Manchinhas brancas nas unhas

Muitas são as causas de manchas brancas nas unhas incluindo traumas, micoses, intoxicações por metais pesados e carência de nutrientes. Tanto a deficiência de ferro, zinco e selênio podem se refletir com este sinal. 

Exames bioquímicos podem ser solicitados para a confirmação ou você pode simplesmente adotar estratégicas para melhorar o funcionamento intestinal (aumentando o consumo de frutas, verduras e caso necessário, probióticos), evitar o uso de panelas de teflon riscadas e aumentar o consumo de selênio, ferro e zinco. 

Principais causas de outras manchas nas unhas:

ALGUNS NUTRIENTES IMPORTANTES PARA AS UNHAS

Selênio: principalmente oleaginosas (nozes, castanhas)

Zinco: carnes, peixes aves, laticínios, ostras, mariscos, cereais integrais, nozes, feijão

Ferro: carnes (principalmente vermelhas), feijões, frutas secas

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Prós e contras da suplementação com ácido fólico

Há anos vem sendo relatado que o consumo de ácido fólico é importantíssimo para a saúde. A vitamina reduz defeitos do tubo neural em bebês, protege contra o câncer (principalmente de intestino. Apesar de a suplementação ser desnecessária (e mesmo prejudicial) para a maioria das pessoas, a estratégia é essencial no primeiro trimestre de gestação.

Esta edição do Nutrition Reviews, discute em dois artigos momentos em que a suplementação é necessária e momentos em que é desnecessária. Por exemplo, indivíduos com células pré-cancerígenas ou com tumores não devem consumir os suplementos visto que os mesmos podem facilitar o desenvolvimento do câncer ao invés de ter um efeito protetor. Além disso, em países que já fortificam as farinhas com ácido fólico (como o Brasil), geralmente a suplementação será mais prejudicial do que benéfica. Já a ingestão do ácido fólico naturalmente presente nos alimentos parece não ter efeitos colaterais. Fontes incluem principalmente vegetais verde-escuros como brócolis e espinafre. Tomate, ervilhas e cogumelos também são boas fontes.

No Brasil ainda não temos estudos que identifiquem como estão os estoques de folato na população. Este é um dado importante já que toda a farinha de trigo e milho do país são fortificados com ferro e ácido fólico desde 2004. Nos EUA, estudos mostram que os estoques já estão repletos daí a preocupação de que uma suplementação poderia induzir o aumento dos casos de câncer na população. De qualquer forma, gestantes devem fazer o uso já que os benefícios são inegáveis. Mulheres que não ingerem ácido fólico adequadamente durante a gravidez também têm mais chances de dar à luz bebês com baixo peso. O ministério da saúde recomenda a suplementação com ácido fólico 12 semanas antes do início da gestação. Como nem toda a gravidez é planejada a fortificação dos alimentos também serve para prevenir problemas nos bebês das mães que não fizeram a suplementação nesta fase.

Lembrando que se houverem polimorfismos genéticos outras formas de vitamina B9 serão mais apropriadas:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Preditores de problemas após gastrectomia

A gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) tem se tornado uma das mais úteis técnicas de nutrição enteral. Porém, como o método é mais utilizados em idosos em risco nutricional, a frequência de eventos adversos após a cirurgia é alta comparada à outros métodos de alimentação por via enteral. Um novo artigo publicado no dia 21/03/2009 no World Journal of Gastroenterology discute a GEP, identificando os três principais preditores para o problema: nutrição enteral anterior à gastrostomia, história anterior de íleo paralítico, presença de disfunções renais crônicas.

Referência: Yokohama S, Aoshima M, Nakade Y, Shindo J, Maruyama J, Yoneda M. Investigation and prediction of enteral nutrition problems after percutaneous endoscopic gastrostomy. World J Gastroenterol, 2009; 15(11): 1367-1372.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/