Chá verde melhorar recuperação muscular

O chá verde é uma bebida muito popular no oriente. Contém catequinas, substâncias ativas com potencial antioxidante e antiinflamatório, capaz de reduzir o risco de doenças crônicas nâo transmissíveis. Para quem vive dolorido por conta da atividade física, o chá verde também é interessante. Além de reduzir dores, contribui para a queima de gordura, melhora a defesa antioxidante e acelera a recuperação.

Para melhores resultados o consumo deve ser de cerca de 3 xícaras ao dia. Para cada 500ml de água use 2 colheres (sopa) da erva seca. Aqueça a água em uma panela e quando começar a ferver desligue o fogo e adicione a erva. Abafe por 5 a 10 minutos e depois beba, quente ou frio. Lembrando que gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com arritmias, hipertensão ou insônia devem consultar médico ou nutricionista antes do uso de qualquer tipo chá ou fitoterápico. Qualquer planta pode ter efeitos colaterais. Por exemplo, são relatados casos de intoxicação hepática com o uso de cápsulas de chá verde.

Apesar de o chá verde ser consumido há milhares de anos no oriente somos todos individuais. Além disso, em cápsulas os compostos ativos estão muito mais concentrados, podendo interferir no metabolismo. Pessoas que consomem suplementos em jejum também podem estar em maior risco de intoxicação já que o fígado necessita de uma série de nutrientes para conseguir eliminar compostos indesejáveis. Doses acima de 800mg ao dia de EGCG (um dos tipos de catequinas) podem causar inclusive cirrose, que é irreversível e tratada unicamente com transplante hepático.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Chá verde na síndrome de Down

Mais um estudo mostrou que o chá verde pode contribuir para a melhoria da função cognitiva em pessoas com Síndrome de Downn. A pesquisa foi publicada na importante revista The Lancet Neurology e mostrou que o impacto positivo decorrente da suplementação do composto do chá verde epigalocatequina galato (EGCG) durou por até 6 meses após a suspensão do suplemento.

Os resultados foram avaliados por meio de testes neuropsicológicos diversos, marcadores bioquímicos e também por exame de imagem - ressonância magnética funcional (fMRI) e por estimulação magnética transcraniana (TMS). 

Os exames de imagem do cérebro revelaram que a EGCG alterou a forma como os neurônios conectam-se entre si. É a primeira vez que um tratamento mostra-se eficaz neste sentido sendo uma ferramenta a mais para melhorar a qualidade de vida destes indivíduos. 

Outros experimentos com camundongos haviam mostrado que compostos do chá verde podem inibir o gene DYRK1A o que também contribui para a melhoria da cognição.

Mas nem todos os pesquisadores encontram os mesmos achados. Stringer e colaboradores (2017), por exemplo, não conseguiram reproduzir os resultados de estudos anteriores. Desta forma, novos estudos ainda são aguardados.

Aprenda mais participando do grupo de estudos online.

Quadro " The Adoration of the Crist Child " no MMA em Nova Iorque mostra dois personagens aparentemente com Síndrome de Down.

Quadro "The Adoration of the Crist Child" no MMA em Nova Iorque mostra dois personagens aparentemente com Síndrome de Down.

Discuto muitas questões relacionadas à suplementação de compostos específicos no curso online. Saiba mais aqui.

Gostou? Por favor, compartilhe.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Chá emagrece?

Vivo recebendo essa pergunta. Respondendo coletivamente:

Saiba mais sobre os alimentos em meu curso online, disponível com desconto exclusivo aqui pelo site.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Chá verde na redução do risco de câncer e na neuroproteção: papeis e cuidados

Por várias vezes relatei aqui no blog estudos que associam o consumo de chá verde a uma série de benefícios à saúde. O consumo de apenas uma xícara de chá ao dia já reduz o risco de câncer, sendo que pessoas que consomem maiores quantidades estão mais protegidas (Zhang et al., 2015). O chá verde (e outros chás produzidos a partir da planta camellia sinensis) contém substâncias que levam ao aumento de antioxidantes no corpo (Benzie et al., 1999; Narotzki et al., 2015), à redução de danos ao DNA (Hakim et al., 2003; Pal et al., 2012), protege o cérebro contra o estresse oxidativo (Chen et al., 2016; Pinto et al., 2015), previne o câncer (Li et al., 1999), ou sua recorrência (Shimizu et al., 2008). A combinação das catequinas e da cafeína da camellia sinensis também promovem um efeito termogênico, contribuindo para o controle do peso corporal (Dullo et al., 2000).

Apesar dos benefícios os polifenóis do chá verde, os mesmos podem quelar metais, como o manganês, reduzindo a absorção intestinal e contribuindo para carências nutricionais. Por isto, recomenda-se que chás ou suplementos com compostos fenólicos dos chás sejam consumidos fora do horário de refeições. Como os chás derivados da camellia sinensis são ricos em cafeína, podendo atrapalhar o sono ou agitar pessoas mais sensíveis, o consumo não deve ser exagerado. Ademais, gestantes e lactantes não devem abusar da cafeína já que esta aumenta o risco de restrições no crescimento intrauterino, assim como de nascimentos prematuros (Care Study Group, 2008).

A indústria tem se esforçado na produção de compostos ricos nas catequinas da camellia sinensis porém livres de cafeína. A epigalocatequina galato do (EGCG) do chá verde tem uma ação antioxidante 25 a 100 vezes mais poderosa que a das vitaminas C e E. Mesmo assim, o uso por crianças, gestantes e lactantes deve ser acompanhado por nutricionistas e médicos. 

Se quiser conhecer mais sobre as propriedades dos alimentos faça o curso online Alimentos Funcionais. O mesmo é perfeito para os que querem aprender mais sobre as propriedades dos alimentos e o impacto dos mesmos na saúde e na prevenção de doenças.

Conheça mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/