Como reciclar a coenzima Q10, um poderoso antioxidante?

A coenzima Q10 (CoQ10) é um nutriente importante para o metabolismo de carboidratos e gorduras. Também possui ação antioxidante. A principal função da COQ10 é proteger a mitocôndria da célula, local de produção de energia (ATP).

A deficiência de (CoQ10) pode ocorrer devido a mutações de genes para enzimas que a sintetizam, pelo uso de medicamentos como as estatinas, em decorrência do estresse ou pelo baixo consumo de alimentos fonte. Gera cansaço e aumento do estresse oxidativo, associando-se a doenças como diabetes e câncer.

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As principais fontes alimentares de CoQ10 são os peixes (em especial a sardinha), a soja e oleaginosas. Além disso, o consumo de vegetais verdes é muito importante já que a clorofila dos mesmos é capaz de regenerar a CoQ10, vitamina que também recebe o nome de ubiquinol

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Quando o ubiquinol é usado como antioxidante, perde elétrons (é oxidado) e tranforma-se em ubiquinona. É aí que entra a clorofila, transformando novamente a ubiquinona em ubiquinol. Este é um dos motivos pelos quais os vegetais folhosos verde escuros são tão bons para saúde. Claro, também são boas fontes de folato, vitamina C, minerais como fibtoquímicos e fibras.

Saiba mais sobre a coenzima Q10 nos meus posts anteriores, que você encontra no site andreiatorres.com/blog:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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Avaliação da função mitocondrial

As mitocôndrias são responsáveis pela geração de 90% da energia em nosso corpo. O mal funcionamento mitocondrial afeta em grande medida coração, músculos, cérebro e pulmões. Problemas mitocondriais são difíceis de serem diagnosticados pois os sintomas variam de pessoa para pessoa.

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Alterações no funcionamento mitocondrial podem ocorrer conforme vamos envelhecendo e também são comuns em alguns transtornos e síndromes (autismo, síndrome de Down, síndrome do X frágil). Mais de 3.000 genes precisam estar funcionando adequadamente para que as funções da mitocôndria sejam executadas. 

Sintomas suspeitos incluem convulsões, dificuldades para andar, enxergar ou falar, atrasos no desenvolvimento, problemas para digestão de alimentos. O diagnóstico é importante já que pacientes com doenças mitocondriais possuem maior risco de complicações relacionadas à anestesia durante cirurgias. Também possuem maior dificuldade de destoxificação de medicamentos como ácido valpróico, metformina, estatinas, acetaminofen em alta dosagem, alguns antibióticos como linezolida, tetraciclina, azitromicina e eritromicina.

Existem também estudos relacionando as disfunções mitocondriais a maior risco de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, Alzheimer, Parkinson, derrames, distúrbios metabólicos, envelhecimento acelerado e câncer. O jejum também não é recomendado para pacientes com disfunções mitocondriais.

O diagnóstico é feito por uma combinação de observações clínicas, avaliações laoratorias, imagens cerebrais e biópsia muscular. Porém, muitos serviços de saúde fazem apenas testes simples uma vez que não possuem, por exemplo, laboratórios capazes de fazer exames metabólicos mais complexos. A sociedade de medicina mitocondrial publicou seu consenso sobre o diagnóstico da doença mitocondrial que inclui (Parikh et al., 2014):

Avaliação metabólica (sangue e urina) de todos os pacientes:

Testes bioquímicos básicos, hemograma, aminoácidos plasmáticos, acilcarnitina, enzimas hepáticas, amônia, ácidos orgânicos urinários, lactato, piruvato, razão lactato:piruvato, creatina quinase

Avaliação sistêmica de todos os pacientes:

Ecocardiograma, teste audiológico, exame oftalmológico, eletrocardiograma, ressonância magnética do cérebro

Avaliação do fluido espinhal (pacientes com sintomas neurológicos):

Lactato, piruvato, aminoácidos, estudos de rotina incluindo contagem celular, concentração de proteína e glicose.

Avaliação neurogenética (pacientes com atrasos do desenvolvimento):

Cariótipo, consulta genética, avaliação neurológica

Após o diagnóstico um nutricionista deve ser consultado

O consenso traz recomendações acerca da suplementação de coenzima Q10 na forma de ubiquinol. Durante o tratamento a quantidade de ubiquinol no plasma deve ser idealmente monitorada. Na dificuldade de avaliação do ubiquinol monitorar as enzimas lactato desidrogenase (LDH) e/ou creatina quinase (CK). Outros suplementos importantes incluem riboflavina, ácido folínico, ácido α-lipóicoL-carnitina, preferencialmente iniciando-se um por vez. Além disso, deve ser feita a correção de carências de quaisquer outros nutrientes.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Suplementação de coenzima Q10 na Síndrome de Down

A síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21) é acompanhada de alterações complexas no desenvolvimento contribuindo para dificuldades cognitivas, hipotonia muscular, defeitos cardíacos, maior susceptibilidade à doença de Alzheimer, diabetes tipo 2, obesidade e distúrbios imunológicos. 

Estudos recentes destacam o relacionamento entre o mau funcionamento das mitocôndrias, contribuindo para maior estresse oxidativo, envelhecimento precoce e risco aumentado para doença de Alzheimer.

A suplementação oral de coenzima Q10 parece reduzir o estado oxidativo e a oxidação do DNA. Discuto muitas questões relacionadas à suplementação de compostos específicos no curso online. Saiba mais aqui.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Melhoria da função mitocondrial na Síndrome de Down

Mitocôndrias são organelas (mini órgãos) presentes dentro das células e responsáveis pela produção de energia (ATP). São muito espertas, possuem DNA (material genético) próprio, capaz de organizar a produção enzimática e proteica necessária às suas funções.

Contudo, conforme envelhecem, as mitocôndrias sofrem, ficam mais vulneráveis ao ataque dos radicais livres e produzem menos energia (Guo et al., 2013). Na Síndrome de Down o envelhecimento acelera-se bastante a partir dos 40 anos (assista este vídeo). As mitocôndrias também degradam-se mais rápido e, desta forma, o cérebro sofre, com a falta de energia. O risco de Alzheimer também aumenta.

Vários nutrientes vem sendo estudados como formas de atrasar o envelhecimento mitocondrial, aumentar a produção energética, melhorar a função cognitiva. Entre eles destacam-se: carnitina, ácido lipóico, carnosina, resveratrol, coenzima Q10 e pirroloquinolina quinona (PQQ).

Além da alimentação adequada, um "estilo de vida antiinflamatório", associado a práticas de yoga e meditação tem se mostrado útil para a preservação das mitocôndrias (Tolahunase, Sagar & Dada, 2017).

Discuto muitas questões relacionadas à suplementação de compostos específicos no curso online. Saiba mais aqui.

Acompanhe também meus vídeos no canal youtube.com/dicasdanutricionista

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/