A revista Isto É desta semana publicou a reportagem: A dieta ideal. Na mesma, a jornalista Cilene Pereira, fala das duas novas áreas da nutrição (nutrigenômica e nutrigenética) que estudam como o perfil genético de cada pessoa influencia no aproveitamento dos alimentos.
As duas áreas estudam o vínculo dos alimentos com os nossos genes. O espinafre, por exemplo, contém a substância geranilgeraniol, que impede a ação de um gene importante para a proliferação de células tumorais. Compostos presentes no chá verde teriam atuação sobre genes associados ao câncer de mama, enquanto a soja interfere no funcionamento de 123 deles envolvidos no tumor de próstata, contribuindo para barrar a expansão do tumor. Já o brócolis é fonte de sulforafanos, que aumentam a atividade de genes associados à proteção contra agentes tóxicos presentes na poluição.
O mais interessante é que estes alimentos não funcionam de forma idêntica para todos. Caucasianos, negros e orientais podem apresentar respostas diferentes aos mesmos compostos e por isto a dieta deveria ser individualizada considerando também a herança genética. No futuro, exames de DNA estarão disponíveis como ferramenta para nutricionistas melhorarem ainda mais suas prescrições trazendo muito mais conforto e bem estar para seus clientes.
Para ler a reportagem completa: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2026/artigo100501-2.htm
🧬 O seu paciente tem uma variante genética de risco. E agora?
É aqui que começa, e não termina, a verdadeira interpretação genômica. Uma revisão publicada na Frontiers in Nutrition mostra como variantes em genes como FADS1, BCMO1, MTHFR, FTO, TCF7L2 e APOE podem estar relacionadas à forma como diferentes pessoas respondem a nutrientes e intervenções nutricionais.
Mas existe uma diferença enorme entre encontrar uma variante e saber interpretá-la. Por exemplo:
🧬 Qual é o gene?
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🔬 Que proteína ou enzima ele produz?
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⚙️ Em qual via metabólica ele atua?
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🥑 Qual nutriente é afetado?
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🧪 Existe evidência de alteração funcional ou de resposta à intervenção?
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👤 Isso é relevante para este paciente?
É essa sequência de raciocínio que transforma um teste genético em informação útil. No curso Genômica Visual, você aprende a interpretar variantes dentro do contexto das vias metabólicas, priorizar o que realmente merece atenção e conectar genética, nutrição e fenótipo. Não é decorar que “gene X = suplemento Y”. É aprender como pensar a partir do genoma.
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