Gorduras boas para o paciente autista

Ao solicitar a avaliação dos níveis plasmáticos de lipídios no sangue de crianças autistas, pesquisadores observaram que os níveis de HDL-c, lipoproteína protetora contra doenças cardiovasculares, encontrava-se diminuído em relação às crianças não autistas de mesma idade.

Uma das hipóteses é a deficiência nas crianças autistas, das gorduras do tipo ômega-3. Estas são essenciais à formação da membrana do HDL-c. O ômega-3 também é fundamental ao desenvolvimento normal do sistema nervoso e para a proteção contra doenças neurodegenerativas.

O interessante é que tem sido demonstrado baixos níveis de ômega-3 em crianças autistas mesmo quando seu consumo desta gordura é similar às das outras crianças. Ou seja, provavelmente indivíduos autistas possuem maior necessidade deste tipo de lipídio, por desordens metabólicas ainda não identificadas. Enquanto mais estudos são realizados, sugere-se que a dieta seja enriquecida com fontes de ômega-3 como os peixes de água fria (atum, arenque, bacalhau, sardinha, salmão), sementes (linhaça, chia) ou suplementada com óleos de peixe. Afim de elevar os níveis de HDL-c são também indicados o consumo de gorduras monoinsaturadas (presentes no azeite, abacate, castanhas) e a prática de atividade física regular.

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Além dos ácidos graxos adequados o indivíduo autista se beneficia da suplementação de aminoácidos que modulem a produção de neurotransmissores. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

A dieta da mamãe

Não é de hoje que pesquisadores buscam os motivos pelos quais uma alimentação ruim na gestação predispõe o concepto anos depois a doenças como diabetes e obesidade. Em 2008 pesquisadores já mostravam que dietas gordurosas durante os 9 meses intrauterinos 'treinam' o cérebro do bebê para gostar deste tipo de alimento.  Agora, pesquisadores de Cambridge mostraram que dietas pouco nutritivas durante este período favorece o acúmulo de gordura no fígado e nos músculos anos ou décadas depois do nascimento. Isto acontece porque a molécula miR-483-3p passa a ser expressa em quantidades excessivas, favorecendo o acúmulo de gordura especialmente nestes locais, levando a um risco maior de desenvolvimento de diabetes e esteatose hepática. Está cada vez mais fácil o consumo de alimentos de péssima qualidade, industrializados, baratos e deliciosos. Porém a gestante deve ser estimulada a fugir destas facilidades moderna e adotar uma dieta mais próxima à natural lembrando também de se manter ativa fisicamente durante todo o período gestacional.

Fonte: D Ferland-McCollough, D S Fernandez-Twinn, I G Cannell, H David, M Warner, A A Vaag, J Bork-Jensen, C Brøns, T W Gant, A E Willis, K Siddle, M Bushell, S E Ozanne.Programming of adipose tissue miR-483-3p and GDF-3 expression by maternal diet in type 2 diabetesCell Death and Differentiation, 2012.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/