Importância da vitamina B9 na gestação - dosagens e opções

Muitos nutrientes são importantes na gestação. Um dos mais estudados é a vitamina B9. Com duas semanas de gestação, período que muitas vezes a mulher nem sabe que está grávida, se inicia o desenvolvimento do tubo neural que dará origem ao cérebro e medula espinhal do bebê. O ácido fólico é a vitamina que ajuda a formação correta desse tubo, evitando problemas como a hidrocefalia e a espinha bífida. Por isso, mulheres em idade fértil devem consumir alimentos ricos em B9 e fazer acompanhamento nutricional caso desejem engravidar ou já estejam grávidas.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Diagnóstico do diabetes gestacional

O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma das complicações metabólicas mais comuns durante a gravidez. Durante a gestação, a demanda por insulina é aumentada devido à resistência progressiva à insulina para assegurar o crescimento e desenvolvimento fetal adequado. Infelizmente, a incidência de diabetes gestacional vem aumentando desde a década de 1990, muito em função da obesidade, inflamação corporal, consumo de alimentos ultraprocessados e carências nutricionais. O tratamento do diabetes gestacional é diferente dos outros tipos de diabetes uma vez que alguns medicamentos podem ser prejudiciais ao feto em crescimento. Além disso, a perda de peso não é recomendada durante a gestação (Simmons, 2019).

Quanto pior a qualidade da dieta maior o risco de diabetes na gravidez (Looman et al., 2019). Para reduzir as chances de diabetes gestacional, recomenda-se que as mulheres que desejem engravidar adotem a dieta baseada em plantas ou a dieta mediterrânea. Pistaches e azeite, fontes de gorduras monoinsaturadas parecem contribuir para a redução do risco. Cuidar do intestino também é importante. A disbiose intestinal aumenta o risco de diabetes gestacional, principalmente devido à inflamação.

O bebê precisa de glicose para seu crescimento e metabolismo energético. Assim, o consumo de carboidratos é importante. O importante é que a qualidade destes carboidratos sea boa. A mulher deve evitar açúcar e produtos ultraprocessados, dando preferência ao carboidrato de frutas, verduras, leguminosas, tubérculos. A glicose chegará ao feto facilmente. Por isso, é normal que a glicemia materna baixe. Assim, os parâmetros diagnósticos de diabetes em gestantes são diferentes daqueles adotados para a população em geral.

Diagnóstico do diabetes gestacional

Na primeira visita pré-natal todas as grávidas deverão ser submetidas ao exame de glicemia plasmática em jejum (8 a 12 horas). Um valor igual ou superior a 92 mg/dl (5,1 mmol/l) mas inferior a 126 mg/ dl (7,0 mmol/l) faz o diagnóstico de diabetes gestacional. Grávidas com valores de glicemia plasmática em jejum igual ou superior a 126 mg/dl (7,0 mmol/l) ou com um valor de glicemia plasmática ocasional superior a 200 mg/dl (11,1 mmol/l), se confirmado com um valor em jejum superior ou igual a 126 mg/dl, devem ser consideradas como tendo o diagnóstico de Diabetes Mellitus na Gravidez.

Em 2013 a Organização Mundial de Saúde passou a considerar a Diabetes Gestacional um subtipo de hiperglicemia diagnosticada pela primeira vez na gravidez em curso, diferenciando-se da Diabetes na Gravidez por apresentar valores glicêmicos intermédios entre os níveis que considera normais na gravidez e valores que excedem os limites diagnósticos para a população não grávida (Consenso “Diabetes Gestacional”, 2017).

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Caso o valor da glicemia seja inferior a 92 mg/dl, a grávida deve ser reavaliada entre as 24 e 28 semanas de gestação com um teste de tolerância oral com 75 g de glicose. O teste deve ser efetuado de manhã, após um jejum de pelo menos 8 horas, mas não superior a 12 horas. Deve ser precedido, nos 3 dias anteriores de uma atividade física regular e de uma dieta não restritiva contendo uma quantidade de hidratos de carbono de pelo menos 150 g. O teste consiste na ingestão de uma solução contendo 75 g de glicose diluída em 250-300 ml de água. São necessárias colheitas de sangue para determinação da glicemia plasmática às 0, 1h e 2h. Durante o teste a grávida deve manter-se em repouso.

