Menos carne vermelha: menor risco de Alzheimer

Alzheimer reduz a massa cerebral e aumenta o risco de demência

Alzheimer reduz a massa cerebral e aumenta o risco de demência

Pesquisa apresentada na Conferência internacional de Alzheimer sugere que a adesão à dieta mediterrânea pode diminuir o risco de demência. Os conferencistas também ligaram esta dieta à redução da pressão arterial, e portanto menor risco cardiovascular. A dieta prima pelos cereais integrais, frutas, vegetais, peixes e gorduras de boa qualidade (azeite, nozes e castanhas). O consumo de carne vermelha, frango, açúcar e doces é reduzido (Wengreen et al., 2013).

A Dieta Mediterrânea (MedDiet), também ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares. Esses benefícios cardiovasculares foram atribuídos a uma série de componentes da dieta como ácidos graxos monoinsaturados, vitaminas antioxidantes e fitoquímicos. Pessoas com variação do gene TCF7L2 ) podem apresentar mais alterações em órgãos alvo como coração, pâncreas, fígado, cérebro, intestino e também no tecido adiposo. Contudo, a boa adesão à dieta mediterrânea é capaz de reduzir vários riscos à saúde destes órgãos (Corella & Ordovás, 2014).

Gene TCF7L2 rs7903146, alelo T é fator de risco para doenças cardiovasculares, esteatose, diabetes, inflamação. Contudo, a alta adesão à dieta mediterrânea melhora a saúde por mecanismos como metilação e regulação da expressão de microRNAs (Corella & Ordovás, 2014)

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dinheiro, recessão e a vida profissional do nutricionista

O semestre letivo acabou e gostaria de parabenizar os meus alunos que acabaram de concluir o curso. Realmente é um momento muito bonito, especial mas também que traz inseguranças: onde vou trabalhar, haverá emprego, quanto vou ganhar? O início de carreira pode ser mesmo difícil, e isso vale para a maior parte das profissões. O estudo e os desafios estão apenas começando. E o mercado realmente está diferente, há mais concorrência e a verdade é que não existem postos de trabalhos para todos...

Esta não é uma realidade apenas no Brasil. A revista americana Today's Dietitian (Nutricionista de hoje) publicou um artigo na edição deste mês intitulado "Fazendo dinheiro em uma economia de recessão". O texto dá dicas de colegas de profissão que encontraram soluções criativas para continuar nos negócios apesar do orçamento apertado dos clientes. Leia os principais pontos e outros comentários:

- Cozinhando com menos - Comer menos na rua é uma das formas de economizar e nutricionistas que trabalham como atendimento domiciliar (trabalho também conhecido como personal diet ou personal nutrition), podem criar pacotes que auxiliem o cliente a comprar melhor, escolher melhor itens mais saudáveis e baratos e também ensinem as melhores e mais eficientes técnicas de preparo.

- Associação entre profissionais - Manter um consultório sozinho é um desafio no início da carreira. Por isto associe-se à outros bons profissionais, como psicólogos, médicos, fisioterapeutas. Você pode iniciar atendendo poucos dias em uma academia, numa clínica de estética ou de emagrecimento.

- Seja perseverante. Tal como no Brasil, nos EUA os recém formados também enviam currículo para cada posto de trabalho anunciado, ligam para empresas... Você pode dar palestras gratuitas (para se tornar conhecido), panfletar na saída de corridas ou outros eventos esportivos. Não desista, uma hora as coisas acontecem!

- Invista. Os cursos por aí são caros, eu sei. Porém, cada vez mais o conhecimento proporcionado pelos cursos de graduação são insuficientes para um mercado cada vez mais exigente. Tente se especializar em uma área, faça cursos, alie-se às pessoas que dominam determinado assunto, leia seus artigos, livros, blogs etc. Tente se especializar em uma área que realmente vá ajudar as pessoas. Talvez em tempo de crise, o investimento em uma consulta de reeducação alimentar seja pequeno mas uma pessoa que tem um problema grave ou que realmente incomode buscará soluções para isto e te procurará se entender que o seu serviço proporcionará um grande ganho em qualidade de vida. Tenho vários cursos online com preços muito acessíveis e que também poderão ajudar a alavancar sua carreira.

