Autismo: sem cura mas com tratamento

Estima-se que, com a aplicação diária da terapia ABA ou Denver, cerca de 3% a 5% de crianças evoluem tanto que conseguem sair do espectro autista. Aproximadamente 95% das crianças que recebem 2 anos de terapia intensiva, ou seja, 20h por semana vão desenvolver linguagem verbal. Já entre crianças que não receberam intervenção ou foram pouco estimuladas, o desenvolvimento de linguagem verbal fica em torno de 38%.  

Estudos de imagem mostram modificação estrutural do cérebro da criança que faz terapias. Não existe saída do espectro sem esforço. Estes protocolos sempre vão entrar no tratamento e, se houverem comorbidades, serão associados à medicação, dieta, suplementação etc. Agora, não fala-se de cura uma vez que muitos destes indivíduos continuarão necessitando de algum grau de apoio durante a vida.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Autismo em meninos e meninas

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é diagnosticado clinicamente com base nos critérios estabelecidos no DSM 5, que é um manual editado pela Associação Americana de Psiquiatria, tendo sua última versão sido publicada em 2013. Apesar deste manual colocar sintomas importantes para o diagnóstico é importante lembrar que as manifestações entre meninos e meninas podem ser diferentes.

Em uma Revisão Sistemática da literatura foram estudadas 19 pesquisas sobre o TEA. Destas, 12 encontraram evidências claras de que autistas do sexo masculino tinham muito mais frequentemente comportamentos repetitivos e interesses restritos do que autistas do sexo feminino. Esse mesmo estudo mostra, ainda, que os comportamentos repetitivos e interesses restritos em pessoas autistas do sexo feminino não são suficientemente “percebidos” pela maioria dos instrumentos diagnósticos e escalas de triagem utilizados. Outro aspecto importante é que comportamentos “menos sociais” podem erroneamente serem interpretados como timidez no sexo feminino (Allely, 2019).

Além das questões emocionais e comportamentais estudos tentam agora verificar se existem modificações metabólicas nestes indivíduos. Os exames genéticos ajudam bastante no entendimento das particularidades de cada um, sejam meninos ou meninos. Falo mais neste vídeo:

A família toda precisa de apoio

Tenho uma amiga que tem um filho com autismo (TEA) grave que foi processada pela vizinha porque a criança faz muito barulho. Criticar os outros é tão fácil. Mas muito mais produtivo é estender a mão, ir lá e perguntar pra mãe: do que você precisa? Em que posso te ajudar? Artigo publicado na revista PlosOne aponta que mães de crianças com autismo ou deficiência intelectual possuem duas vezes mais risco de morte do que a população em geral. O nível de estresse, o cansaço, o impacto financeiro é gigante. Como você fica quando passa duas noites sem dormir? Tem mães que estão há meses, anos ou décadas sem dormir. Imagina isso!

Durante o período do estudo em questão, as mães de crianças com deficiência intelectual ou TEA tiveram 40% mais chances de morrer de câncer; 150% mais chances de morrer de doenças cardiovasculares e quase 200% mais chances de morrer por outros contratempos do que outras mães. Mãe tem que se cuidar também e nem sempre consegue. Será que você pode ajudar para aquela que você conhece tenha um minutinho de paz para tomar um banho, para comer, escovar os dentes, dormir, fazer uma atividade física? Se o filho da vizinha está se jogando no chão e fazendo birra e não queremos, não temos tempo ou não podemos ajudar, tudo bem. Mas não precisamos complicar ainda mais o que já estão tão complicado. Nutrição no autismo - https://bit.ly/autismo-tea-at

https://www.youtube.com/watch?v=AGFu7oKOjWU&feature=emb_title

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Frango ainda é um bom alimento?

Há alguns anos um grupo de pesquisadores do Canadá comparou como três raças comerciais de frango cresceram nas últimas décadas. Com oito semanas a variedade mais moderna de frango, chamada Ross 308, pesava cerca de 2,3 vezes mais que a de 1978… e 4,6 vezes mais que a de 1957. Ou seja, em menos de 50 anos os frangos cresceram 364%.

Essa mudança profunda na produtividade da indústria de frangos de corte foi alcançada por meio de seleção genética intencional. Com frangos que crescem em menos tempo e ficam mais pesado o abate é precoce. O preço da carne é barateado, a indústria lucra e as pessoas comem mais.

Contudo, para tanto, a maior parte das aves são mantidas em gaiolas, exercitam-se menos ou nada, o que faz com que o número de doenças também aumente. Nos Estados Unidos, a carne de frango é responsável por mais de 3.000 casos de intoxicação por ano. O frango é um reservatório natural para a bactéria salmonela e, embora o cozimento adequado possa matar a maioria das cepas de salmonela reduzindo o risco de infecção, é muito frequente a contaminação cruzada (entre alimentos mau cozidos), além de intoxicação pela toxina produzida pela salmonela.

O frango também é particularmente propenso à contaminação com patógenos perigosos, incluindo bactérias resistentes a antibióticos. Estudos mostraram que até 80% dos frangos de corte inteiros abrigavam não só salmonela mas também campylobacter, clostridium perfringens, enterococcus faecalis e listeria.

O uso excessivo de antibióticos em aves e outros animais é o principal fator de resistência a antibióticos em humanos. Os antibióticos promovem o desenvolvimento de bactérias resistentes aos medicamentos nos animais, e essas bactérias ainda estão na carne quando você a compra. Esse é o principal perigo – não que a carne possa conter vestígios de antibióticos. Em última análise, são as bactérias resistentes aos antibióticos que matam. De acordo com previsões de órgãos de saúde internacionais, 10 milhões de pessoas em todo o mundo morrerão de doenças resistentes a antibióticos até 2050.

Indústrias avícolas ao redor do mundo usam também um produto químico pouco conhecido chamado ácido peracético, um agente branqueador incolor com um odor levemente avinagrado. O uso serve para reduzir as bactérias das carcaças de frangos e perus, mas que pode ser tóxico para o sangue, rins, pulmões, fígado, membranas mucosas, coração, sistema cardiovascular, trato respiratório superior, pele, olhos, sistema nervoso central, dentes. A exposição repetida ou prolongada à substância pode causar danos a estes órgãos e deteriorar a saúde ao longo do tempo. Na Europa o produto não é permitido. Mesmo assim, vale a pena reduzir seu consumo de carnes (de todos os tipos). Se não conseguir eliminar, comer apenas 3 vezes por semana é muito melhor para você e para o meio ambiente do que o consumo diário. Quando for comer aves o ideal é comprar a variedade orgânica, que não utiliza antibióticos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/