Proteína vegetal e diminuição da pressão arterial

O consumo de ácido glutâmico, um aminoácido comumente encontrado em alimentos vegetais está associado a menor pressão. Estudo publicado este mês no Circulation, que um consumo 4.72% maior do ácido glutâmico diminui a pressão sistólica em 1,5 a 3,0 mmHg e a pressão diastólica em 1,0 a 1,6 mmHg. De acordo com os autores, apesar destes valores parecerem pequenos de uma perspectiva individual, observando-se em escala populacional isto representa uma importante redução, já que reduziria o risco de derrame em 6% e de infarto em 4%. O ácido glutâmico representa cerca de 23% dos aminoácidos em proteínas vegetais (como soja, feijão e até cereais integrais) e 18% em proteínas animais.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Vinagre ajuda a emagrecer e melhora o humor

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O vinagre comum, utilizado nos molhos de salada pode ser um importante coadjuvante no emagrecimento. De acordo com estudo de pesquisadores japoneses o ácido acético, o principal componente do vinagre ajuda no controle da pressão, nos níveis de açúcar no sangue e diminui o acúmulo de gordura corporal. No último estudo desenvolvido pelo grupo, camundongos alimentados com dieta rica em gordura + ácido acético acumularam 10% a menos de gordura do que um segundo grupo que não consumiu o vinagre. Os pesquisadores acreditam que o ácido acético é capaz de induzir a expressão de genes para enzimas que oxidam (quebram) a gordura.

Ingestão Diária de Vinagre Pode Melhorar o Humor e o Metabolismo de Niacina em Adultos com Sobrepeso

Um ensaio clínico randomizado destacou os potenciais benefícios do consumo diário de vinagre para a saúde mental e metabólica. Os pesquisadores descobriram que adultos com sobrepeso que incluíram vinagre em suas dietas apresentaram uma redução significativa nos sintomas de depressão. Além disso, o estudo revelou melhorias no metabolismo da niacina, um processo essencial para a produção de energia e a função cerebral.

Os resultados sugerem que o ácido acético presente no vinagre pode desempenhar um papel na regulação da saúde intestinal e da atividade dos neurotransmissores, contribuindo para um melhor humor e bem-estar geral.

Os sintomas de depressão foram avaliados por meio das escalas CES-D e PHQ-9. Enquanto a CES-D não mostrou melhorias significativas com o consumo de vinagre em comparação ao grupo controle, os resultados da PHQ-9 indicaram uma redução nos sintomas em participantes que consumiram vinagre. No entanto, ao ajustar os dados, a significância estatística foi marginal (p = 0,059). Participantes com pior estado mental inicial podem se beneficiar mais dessa intervenção.

A análise metabolômica revelou alterações em compostos ligados ao metabolismo da niacina (NAD+), que desempenha um papel crítico na produção de energia e proteção celular no cérebro. O consumo de vinagre aumentou significativamente os níveis de nicotinamida (+86%) e modulou outros metabólitos, como isoleucina e ácido isobutírico, que têm associações com sintomas depressivos.

Sinalização de AMPK induzida por acetato para promover o ciclo de NAD+ para nicotinamida. A ativação de SIRS e PARPs ocorre, melhorando a bioenergética mitocondrial e promovendo proteção neuronal (Barrong et al., 2024).

O vinagre, especialmente o de vinho tinto, é rico em polifenóis, compostos antioxidantes conhecidos por melhorar o humor. Além disso, o ácido acético pode estimular vias metabólicas que promovem a biogênese mitocondrial e protegem os neurônios contra o estresse oxidativo. Este estudo reforça o potencial do vinagre como um aliado na saúde mental e metabólica, mas mais investigações são necessárias para confirmar sua eficácia e identificar populações que mais se beneficiariam da intervenção.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Doença celíaca ainda é pouco diagnosticada

De acordo com pesquisadores americanos, os casos de doença celíaca não diagnosticados aumentaram dramaticamente nos últimos 50 anos. Este é um problema grave já que o não tratamento aumenta em 4 vezes o risco de mortes prematuras. Indivíduos celíacos não toleram o glúten, uma proteína dos cereais trigo, cevada, aveia e centeio e em alimentos feitos com estas matérias primas. Assim, o único tratamento eficiente para a doença é a retirada total destes produtos. A não retirada total acarreta em sintomas variáveis, incluindo diarréia, perda de peso, fadiga, deficiências nutricionais e maior risco de câncer. Para o diagnóstico o gastroenterologia se baseia nos dados clínicos do paciente, em vários exames bioquímicos e na endoscopia.

No Brasil, os estudos sobre o número de indivíduos com a doença são raros mas estima-se que cerca de 500.000 pessoas tenham a doença (diagnosticada ou não). Os exames genéticos vêm mostrando-se cada vez mais importantes na avaliação de risco, principalmente nas pessoas que não possuem sintomas clássicos, como diarreia frequente.

SE EU TIRAR GLÚTEN VOU FICAR ALÉRGICO?

Recebo essa pergunta toda hora. Gente, as causas da doença celíaca são genética, imunológica e ativada pela ingestão do glúten (não pela retirada dele). Em pessoas que herdam dos pais a predisposição à autoimunidade mediada pelo glúten (alterações de genes HLA), o sistema de defesa lesa o intestino delgado e desencadeia a má absorção de vários nutrientes. E só tem um tratamento: a retirada do glúten. Ou seja, doença celíaca não é intolerância nem alergia. É uma doença autoimune. Existem outras doenças relacionadas como alergia ao trigo e outras questões por mecanismos desconhecidos.

Quando você para de comer sorvete por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer frango por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer arroz por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Agora, se você parou de comer um alimento e quando voltou a comer passou mal, aí tem. Pesquise e entenda seu corpo. Ele te dá mensagens e, às vezes, grita por socorro por meio de dores de cabeça, problemas na pele, dificuldades digestivas, acúmulo de gordura, alterações cognitivas...

Esta pessoa tem doença celíaca?

Você saberia interpretar este exame?

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/