- Faça parcerias. Eu mesma já me beneficiei das parcerias. Ganhei cursos, livros em troca de serviços como palestras, consultas, consultorias...

- Ofereça treinamentos. Se você é bom em uma área, treine outros nutricionistas, outros profissionais de saúde, escreva artigos para revistas e jornais, dê entrevistas. Se exponha mesmo.

- Faça seu próprio marketing. Como um novo nutricionista talvez você não tenha recursos suficientes para abrir um negócio ou contratar uma empresa de marketing. Porém hoje você tem chance de se tornar conhecido sozinho, se expondo na internet. Crie um site ou um blog, dê sua mensagem de forma diferente e eficiente. Ganhe a confiança das pessoas escrevendo de forma simples mas que ajude. Esta é uma forma de ser conhecido não só pelo grande público mas também pelos meios de comunicação e jornalistas.

- Escreva livros. Jornalistas, médicos e leigos vivem escrevendo sobre nutrição. Nutricionistas podem abraçar este caminho já que possuem um mundo a oferecer e mesmo que não publiquem em uma grande editora, podem vender online, em palestras ou congressos, ampliando a própria renda.

- Não pegue um emprego que não o agrade ou que pague muito pouco. Trabalhar desmotivado fará você parecer incompetente. Isto fechará muitas portas.

- Cobre o preço justo. Cobrar alto demais te tirará do mercado porém cobrar menos do que é cobrado por profissionais sem curso superior desvaloriza o seu serviço e faz as pessoas pensarem que você não é um bom profissional.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Alto consumo de gordura aumenta risco de câncer de pâncreas

Dois novos estudos sugerem que a obesidade e o consumo de alimentos ricos em gorduras estão associados ao maior risco de câncer pancreático. Uma das pesquisas caso-controle foi publicada no Journal of the American Medical Association, e incluiu 841 adultos com câncer de pâncreas e 754 indivíduos sem câncer. Os participantes responderam a questões sobre o peso quando ainda na adolescência (14 a 19 anos) e como o peso havia se modificado nos últimos 10 anos. Foi encontrada uma associação positiva entre o câncer de pâncreas e o sobrepeso dos 14 aos 39 anos e a obesidade dos 20 aos 49 anos. Em média o câncer havia sido diagnosticado aos 61 anos nos obesos e aos 64 anos em indivíduos com peso saudável, mostrando que o excesso de peso pode fazer com que doenças se manifestem mais rápido e o prognóstico é pior. Um segundo estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute, incluiu 308.736 homens e 216.737 mulheres. Todos responderam a um questionário de frequência de alimentos com 124 itens. Nenhum dos participantes tinha câncer quando o estudo foi iniciado. Após 6,3 anos 865 homens e 472 mulheres foram diagnosticados com câncer  de pâncreas. Em média, os que consumiram mais gordura tiveram 23% mais chance de desenvolverem câncer de pâncreas, sendo que se a gordura fosse do tipo saturada (presente em carnes, leite, manteiga, queijos) o risco aumentava em 36%. Se o consumo de gordura animal aumentasse mais o risco subia para 43%. 
Para saber mais:
  1. Li D, Morris JS, Liu J, et al. Body mass index and risk, age of onset, and survival in patients with pancreatic cancer. JAMA. 2009 Jun 24;301(24):2553-62.
  2. Thiébaut AC, Jiao L, Silverman DT et al. Dietary Fatty Acids and Pancreatic Cancer in the NIH-AARP Diet and Health Study. J Natl Cancer Inst. 2009 Jun 26.
  3. Fonte da imagem: http://www.ecureme.com/atlas/data/dis_images/Pancreatic_Cancer550_ab.jpg

 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/