENDA TUDO AQUI.

  • NMN (mononucleotídeo de nicotinamida): esta substância tem sido relacionado ao retardo do envelhecimento celular. Curiosamente, o NMN também pode melhorar a saúde dos vasos sanguíneos, sua elasticidade, facilitar o fluxo sanguíneo, proteger o endotélio (a fina camada que reveste os vasos sanguíneos).

  • Arroz vermelho fermentado: a fermentação do arroz vermelho pela levedura Monascus purpureus, gera monacolina K, uma substância que imita as estatinas (medicamentos para redução do colesterol. Por este motivo, em alguns países o arroz vermelho fermentado é considerado um medicamento. Falo dos prós e contras do produto neste vídeo:

São muitas as estratégias possíveis. Caso precise de ajuda marque aqui sua consulta de nutrição online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Benefícios dos probióticos

Probióticos são bactérias vivas presentes em alimentos como iogurte e kefir. São popularmente conhecidos pelo seu efeito benéfico na saúde intestinal. Mas os probióticos possuem muitos outros benefícios.

12 benefícios dos probióticos

  1. Ajudam a prevenir e tratar problemas digestivos como diarreia, constipação e doenças inflamatórias intestinais.

  2. Produzem enzimas, melhorando a digestão dos alimentos.

  3. Sintetizam vitaminas, incluindo vitamina K e a maioria das vitaminas B solúveis em água, como biotina, cobalamina, folatos, ácido nicotínico, ácido pantotênico, piridoxina, riboflavina e tiamina.

  4. Contribuem para a perda de peso e redução da gordura da barriga.

  5. Têm efeito psicobiótico, contribuindo para a redução de sintomas associados à depressão, ansiedade e perda de memória.

  6. Melhoram a saúde cardíaca.

  7. Ajudam a reduzir os níveis de colesterol e triglicerídeos.

  8. Potencializam a imunidade.

  9. Mantém a saúde urogenital.

  10. Ajudam o corpo a controlar os níveis de açúcar no sangue.

  11. Fortalecem ossos e articulações.

  12. Protegem contra doenças do fígado.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Tratamento nutricional da doença de Parkinson

Mesencéfalo (área vermelha)

A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo comum tipicamente associado à perda progressiva de neurônios dopaminérgicos localizados no núcleo da substância nigra do mesencéfalo.

A marca neuropatológica da DP é a presença de inclusões citoplasmáticas, chamadas corpos de Lewy ou neurites de Lewy nos neurônios. Os corpos de Lewy são compostos principalmente de agregados de α-sinucleína (α-syn), que possuem um efeito neurotóxico. Como consequência da queda da dopamina surgem alterações motoras e não motoras, incluindo disfunções olfativas e gastrointestinais.

Alterações gastrointestinais e Parkinson

Os seres humanos desenvolveram uma relação simbiótica com seu microbioma intestinal, uma comunidade complexa composta por bactérias, archaea, protistas e vírus. O intestino possui um sistema nervoso próprio que é um portal para a comunicação bidirecional entre o cérebro e o intestino, principalmente através do nervo vago.

A α-syn é uma proteína intrinsecamente desordenada, que carece de uma estrutura 3D estável. Atualmente, investiga-se a relação entre os desequilíbrios na microbiota intestinal (disbiose) e o aumento de α-syn no cérebro.

Muitos estudos sugerem que as toxinas intestinais podem induzir a formação de agregados α-syn no sistema nervoso entérico. A quebra da proteostase, uma característica comum de muitas doenças neurodegenerativas é definida como acúmulo de proteínas mal dobradas por falta ou falha de depuração das mesmas (Santos et al., 2019).

O nervo vago possuem microtúbulos que podem levar proteínas, incluindo a alfa-sinucleína. A agregação excessiva de proteínas mal dobradas pode levar à morte celular, incluindo a degradação de neurônios dopaminérgicos.

Comunicação intestino-cérebro

A interação bidirecional entre o cérebro e o intestino é mediada por vias neurais, como o nervo vago, e humorais, como o tecido linfático e a corrente sanguínea. Uma camada única de células epiteliais separa o lúmen intestinal e o complexo microbioma intestinal dos tecidos linfoides e nervosos entéricos subjacentes.

Comunicação intestino cérebro pelo nervo vago (VN pathway, em vermelho) e outras vias (Non-VN pathway, em roxo) - Santos et al., 2019

Agregados de α-syn são encontrados no cérebro e fora dele. A α-syn da periferia pode invadir estruturas neurais vulneráveis, como o epitélio olfatório e o sistema nervoso entérico. Embora intestino e cérebro possuam barreiras imunológicas e físicas que os protegem contra insultos ambientais, essas barreiras se deterioram constantemente com o envelhecimento, viroses, autoimunidade, contato com toxinas, inflamação.

A microbiota de pacientes com DP exibe um perfil pró-inflamatório devido ao aumento da permeabilidade intestinal e presença de endotoxinas (lipopolissacarídeos bacterianos). Amilóides bacterianos também podem favorecer um ambiente pró-inflamatório no intestino.

A suplementação de bactérias probióticas tem sido associada à melhora dos sintomas gastrointestinais associados à DP, assim como redução da inflamação local e da neuroinflamação. Lactobacilos inibem a formação de biofilmes por bactérias patogênicas. Contudo, apesar do número crescente de produtos probióticos disponíveis para os consumidores e do marketing agressivo proclamando sua eficácia, existem poucos estudos abordando as preocupações sobre a eficácia e, mais importante, a segurança desses produtos. Mas podemos incluir na dieta alimentos que contenham naturalmente probióticos como iogurte, kefir e vegetais fermentados.

Redução do estresse oxidativo na doença de Parkinson

A doença de Parkinson (DP) também está associada ao estresse oxidativo e à diminuição da glutationa (GSH), sugerindo que as terapias que aumentam o GSH podem ter um efeito modificador da doença.

Uma das formas de aumentar GSH é pela administração oral ou intravenosa de alta dose de N-acetilcisteína (NAC). O NAC aumenta o GSH sanguíneo e cerebral em indivíduos com DP.

Em um estudo, pacientes com DP receberam uma alta dose de NAC por 4 semanas. O GSH cerebral foi medido no córtex occipital antes e após 28 dias do uso de 6.000 mg de NAC/dia. Como a dose foi muito alta (10 vezes maior do que a normalmente indicada para adulto) a maior parte dos pacientes tiveram efeitos colaterais.

Embora as medidas antioxidantes periféricas (catalase e GSH/GSSG) tenham aumentado significativamente em relação à linha de base, os indicadores de dano oxidativo, ou seja, as medidas de peroxidação lipídica (4-HNE e MDA) permaneceram inalterados.

Não houveram aumentos significativos no GSH cerebral, o que pode estar relacionado à baixa biodisponibilidade oral de NAC. Outros estudos precisaram avaliar se o uso intravenoso traria melhores efeitos (Coles et al., 2017).

Leia mais sobre nutrição na Doença de Parkinson clicando no link.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/