Conceito de educação nutricional e educação nutricional crítica

A educação nutricional refere-se a um conjunto de estratégias, acompanhas de suporte ambiental, voltadas para a promoção da cultura e da valorização da alimentação, respeitando, mas também contribuindo para a alteração voluntária de crenças, valores, atitudes, representações, práticas, comportamentos e relações sociais que são estabelecidos em torno da alimentação, com intuito de alcançar a saúde e o bem estar (Maria Cristina Faber Boog, 2004).

A educação nutricional crítica pode ser definida como um conjunto de estratégias sistematizadas para impulsionar a cultura e a valorização da alimentação, concebidas no reconhecimento da necessidade de respeitar, mas também modificar, crenças, valores, atitudes, representações, práticas e relações sociais que se estabelecem em torno da alimentação, visando ao acesso econômico e social a uma alimentação quantitativa e qualitativamente adequada, que atenda aos objetivos de saúde, prazer e convívio social.

A alimentação está embebida dos mais diversos significados, desde o cultural até experiências pessoais. Isso significa que, nas práticas alimentares, que vão, desde os procedimentos relacionados à preparação do alimento, até seu consumo propriamente dito, há a subjetividade veiculada pela condição social, religião, memória familiar, época, valores da sociedade e identidade cultural. Em si, a identidade cultural não se restringe às raízes históricas, mas inclui, também, os hábitos cotidianos, sendo que a formação de preferências alimentares constitui elemento sociocultural.

Mais sobre o tema neste artigo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Potássio

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O potássio é um mineral importante para o funcionamento de todas as células. Por exemplo, é essencial para a contração do músculo cardíaco e para o funcionamento normal dos intestinos. Estudos mostram a relação entre o consumo adequado de potássio e a saúde óssea. Várias pesquisas também tem relacionado o baixo consumo de potássio com a hipertensão sanguínea. Assim, o consumo do mineral torna-se importante para a redução do risco cardíaco. Porém, enquanto o consumo de vegetais ricos em potássio mostram efeito negativo a suplementação não parece trazer os mesmos benefícios. Esta é mais comum na hipocalemia, situação em que os níveis do mineral estão diminuídos no sangue. Neste caso o uso do elemento trata sintomas como fraqueza, caibras, distúrbios gástricos e batimentos cardíacos irregulares. Boas fontes dietéticas de potássio incluem frutas e verduras como banana, laranja, abacate, tomate, feijão, batata, salmão, bacalhau e frango.

O uso de suplementos de potássio também deve ser monitorado pois aumentam o risco de diarréia, irritação estomacal e náuseas. Em doses altas podem provocar fraqueza e diminuição dos batimentos cardíacos. O suplemento pode ainda interagir com medicamentos devendo ser evitado junto ao uso de Drogas antiinflamatórias não esteroidais, Inibidores da ECA - Estas drogas são usadas para tratar a hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças renais crônicas, enxaqueca e tornam as pessoas mais vulneráveis à hipercalemia (aumento de potássio na corrente sanguínea).

São exemplos de inibidores da ECA: Benazepril (Lotensin), Captopril (Capoten), Enalapril (Vasotec), Fosinopril (Monopril), Peridopril (Aceon), Ramipril (Altace) - Heparina, Ciclosporina, Antibióticos como bactrim ou Septra, Betabloqueadores usados no tratamento da hipertensão como Atenolol, Metoprolol e propranolol (inderal), Diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida, clorotiazida, indapamida, metolzaone), Diuréticos de alça como Furosemida (Lasix), Bumetanida (Bumex), Torsemida  (Demadex), ácido Etacrínico (Ederin), Corticosteróides, Antiácidos, Insulina, Fluconazona, Theofilina e laxativos.

Assim, se estiver fazendo uso de qualquer um destes medicamentos é importante testar os níveis de potássio no sangue antes de tomar qualquer suplemento. Nunca comece a tomar suplementos por conta própria. O uso do suplemento com a digoxina - um medicamento usado no tratamento de arritmias - aumenta o risco de reações adversas e tóxicas. 

Além disso, se você é um paciente renal em tratamento dialítico tenha cuidado com o consumo de potássio pois este pode aumentar perigosamente entre uma sessão e outra. Neste caso o potássio deve ser mesmo evitado. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Obesidade continua a aumentar em todo o mundo

Americanos são campeões neste quesito. Estima-se que 1 em 5 indivíduos  nos EUA tenha o IMC acima de 30kg/m2. E pelo visto os outros países do mundo, inclusive o Brasil, estão indo pelo mesmo mau caminho. A Organização Mundial de Saúde considera a obesidade uma epidemia e um novo estudo europeu mostrou que 50.1% dos adultos no continente estão acima do peso (incluindo-se tanto sobrepeso quanto obesidade).

Uma das causas é a falta de atividade física. Por exemplo, no continente apenas 20% das crianças e adolescentes entre 11 e 15 anos exercitam-se com regularidade. E crianças acima do peso ou com obesidade tem um grande risco de se tornarem adultos com problemas que incluem asma, artrite, doenças cardiovasculares, apnéia do sono e várias formas de câncer. O campeão em números de obesos na Europa é o Reino Unido (24,5%), seguido da Irlanda (23%). A média de obesos no continente subiu para 15,5% o que significa que dobrou nas últimas duas décadas.

A situação no Brasil também é preocupante. De acordo com o IBGE, 1 em cada 3 crianças está acima do peso e metade da população adulta está acima do peso (somando-se sobrepeso e obesidade). Caso este padrão se mantenha em 10 anos ou menos o país terá se igualado aos Estados Unidos. Deixar as guloseimas para o final de semana, aumentar o consumo de frutas e verduras, retirar os refrigerantes e sucos de caixas adoçados do cardápio e se exercitar mais são estratégias infalíveis. Neste final de semana ao invés de assistir à TV durante todo o dia, que tal dar uma volta no parque? Pode ser sozinho, com amigos, com crianças...

Estudos: Europa - "Health at a Glance: Europe 2010"Brasíl - POF - IBGE, 2010

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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