O peso e a dieta do pai afeta a saúde dos filhos

É sabido que mulheres que pretendem engravidar devem ter uma dieta saudável. Esta  mantém o corpo com reservas de nutrientes importantes e protege as células e tecidos. Além disso, mulheres acima do peso tem maior risco de ter bebês grandes demais e com maior risco de desenvolverem doenças como diabetes em fases posteriores da vida. Agora um novo estudo publicado na revista Nature, mostrou que o peso do pai e que o consumo pelos genitores do sexo masculino de dietas com alto conteúdo de gordura aumenta o risco de doenças metabólicas na próxima geração. Ou seja, a dieta paterna tem papel na programação epigenética da nova geração, possivelmente em decorrência de mudanças no esperma causadas pelo consumo de dietas ricas em gorduras.

Epigenética é o processo pelo meio do qual mudanças na expressão e função de genes podem ocorrer, mesmo quando não existem alterações na sequência do DNA. Obviamente, outros estudos com maior número de animais (este foi feito com ratos) e acompanhamento de seres humanos é fundamental. Até para entender o quanto a dieta após o nascimento diminui ou aumenta os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes e outras. De qualquer forma, se o casal pretende engravidar, o aconselhável é que ambos tenham uma dieta saudável.

Artigo: Geoff Marsh. Fat fathers affect daughters' healthNature, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Queimados severos requerem doses extras de vitamina E

Indivíduos com queimaduras corporais severas rapidamente depletam seus estoques de vitamina E. Esta vitamina é um antioxidante importante e, em estudo conduzido com crianças que tiveram queimaduras de 3o grau em grande parte do corpo, os estoques cairam em uma semana mais do que acontece em indivíduos sem queimaduras em anos! Os estoques não se recuperaram mesmo com suplementação 150% acima das necessidades. Isto ocorre em decorrência do aumento da taxa metabólica o que permite ao corpo lidar com o trauma causado pelas queimaduras, com a perda de pele e com o estresse oxidativo. 

 Agora os pesquisadores querem estudar se a suplementação em doses ainda maiores pode reduzir a morbimortalidade nestes pacientes, a neuropatia, os danos aos nervos e outras complicações associadas às queimaduras. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Opções nutricionalmente densas para o almoço

Alguns alimentos são mais interessantes do ponto de vista nutricional do que outros. Isto porque são mais densos nutricionalmente. Ou seja, possuem mais nutrientes em 100g de alimento. A densidade nutricional é então a quantidade de micronutrientes que um alimento contém por peso. Por exemplo, um pão integral terá uma densidade nutricional maior do que a um pão branco, pois este último contém menos vitaminas e minerais.

Os alimentos com maior densidade de nutrientes são os alimentos naturais. Ovos, ovos, hortaliças, raízes, castanhas, frutas e sementes possuem uma concentração muito maior de nutrientes do que produtos alimentícios industrializados como pão, refrigerante, doces e massas.

De acordo com o Dr. Mat Lalonde alguns alimentos são bastante densos nutricionalmente, como:

  1. Temperos e ervas: nota 12,3

  2. Amêndoas, nozes e sementes: nota 7,5

  3. Cacau: nota 6,4

  4. Peixes e outros frutos do mar: nota 6,0

  5. Legumes: nota 3,8 (caindo para 2,0 quando cozidos)

  6. Ovos: nota 3,1

  7. Laticínios: nota 3,1

Já alimentos ultraprocessados seriam muito pouco densos em termos nutricionais. Assim, o ideal dos mundos seria que todos amassem os alimentos acima. Mas não é o que acontece. Por exemplo, em minhas consultorias atendo muitas pessoas (crianças, adolescentes, adultos e idosos) que nunca comem salada. Uma forma de melhorar isso é adicionando um molho gostoso sobre a mesma. O problema é que alguns destes molhos são muito calóricos, o que pode contribuir para o ganho de peso.

Uma receita nutritiva e menos calórica é a de molho de maçã. É bem fácil de fazer:

Descasque 2 unidades pequenas da fruta e bata no liquidificador ou processador, sem o cabinho nem as sementes. Depois adicione duas colheres de sopa de suco de limão. Uma alternativa é colocar duas pitadas de canela. A mesma tem ótimo potencial antioxidante e alguns estudos mostram um efeito benéfico na redução da glicemia e prevenção do diabetes. Se estes não são o problema da sua família e se as crianças ainda estão implicando com a salada, adicione um pouquinho de açúcar ao molho para quebrar a acidez. Outro benefício deste molho é que não contém gordura ou colesterol, contém cerca de 2 gramas de fibras, 14 mg de cálcio e 0,3 mg de ferro por porção (metade da quantidade feita).

PS: você também pode deixar a receita mais consistente e servir como sobremesa! Eu adoro comer purê de maçã de lanche. Também é uma ótima opção para crianças pequenas ou aquelas que tem a digestão mais lenta.

Quinoa de arco-íris

Proteínas são fundamentais para o crescimento, reparo dos tecidos e para um sistema imune saudável. Um alimento rico em fibras e proteínas mas ainda pouco consumido pelo brasileiro é a quinoa, cereal andino livre de glúten, fonte também de ferro e zinco. A preparação do prato leva cerca de 20 minutos e requer:

  • 1½ xícara de água ou caldo de galinha ou caldo de legumes (de preferência natural, feito em casa).

  • 1 xícara de quinoa (lave os grãos e descarte a água) ou arroz integral ou cuscuz

  • 1 pitada de sal

  • ½ colher de chá de pimenta do reino

  • 1 xícara de vegetais picados variados, como ervilhas, cenoura, brócolis, milho...

Coloque a água ou o caldo de galinha em uma panela média, adicione a quinoa, o sal e a pimenta. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até que a água tenha evaporado ou que a quinoa esteja macia. Isto deve levar cerca de 15 minutos. Remova a tampa. Adicione os vegetais pré-cozidos e deixe esquentar. Sirva imediatamente.

Esta receita serve 4 pessoas e fornece 180 kcal por porção, 0g de colesterol e 5 gramas de fibras. O prato pode ser armazenado por até 5 dias em geladeira.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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