Alimentação em situação de emergência x alimentação no dia a dia

Todas as pessoas têm direito a acesso a alimentos seguros e nutritivos. Porém, em situações de crise e emergência este acesso pode ficar comprometido. Nestes momentos, a ajuda humanitária internacional pode ser necessária. Só que transportar alimentos frescos para regiões de guerra ou onde ocorreram graves catástrofes (como tsunamis) não é nada fácil. Nestes momentos o consumo de alimentos industrializados será maior. Mas deve ser momentâneo. Mais sobre o tema no vídeo de hoje:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Flúor - mocinho ou bandido? (e como interpretar seu exame)

Refrigerantes, energéticos e o alto consumo de alimentos ácidos (como suco de limão), vinho, doces alteram o pH da boca e permitem a erosão dos dentes pelas bactérias que estão ali presentes. Para preservar os dentes as consultas periódicas com os dentistas é fundamental para a remoção das placas bacterianas.

Além disso, como medida de saúde pública, o governo brasileiro adotou na década de 1970 a fluoretação da água, já que o flúor inibe as enzimas que produzem bactérias orais produtoras de ácido. A maioria das pastas de dentes também contém flúor e é frequente a fluoretação em consultórios dentários, com o objetivo de fortalecer o esmalte dentário e prevenir cárie. O problema é que altas quantidades de flúor ou fluoreto geram problemas de saúde como problemas esqueléticos, calcificação de tendões e ligamentos e deformidades ósseas.

São características da fluorose (excesso de flúor): manchas brancas nos dentes, deformidades ósseas ou articulares, rigidez nas articulações, dores de cabeça, dores de estômago, fraqueza muscular, danos ao sistema nervoso. A fluorose é endêmica em 25 países do mundo. Nestes casos, água fluoretada e pasta de dentes com flúor não é indicada. O acompanhamento com dentista, escovação adequada com uso de pastas sem flúor, redução do consumo de alimentos menos acidificantes é fundamental.

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Pesquisas indicam que a ingestão adequada de cálcio está claramente associada a um risco reduzido de fluorose dentária. A vitamina C também pode proteger contra o risco. Ou seja, um bom estado nutricional é muito importante para o combate ao problema. Até porque flúor sozinho também não faz mágica: estudos mostram, aliás, que é muito similar a quantidade de cáries entre nações que fluoretam e nações que não fluoretam a água (FluorideAlert.Org).

Mais controvérsias apareceram quando a China passou a fluoretar a água, já que o número de crianças com dificuldade de desenvolvimento aumentou (Lu et al., 2000). A incidência de hipotireoidismo também parece aumentar (Kheradpisheh et al., 2018). Assim como chumbo e mercúrio, o excesso de flúor também parece ser neurotóxico (Grandjean & Choi, 2015). Estudo mostrou também que a exposição ao flúor durante a gravidez pode prejudicar o QI e o desenvolvimento cognitivo em crianças. Mesmo assim, relatório recente mostrou que os estudos sobre o flúor são falhos e que, por isso, a decisão dos governos em fluoretar ou não a água deve levar em conta a disponibilidade de acompanhamento dentário para toda a população, do estado nutricional, assim como dos hábitos de higiene dentária das pessoas (Iheozor-Ejiofor et al., 2015).

Você também pode tomar suas próprias decisões, principalmente sobre o uso de pastas com flúor ou não. Uma das formas de acompanhar a quantidade de flúor em seu corpo é fazendo um exame de fluoreto na urina. O fluoreto é absorvido por via gastrintestinal e quase inteiramente depositado nos ossos e dentes, possuindo atividade anticariogênica. A excreção renal é a principal forma de regulação da quantidade corporal. O exame de fluoreto na urina funciona como um indicador biológico da exposição ao flúor e fluoretos.

O valor considerado normal é de até 0,5mg/g de creatina. Valores acima de 1,5mg/g de creatina podem causar problemas na tireóide. Valores acima de 2,0 mg/g de creatina podem causar problemas cognitivos e acima de 3,0 mg redução do QI (quociente de inteligência).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Principais fatores a influenciarem o consumo dos alimentos

Por que você come? Fome, vontade, tédio, tristeza, alegria, disponibilidade, influência dos outros? Muitos fatores influenciam o consumo dos alimentos. Quando consumimos alimentos nutritivos a saúde agradece. Já dietas pobres e maus hábitos contribuem para o acúmulo de gordura corporal e para o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, diabetes e vários tipos de câncer.

Estudos mostram que o ambiente pode influenciar as escolhas alimentares positiva ou negativamente. Um estudo italiano mostrou que os principais determinantes da compra de alimentos pouco saudáveis são o preço dos produtos e a presença de descontos, mesmo quando as pessoas têm um bom conhecimento sobre nutrição e leitura de rótulos (Kakaa et al., 2018).

Considerando estes achados os autores sugerem que continuemos a defender a disponibilização de alimentos saudáveis e acessíveis para todos. Outra estratégia é a maior taxação de alimentos pouco saudáveis, como refrigerantes, o que já vem acontecendo em grande parte dos países.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Alienação alimentar

O alimento é essencial à vida. Fornece nutrientes e calorias que mantém o corpo. Como o alimento vem da natureza, nossas escolhas têm um impacto no meio ambiente. Infelizmente, muitas crianças tomam leite sem nunca terem vida uma vaca, tomam suco sem nunca terem visto uma árvore frutífera. Consomem doces, sem saber o que há dentro do pacote. Este é um dos aspectos da alienação.

Nos alienamos quando não pensamos nas condições de trabalho dos produtores rurais, responsáveis diretamente por nossa saúde, por tudo o que ingerimos. Nos alienamos quando não pensamos nas relações entre a indústria e a agricultura. Ou quando queremos viajar o mundo todo e comer a mesma comida do Rio de Janeiro.

Outro aspecto da alienação alimentar é a simplificação dos motivos pelos quais escolhemos comer o que comemos. É comum o discurso de que uma pessoa que não emagrece é preguiçosa ou desmotivada. Porém, muito pode estar por trás do ganho de peso, das escolhas e de várias doenças. É o que discuto neste vídeo:

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