Gordura trans e derrame

A incidência de derrame isquêmico, provocado pela não chegada de sangue ao cérebro, vem aumentando inclusive em mulheres. Uma das causas é o consumo crescente de gorduras do tipo trans. De acordo com um novo estudo, indivíduos que abusam deste tipo de gordura (7 gramas/dia) tem 30% a mais de sofrerem doenças cardíacas do que indivíduos que consomem menos trans (até 1 grama por dia). As principais fontes deste lipídios são as frituras e os alimentos processados (massas, tortas, pizzas, biscoitos, margarinas e molhos prontos).

E não se engane se sua cadeia de fast food se diz mais saudável agora por não estar utilizando mais trans. Frituras são sempre ruins para a saúde. Além disso, as redes de fast food substituíram a gordura trans por óleo de palma, que segundo este estudo é tão prejudicial quanto. Evite alimentos ultraprocessados.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Como reduzir os compostos tóxicos dos alimentos fritos

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Acroleína e acrilamida são os dois principais compostos tóxicos produzidos no alimento quando estes são aquecidos a altas temperaturas. Acontece no café, na batata frita, nos nuggets, no bife… A acrilamida, composto cancerígeno presente nestes alimentos, quando expostos à altas temperaturas, foi descoberta em 2002. Desde então os pesquisadores vêm trabalhando em formas de redução deste contaminante neste tipo de produto.

De acordo com estudos da Universidade Ghent, conduzidos pela aluna de pHD Raquel Medeiros Vinci, que estuda processos de fritura das amadas batatas, quanto mais escura ficar a batata, mas acrilamida estará presente. Além disso, quanto mais alta a temperatura da fritura, mais acrilamida é encontrada nas batatas. Um outro ponto é que quanto maior é o conteúdo de carboidratos na batata mais acrilamida é formada. Assim, as indústrias poderiam ter laboratórios para teste das batatas que chegam na empresa, selecionando as apropriadas para o consumo. Outra alternativa é o tratamento com asparaginase. Cadeias de fast food adicionam frequentemente açúcar às batatas, nuggets e até hambúrgueres para que fiquem mais crocantes. Com isso, o conteúdo de carboidrato do alimento aumenta e o risco de formação de substâncias tóxicas também.

Em casa, a melhor estratégia é não fritar pois gorduras saturadas e trans não são as melhores opções para a saúde. Mas se for fazer, deixe as batatas já cortadas de molho por 90 minutos. Isto diminui o conteúdo de carboidratos nas mesmas e a produção de acrilamida ao fritar (Wilde et al., 2004). Outro estudo do grupo mostrou também a importância do consumo adequado de frutas e verduras a fim de reduzir os efeitos da acrilamida no organismo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Magnésio e memória

O magnésio é o 4o mineral mais abundante no organismo, sendo importantíssimo para o funcionamento da memória, sendo indispensável para os neurônios das crianças e para as células do cérebro em adultos. Porém, a deficiência é comum. Sem magnésio a glicose tem uma baita dificuldade para entrar na célula e gerar energia. Daí vem cansaço, nervosismo, irritabilidade, dores de cabeça...

4 fatores que atrapalham a entrada de magnésio dentro das células:

  1. Consumo excessivo de sódio, não só do 🧂 de cozinha mas também presente nos alimentos ultraprocessados.

  2. Aumento da insulina plasmática

  3. Gravidez

  4. O envelhecimento.

SUPLEMENTOS PARA MEMÓRIA NA EUROPA

Infelizmente não há um exame de sangue rápido, preciso, simples e barato para avaliação dos níveis de magnésio, mesmo porque 99% dele está dentro das células e não no sangue. Assim, o nutricionista precisa avaliar o consumo do paciente, sinais, sintomas e também há a possibilidade de entender melhor o metabolismo deste mineral por meio de exames nutrigenéticos.

Aumente o consumo de magnésio inserindo mais vegetais verde escuros no cardápio, abacate, cacau, figo, sementes de abóbora, castanha do Pará e amêndoas. Um estudo mostrou que o suplemento magnésio-L-treonato efetivamente consegue entrar no cérebro e inibe o fluxo de cálcio para os neurônios melhorando a memória. No estudo dois grupos de ratos receberam uma dieta contendo quantidades adequadas de magnésio. Além disso o primeiro grupo recebeu a suplementação adicional. Testes comportamentais mostraram que o magnésio melhorou o funcionamento cognitivo além de aumentar o número de sinapses no cérebro.

Slutsky et al. Enhancement of Learning and Memory by Elevating Brain MagnesiumNeuron, 2010; 65 (2): 165.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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