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Um valor igual ou superior às glicemias expostas no quadro 1 é suficiente para o diagnóstico de Hiperglicemia na Gravidez. O teste de tolerância oral à glicose não deve ser feito com mulheres que fizeram cirurgia bariátrica porque a alteração da absorção não permite validar os resultados obtidos após a sobrecarga de glicose. Neste caso, outros métodos são utilizados.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Alimentação para mulheres que desejam engravidar

Dois em cada dez casais apresenta alguma dificuldade para gerar um bebê. Muitos fatores contribuem para isto como o avanço da idade, problemas anatômicos ou psicológicos, infecções pélvicas, miomas uterinos, endometriose, carências nutricionais e síndrome dos ovários policísticos. Nos homens, a varicocele (dilatação das veias de drenagem dos testículos) é uma das causas. Já escrevi ou gravei vídeos sobre vários destes temas (clique nos links). No vídeo de hoje o foco é a alimentação para correção da hiperinsulinemia e das carências nutricionais.

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Alimentação na gestação influencia a saúde dos filhos por toda a vida.

Durante a gravidez o corpo da mulher muda. Durante cerca de 40 semanas o óvulo fecundado se desenvolverá transformando-se em um bebê com cerca de 3,5 kg. O crescimento do bebê, da placenta, do útero, das mamas, do volume sanguíneo aumenta as necessidades da mulher que precisa modificar a própria alimentação.

A gestante possui uma maior necessidade energética (entre 330 kcal e 452 kcal a mais do início ao final da gravidez), de proteína, ácidos graxos essenciais e micronutrientes (ácido fólico e ferro). Mulheres que já engravidam com carências nutricionais podem ter demandas ainda maiores. A figura a seguir lista nutrientes e necessidades dietéticas maternas antes, durante e depois da gestação (Perng et al., 2017):

Por exemplo, vários micronutrientes são importantes para a implantação do óvulo no útero (como B12, vitaminas D e E, folato, cobre, iodo, selênio e zinco). A produção hormonal e vascularização da placenta também depende destes nutrientes, com excessão do iodo. Por outro lado, o fero torna-se fundamental.

A carência de nutrientes pode comprometer então a capacidade de conceber, a duração da gestação, o crescimento e desenvolvimento do feto, seu tamanho, aumentar o risco de defeitos na formação, de distúrbios metabólicos e prematuridade (Gernand et al., 2016).

Agora, de nada adianta uma dieta saudável ou o uso de suplementos se estes não forem absorvidos. Por isso, a microbiota, o conjunto de microorganismos que habitam o intestino, precisa ser muito saudável. A microbiota da mulher relaciona-se também com vários aspectos da saúde. Quando está em desequilíbrio, TPM, risco de miomas, infertilidade e endometriose aumentam. Probióticos (bactérias boas) podem ser suplementados, caso necessário (discuto mais sobre o tema no curso online sobre disbiose intestinal).

A suplementação de probióticos na gestação pode ajudar a manter os níveis de colesterol e açúcares em níveis mais saudáveis. Também parece reduzir o risco de diabetes gestacional e pré-eclâmpsia o colesterol total e LDL, diminuiu o ganho de peso nas últimas 2 semanas, uma diminuição maior em glicemia de jejum e menor resistência à insulina (Arango et al., 2018 - pp. 275-288).

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Mesmo com a suplementação de probióticos, as bactérias não sobrevivem muito tempo se não houver uma disponibilidade adequada de nutrientes e fibras. Assim, a variedade de alimentos e uma dieta adequada são importantíssimos, garantindo o adequado desenvolvimento do bebê, melhorando a imunidade de mãe e filho. A microbiota materna também metabolizará substâncias diversas, incluindo medicamentos e toxinas. Alguns subprodutos desta metabolização serão absorvidos passando pela corrente sanguínea para o bebê, que aprenderá como lidar com os mesmos (Macpherson et al., 2017).

Ou seja, dependendo do que a mãe consumir durante a gestação, sua microbiota será mais ou menos saudável. O sistema imune do bebê será mais ou menos treinado e isto influenciará sua saúde não só ao nascimento, mas por toda a vida. Deseja engravidar ou está grávida? Agende uma consultoria. Será um prazer atendê-la.

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