O perigo dos aditivos

Vários países europeus adotam em seus produtos industrializados a frase “o consumo pode acarretar efeitos adversos na atenção e concentração da criança” quando os mesmos contém qualquer um dos aditivos alimentares:

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  • Amarelo crepúsculo

  • Amarelo quinoleína

  • Carmosina (azorrubina)

  • Vermelho allura (vermelho 40)

  • Tartrazina

  • Ponceau 4 R

  • Benzoato de sódio

Por isto, a indústria tem evitado utilizá-los para não correr de ter a linda mensagem estampada em seus rótulos. No Brasil, entretanto, esses aditivos ainda são amplamente utilizados e pior: insistem em dizer que os mesmos são inócuos!

A Pró Teste está com uma campanha para que a frase também entre nas embalagens brasileiras. Enquanto isto, continue evitando alimentos industrializados e, quando for ao supermercado, escolha marcas que não contenham os nomes citados acima, principalmente quando for adquirir iogurtes, gelatinas, refrigerantes, biscoitos, balas e outros produtos coloridos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Benzeno nos refrigerantes

Em maio falei aqui no site de uma pesquisa da Pró Teste que mostrava que os refrigerantes continham uma grande quantidade de benzeno, uma substância comprovadamente cancerígena. Passados dois meses nenhuma providência foi tomada nem pelos órgãos competentes, nem pelas empresas, que não negam a denúncia.

O problema é que como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável pelo controle e fiscalização dos produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública, não estabelece limites para a presença da substância em refrigerantes, nem ela nem o Ministério da Agricultura conseguiram ainda resolver o problema. Já as empresas fabricantes se limitam a dizer que obedecem à legislação brasileira.

Para mim o assunto é sério já que a população consome quantidades cada vez maiores de refrigerantes. Por isso, enquanto os órgãos responsáveis não tomam uma atitude faça você sua parte evitando estas bebidas, que não trazem absolutamente nenhum benefício à nossa saúde.

Refrigerantes também são ricos em frutose, a qual está envolvida na síndrome metabólica em adultos e crianças. 

Saiba mais sobre os malefícios dos refrigerantes aqui.

Artigo recomendado:

Lustig (2013). Fructose: it's "alcohol without the buzz". Advances in Nutrition. Disponível em: www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3649103/

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Como o resveratrol do vinho trabalha?

Uma parceria entre cientistas da Escócia e de Singapura revelaram os mecanismos através dos quais uma substância no vinho tinto (o resveratrol) controla a inflamação. O estudo publicado no FASEB Journal, mostra que o resveratrol tem um grande potencial no tratamento de doenças perigosas como a sepse, a peritonite, a apendicite e outras doenças inflamatórias. Um dos motivos destas pesquisas é que estes "tratamentos alternativos" serão capazes de melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes.

Na sepse, por exemplo, o dano causado aos órgãos internos pela inflamação é muito grande fazendo com que os sobreviventes desenvolvam muitas vezes outras doenças. Neste estudo, um agente inflamatório foi administrado a camundongos. Posteriormente, um grupo foi tratado com o resveratrol e outro não. Este último grupo (não tratado) desenvolveu uma resposta inflamatória forte, o que não aconteceu com o primeiro grupo. A análise dos tecidos dos animais mostrou que o resveratrol impediu com que o corpo fabricasse duas enzimas que desencadeiam a inflamação (a esfingosina kinase e a fosfolipase D). Na natureza o resveratrol está naturalmente presente nas uvas e em suas formas engarrafadas, os sucos e o vinho, que podem fazer parte de uma dieta saudável, diminuindo a inflamação e prevenindo doenças.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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