Para fazer o chá de lúcia-lima basta adicionar uma colher de sopa de folhas secas em uma xícara de água fervente e deixar por cerca de 10 minutos. Depois coar e beber 2 a 3 vezes por dia.
Alterações inflamatórias no tecido adiposo e ilhotas pancreáticas em associação com a obesidade
No estado magro, células T reguladoras (Treg), esosinófilos, células T natural killer invariantes (iNKT), macrófagos residentes do tipo M2 e adipócitos secretam citocinas anti-inflamatórias, incluindo interleucina (IL)-4, IL-13 e IL- 10 e suprimem a inflamação no tecido adiposo.
No entanto, no estado obeso, os macrófagos são ativados pelo reconhecimento de ácidos graxos livres (FFAs) de adipócitos hipertrofiados ou lipopolissacarídeos (LPS) através do complexo receptor Toll-like (TLR) 4 e proteína de diferenciação mieloide-2 (MD-2). Essa ativação induz a produção do fator de necrose tumoral-α (TNF-α).
Os adipócitos (células de gordura) secretam proteína quimiotática de monócitos-1 (MCP-1) em resposta ao TNF-α e promovem a filtração de macrófagos nos tecidos adiposos. Além disso, as células T e B CD4+ ou CD8+ infiltram o tecido adiposo durante a obesidade e exageram a inflamação do tecido adiposo.
Ácidos graxos livres como palmitato de adipócitos podem ativar TLR4/MD-2 expresso em células e induzir a produção de quimiocinas, ligante 1 de quimiocina (motivo C-X-C) (CXCL1) e MCP-1. Em resposta a essas quimiocinas, os macrófagos se infiltram nas ilhotas. Citocinas como TNF-α e IL-1 β de macrófagos e interações de contato entre células e macrófagos levam à disfunção celular. Resultado? Mais resistência à insulina e dificuldade para emagrecer.
A solução? Um conjunto integrado de estratégias que inclui dieta antiinflamatória, rodízio de suplementos antiinflamatórios, cuidados com o intestino, controle da glicemia, yoga para desestressar e reduzir a compulsão alimentar.
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Como as informações dos testes nutrigenéticos são convertidos na dieta?
Nutrigenética é o ramo da genética que estuda variantes genéticas capazes de influenciar no metabolismo de nutrientes e no risco de doenças associadas à dieta. Ou seja, analisa a resposta fenotípica à dieta com base no genótipo de cada indivíduo.
Outra ciência importante é a nutrigenômica, que foca no papel que determinados alimentos têm na ativação de genes que afetam a suscetibilidade a certas doenças como câncer, diabetes e Alzheimer. A
dieta pode ser personalizada com base em variáveis sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade etc.), comportamentais, psicoculturais e fenotípicas (maior ou menor peso, presença ou ausência de hipercolesterolemia, hiperglicemia etc.), e, em nível mais profundo, a partir do conhecimento do genoma.
Ou seja, o principal objetivo da nutrigenética aplicada à dieta é conhecer a individualidade de cada paciente para que estratégias preventivas possam ser sugeridas, da forma mais personalizada possível. Dezenas de estudos têm mostrado diferenças interindividuais na resposta fenotípica dos indivíduos à dieta, fundamentalmente no campo das doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade. Podemos classificar os indivíduos como normo-respondedores, hipo-respondedores ou hiper-respondedores, dependendo se sua resposta fenotípica à dieta. Um exemplo, algumas pessoas emagrecem pouco com dieta de corte de calorias, outras emagrecem dentro da faixa esperada, e um terceiro grupo perde muito peso.
O conhecimento do genoma humano nos ajuda a decifrar os mecanismos moleculares que determinam esta resposta interindividual e assim gerar uma série de biomarcadores de resposta que nos permitem conhecer, antes da intervenção dietética, o possível o seu sucesso. Um exemplo de interpretação de exame genético, para o caso da resposta ao glúten:


