Adolescentes que dormem menos comem mais

Estudo publicado no dia 01/09/2010 no periódico Sleep mostrou que os adolescentes que dormem menos que 8 horas por noite consomem porções maiores de alimentos ricos em gorduras e açúcares, como salgadinhos, doces, biscoitos recheados, cookies... A preocupação é que este hábito aumente o percentual de jovens adultos com obesidade. A pesquisa mostrou na verdade o que muita gente, adolescente ou não - já que adultos também apresentam tais hábitos, fazem quando passa muitas horas à frente da TV ou do computador à noite. Outro probleminha é que quanto mais tempo passar com as luzes ligadas, ou de frente para a luminosidade do computador ou da TV, menos melatonina será produzida e provavelmente maior será a inflamação e a resistência à insulina, o que aumenta o risco de doenças como diabetes e dislipidemias.

Em alguns momentos a suplementação de melatonina pode ser recomendada, em doses que vão de 0,21 a 3 mg. Depois de atingir o horário de sono desejado, ajude a mantê-lo tomando uma dose menor (máximo 2 mg) de melatonina duas horas antes de dormir.

A melatonina, em geral, não é recomendada em doses maiores que as fisiológicas (5mg). Além disso, o uso não é crônico para não inibir a capacidade de produção natural. Lembre que vários nutrientes são necessários para a produção de melatonina:

A melatonina é um hormônio produzido principalmente no cérebro ao anoitecer. Adequados níveis de melatonina induzem o sono garantindo o relaxamento e a recup...

Artigo: WEISS, A. et al. The association of sleep duration with adolescent´s fat and carbohydrate consumption. Sleep, v. 33, n. 9, p. 1201-1209. 2010. Disponível em: http://www.journalsleep.org/ViewAbstract.aspx?pid=27900

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Quer viver mais? Aumente o consumo de vegetais

Se quiser viver mais adote uma dieta baseada no consumo de vegetais com baixo índice glicêmico. De acordo com estudo realizado com com 129.716 adultos e publicado  no Annals of Internal Medicine, a mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares dos que seguem dieta a base de vegetais é muito menor do que as que seguem dietas  com mais proteína de origem animal. A explicação é que a dieta com mais vegetais é mais rica em gorduras boas insaturadas, em fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos

Para fazer o download da tabela com o ranking dos alimentos antiinflamatórios siga o link: http://andreiatorres.com/blog/2019/6/17/alimentos-ricos-em-clorofila

Para saber mais: Teresa T. Fung, ScD; Rob M. van Dam, PhD; Susan E. Hankinson, ScD; Meir Stampfer, MD, DrPH; Walter C. Willett, MD, DrPH; and Frank B. Hu. 

"Low-Carbohydrate Diets and All-Cause and Cause-Specific Mortality - Two Cohort Studies". ANN INTERN MED September 7, 2010 153:337-339.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Óleo de peixe combate inflamação e resistência à insulina

Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram os mecanismos moleculares por trás dos benefícios do óleo de peixe. O artigo foi publicado no dia 3/9/2010 na revista Cell.

Os pesquisadores encontraram um receptor chave  (GPR120) nos macrófagos encontrados abundantemente no tecido adiposo de obesos. Macrófagos são células brancas (figura) especializadas na fagocitose e destruição de patógenos. Parte da sua resposta envolve a secreção de citocinas e outras proteínas que causam inflamação.

O tecido adiposo de obesos contém quantidades enormes de macrófagos que produzem tais citocinas aumentando a inflamação nestes indivíduos e contribuindo para a resistência à insulina. O GPR120 é um dos sinalizadores moleculares envolvidos em numerosas funções celulares. Quando é desligado, os macrófagos produzem mais substâncias inflamatórias. Conforme o artigo, os ácidos graxos ômega-3, presentes no óleo de peixe, ativam estes receptores, resultando em um efeito anti-inflamatório potente.

Contudo, o Dr. Olefsky diz que mais pesquisas são necessárias afim de definir as doses mais eficientes e seguras já que o consumo de óleo de peixe em quantidades excessivas aumenta o risco de sangramentos e até derrames em algumas pessoas.

Há muito que você pode fazer para reduzir suas chances de ter um acidente vascular cerebral. Mesmo se você já teve um derrame ou um mini-derrame você pode to...
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/