Tratamento do refluxo esofágico

O refluxo gastroesofágico (REG) é uma doença crônica responsável por dor retroesternal persistente. A inflamação gerada pelo contato do ácido clorídrico com o estômago pode corroer o esôfago.

As principais causas do refluxo em crianças são a imaturidade do esfíncter esofagiano e a hipotonia muscular são causas comuns para o refluxo. O uso frequente de antibióticos também vem sendo associado ao problema.

Nos adultos as principais causas incluem a obesidade, alergias alimentares não tratadas, tabagismo, hernia hiatal, hipermeabilidade intestinal, altos níveis de estresse e circulação sanguínea deficiente. O uso frequente de drogas tais quais antiinflamatórios não esteroidais, aspirina, esteróides, pílulas anticoncepcionais e medicamentos contendo nicotina também aumentam o risco de refluxo.

Para algumas pessoas o problema não se inicia no estômago e sim no intestino. A disbiose intestinal gera inflamação e reações de autoimunidade que acabam contribuindo para os danos observados no esôfago. Desta forma, dieta saudável, com mais fibras e uso de probióticos são estratégias recomendadas. Outras mudanças no estilo de vida podem ser necessárias, como a perda de peso, a abstenção de cafeína e álcool e a dieta livre de alimentos industrializados.

Em crianças alguns outros sintomas podem ser observados como peito cheio, sintomas de asma, tosse crônica, dificuldade de deglutição, inchaço abdominal ou gases, salivação excessiva ou erosão dentária.  the environment, use of antibiotics or medications, and chemical exposure.

O uso crônico de medicamentos para o estômago também não é recomendado. Inibidores de bomba de prótons como prilosec, prevacid e nexium deterioram ainda mais o equilíbrio da flora intestinal, aumentando o risco de infecções por bactérias como Clostridium difficile (Seto et al., 2014).

Outros efeitos adversos do uso de bomba de prótons

O uso crônico destas drogas também aumenta o risco de doenças cardiovasculares, incluindo reduzindo a força do coração e aumentando a pressão arterial sanguínea (Ghebremariam et al., 2013). Os medicamentos também alteram o pH do estômago e intestino reduzindo a absorção de minerais como magnésio e vitaminas do complexo B (Cohen, 2013).

Quanto aos suplementos, vitamina C, L-glutamina, extrato de aloe vera, probióticos, ômega-3, curcumina, gingerol, enzimas digestivas, fibras como psyllium e óleos essenciais com propriedades antioxidantes, antibacterianas e antifungicas vem sendo investigadas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Avaliação do estado nutricional em pacientes cirúrgicos

A avaliação do estado nutricional é a base para a provisão do cuidado nutricional ótimo. Deve incluir pelo menos a avaliação dietética, a avaliação antropométrica, a avaliação bioquímica, a avaliação clínica e a avaliação metabólica do paciente. O resultado destas avaliações fornecem direção para o desenvolvimento de um plano nutricional individualizado, efetivo e apropriado para cada paciente. A avaliação nutricional deve ser repetida regularmente para proporcionar maior compreensão da evolução do paciente. Para a avaliação são utilizados protocolos adaptados a cada serviço.

Por exemplo, a quantidade e a segurança da anestesia depende do estado nutricional do paciente. Esta avaliação pode ser complexa para um profissional de saúde não especializado na área já que exige o domínio de técnicas para a identificação de grupos de risco. Quanto à antropometria o nutricionista utiliza como parâmetros mínimos o peso atual, a perda de peso, o IMC, a relação creatina/altura, a dobra cutânea tricipital e a circunferência do braço.

Para a avaliação da síntese de proteínas viscerais são solicitados exames como concentração de albumina, transferrina, pré-albumina e proteína ligadora de retinol. Para a avaliação da capacidade imune são avaliados os resultados da série branca do hemograma assim como do IgG.  A partir destes e de outros dados (como co-morbidades e tipo de cirurgia prevista) o nutricionista é capaz de estratificar os pacientes pré-cirúrgicos em grupos de maior ou menor risco e sugerir diferentes intervenções nutricionais com o objetivo de melhor prepara cada paciente para a cirurgia.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Benefícios do óleo de orégano

Os antibióticos são a ferramenta número 1 para o tratamento de infecções. Contudo, os mesmos não são livres de problemas. Dentre os  efeitos colaterais destacam-se: resistência bacteriana, disbiose (desequilíbrio da microbiota intestinal), aumento das alergias, boca e pele ressecadas; zumbidos nos ouvidos, tremores, queimação, espasmos musculares, confusão mental, ansiedade, alterações no metabolismo da glicose dentre outros. , alucinações e reações psicóticas), ao coração, fígado e pele (machucados dolorosos e que deixam cicatrizes), ao sistema gastrintestinal, à audição e ao metabolismo do açúcar no sangue..

Felizmente, algumas estratégias podem ser utilizadas quando o uso de antibióticos não for imprescindível. Para a melhoria da imunidade a suplementação de zinco, vitamina A e probióticos mostra-se efetiva. Menos conhecido, o óleo de orégano também vem sendo utilizado. Contém compostos como carvacrol e timol com poderosos efeitos antibacterianos e antifúngicos. O orégano é membro da mesma família da menta (Labiatae) mas o utilizado para fazer o óleo essencial é distinto daquele que usamos no recheio da pizza (Hussain et al., 2011).

O óleo essencial de orégano possui propriedades medicinais. É caro pois a produção de 1 kg de óleo requer 1.000 kg de orégano selvagem. O composto principal, o carvacrol, é responsável pelo combate a fungos, bactérias (Kortman et al., 2014), parasitas, vírus, pela redução da inflamação e das alergias. Também possui efeito neuroprotetor (Celik et al., 2013). O óleo deve ser diluído em água ou em óleo de coco e não recomenda-se o uso por mais de 2 semanas. 

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Conheça mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

    Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/