Aspectos positivos e negativos da neuroinflamação

A neuroinflamação pode ser definida como uma ativação do sistema imune inato no Sistema Nervoso Central (SNC), em resposta a um desafio inflamatório. É caracterizada por uma série de mudanças celulares e moleculares no cérebro, sendo que seus aspectos variam conforme a presença de doenças, lesões, infecções e o estresse.

Intermediando este processo estão células da micróglia, parte do sistema imune inato cerebral responsável pelas respostas neuroinflamatórias.

A neuroinflamação nem sempre é prejudicial. Dependendo do contexto, da duração e do estímulo que a provocou pode ser benéfica e necessária para a nossa neuroproteção e constante aprendizado, memória, resiliência e adaptação ao estresse.

Contudo, quando fora de controle associa-se à maior incidência de ansiedade, depressão e o declínio da função cognitiva, além de doenças que acometem o SNC do ser humano, como a Doença de Parkinson e a Doença de Parkinson. Existem suplementos como licopeno, curcumina, gingerol, quercetina, NAC, seaberry Ômega 7 que ajudam a controlar a neuroinflamação, sendo estratégias interessantes para muitas pessoas.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Regulação da expressão gênica

Os genes codificam (junto com o ambiente) tudo o que somos, incluindo habilidades físicas e mentais, personalidade, traços externos e até a probabilidade de desenvolver certas condições de saúde, como diabetes e obesidade.

Conhecer a predisposição a determinados eventos no nível genético é fundamental, pois permite o controle e a prevenção antes que a uma condição crônica de saúde instale-se ou torne-se irreversível. Existem casos de diabetes em minha família e resolvi analisar meu gene ADIPOQ. Veja o que aconteceu:

GENÔMICA NUTRICIONAL

A genômica nutricional é definida como uma disciplina que estuda a relação entre nosso genoma, nutrição e manutenção da saúde. Seu principal objetivo é fornecer conhecimento suficiente para que possamos intervir precocemente, prevenir ou controlar doenças. Se você quer aprender a interpretar exames genéticos clique aqui.

Sabia que também tenho um canal sobre genômica nutricional em inglês? Nele, também falei sobre o gene ADIPOQ mas você encontrará outros vídeos que destacam outros genes associados a dislipidemias, diabetes e obesidade.

Por que isso tudo é importante?

Conhecendo nossa genética podemos fazer a modulação de genes. É o que estuda o ramo da ciência conhecido como epigenética. Embora você não possa mudar seu projeto, você pode evitar incêndios, apagar incêndios e reparar os danos causados ​​pelo fogo com as ferramentas certas. Ou seja, seus genes podem mudar sua expressão dependendo do seu estilo de vida, de vários fatores ambientais e das influências dietéticas às quais você está exposto. Tenho um vídeo, em português, sobre o tema:

MAIS SOBRE A REGULAÇÃO DA EXPRESSÃO GENÉTICA

O Projeto Genoma Humano forneceu informações sobre a sequência do nosso genoma e mapeou a maioria dos nossos genes. Agora, na era pós-genômica, os estudos buscam entender como as informações contidas na sequência do gene se transformam em nossas características únicas.

Como todas as nossas células contêm essencialmente o mesmo DNA, o controle de sua expressão em diferentes tecidos é crítico para o desenvolvimento e funcionamento do nosso corpo, e desvios dele podem resultar em distúrbios, incluindo doenças graves.

Por exemplo, você possui um fígado com células e DNA. Você produz um pâncreas com células e o mesmo DNA. Contudo, no fígado há produção de bile e no pâncreas há produção de insulina. Como as células fazem isso, sendo que a informação genética é a mesma?

A manutenção da identidade e função celular é executada principalmente por mecanismos epigenéticos que incluem modificações de genes e proteínas que inibem ou ativam estas informações.

As modificações epigenéticas mais estudadas incluem metilação / desmetilação do DNA, modificações pós-traducionais de histonas e alterações mediadas por RNAs não codificantes (ncRNAs).

O epigenoma pode ser entendido como o complemento de compostos químicos que modificam a expressão e função do genoma. Esse complemento é denominado perfil epigenético celular e suas alterações podem ser consideradas como epimutações, que podem ser boas ou ruins.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

PPARG E A SENSIBILIDADE À INSULINA

Receptores ativados por proliferadores de Peroxissoma (PPARs) estão presentes no núcleo das células. São ativados por ligantes capazes de modular genes relacionados à homeostase de lipídios, glicose e insulina. O PPARγ (ou PPARG), expresso no tecido adiposo e no fígado, regula o armazenamento de lipídios e o metabolismo da glicose e é alvo de medicamentos para diabetes tipo 2, tiazolidinedionas (TZDs). Devido aos altos níveis de toxicidade associados às TZDs de primeira geração, como troglitazona (Rezulin), rosiglitazona (Avandia) e pioglitazona (Actos), há uma busca por alternativas que exibam melhor eficácia, mas com menor toxicidade.

Clique aqui para a lista completa de ligantes de PPARG naturais

Muitas pessoas possuem polimorfismos do gene PPARG, fazendo com que a sensibilidade à insulina seja prejudicada. Os compostos acima e outros ajudam a modular este gene. Pessoas com estes polimorfismos também inflamam mais após o consumo de gordura saturada.

Neste vídeo, em inglês, explico sobre o PPARG:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/