A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino que ocorre em 6 a 20% das mulheres em idade fértil, provocando o aparecimento de cistos em um ou ambos os ovários. Dentre os sintomas, estão a presença de menstruação irregular, amenorreia (ausência de menstruação por mais de três meses), alta produção de testosterona, excesso de pelos e espinhas, além de oleosidade na pele e cabelo.
Dentre os fatores causais parecem estar a genética, a resistência à insulina, a inatividade física, o excesso de gordura corporal, excesso de hormônios androgênicos, a inflamação corporal e a carência de vitamina D. Na Medicina Convencional, geralmente a SOP é tratada com anticoncepcionais hormonais. Dentre os efeitos colaterais destes medicamentos estão a queda da libido, o ganho de peso, o aumento do risco de infertilidade, trombose e tumores. Por esse motivo, muitas mulheres têm recorrido a meios mais naturais, que possibilitam uma maior autonomia sobre o próprio corpo, como atividade física, meditação, modificações na dieta, emagrecimento, uso de suplementos e de óleos essenciais.
O excesso de insulina circulante pode diminuir a concentração da globulina transportadora de hormônios sexuais (SHBG) aumentando a quantidade de hormônios circulando livremente. Uma dieta saudável por toda a vida é fundamental para as mulheres. Um estudo mostrou que jovens com ovários policísticos consumiam menos fibras, comiam tarde da noite e ingeriam mais calorias.
Dicas para o tratamento da SOP:
Reduza a ingestão de carboidratos simples, refinados ou com açúcares adicionados;
Elimine os refrigerantes;
Inclua alimentos que melhoram a ação dos receptores de insulina, como cogumelos, ameixa, salsinha e nozes;
Diminua o consumo alimentos inflamatórios como laticínios, frituras e carnes vermelhas;
Aumente o consumo de alimentos com propriedades antiinflamatórias como chás (com gengibre, canela e cravo), peixes do mar e folhosos;
Medite e faça yoga para reduzir o estresse e a compulsão alimentar;
Utilize na pele óleos essenciais calmantes e antiinflamatórios, como gerânio, sálvia e rosas.
As práticas ayurvédicas valorizam procedimentos naturais como as massagens. Para a Síndrome dos Ovários Policísticos sugere a massagem do baixo ventre com: 1 colher de óleo de coco ou de gergelim misturado com 3 gotas de óleo essencial de gerânio e 2 gotas de óleo essencial de sálvia. Saiba mais no curso online "A essência do ayurveda"
SUPLEMENTAÇÃO E SOP
ATUALIZAÇÃO
Em 2026, um artigo publicado na revista The Lancet, um dos periódicos científicos mais importantes do mundo, publicou oficialmente a mudança de nomenclatura da SOP para SOMP: Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome).
O artigo reforça que o termo “ovários policísticos” era limitado e muitas vezes impreciso, porque acabava reduzindo uma condição complexa a uma característica ovariana que sequer está presente em todas as pacientes.
Essa visão fragmentada contribuiu durante anos para:
➡️ atraso diagnóstico
➡️ estigmatização
➡️ cuidado fragmentado
➡️ e dificuldade de compreender a dimensão metabólica da síndrome.
A SOP/SOMP não tem relação apenas com alteração ovariana, mas com resistência insulínica, inflamação, alterações hormonais, dificuldade de emagrecimento, sintomas emocionais, comportamento alimentar, alterações metabólicas e uma complexidade clínica que exige um cuidado amplo.
Metodologicamente, o consenso foi robusto e internacional. Incluiu mais de 50 organizações, cerca de 14 mil respostas em inquéritos globais, workshops multidisciplinares, técnica Delphi modificada e análise de implementação. O processo priorizou critérios como precisão científica, redução de estigma, aplicabilidade clínica e adequação cultural.
Do ponto de vista clínico, não há mudança nos critérios diagnósticos imediatos. A mudança é terminológica e conceptual. O objetivo é reorganizar enquadramento clínico e investigação, com transição progressiva até 2028.
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Em 2026, um artigo publicado na revista The Lancet, um dos periódicos científicos mais importantes do mundo, publicou oficialmente a mudança de nomenclatura da SOP para SOMP: Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome).
O artigo reforça que o termo “ovários policísticos” era limitado e muitas vezes impreciso, porque acabava reduzindo uma condição complexa a uma característica ovariana que sequer está presente em todas as pacientes.
Essa visão fragmentada contribuiu durante anos para:
➡️ atraso diagnóstico
➡️ estigmatização
➡️ cuidado fragmentado
➡️ e dificuldade de compreender a dimensão metabólica da síndrome.
A SOP/SOMP não tem relação apenas com alteração ovariana, mas com resistência insulínica, inflamação, alterações hormonais, dificuldade de emagrecimento, sintomas emocionais, comportamento alimentar, alterações metabólicas e uma complexidade clínica que exige um cuidado amplo.
Metodologicamente, o consenso foi robusto e internacional. Incluiu mais de 50 organizações, cerca de 14 mil respostas em inquéritos globais, workshops multidisciplinares, técnica Delphi modificada e análise de implementação. O processo priorizou critérios como precisão científica, redução de estigma, aplicabilidade clínica e adequação cultural.
Do ponto de vista clínico, não há mudança nos critérios diagnósticos imediatos. A mudança é terminológica e conceptual. O objetivo é reorganizar enquadramento clínico e investigação, com transição progressiva até 2028.
