Impacto dos primeiros 1000 dias de vida na saúde

A fase da vida em que você cresceu mais rápido foi entre a concepção até o terceiro ano de vida. Este período de 1.000 dias é tão importante que os cuidados adequados nesta fase acabam influenciando a saúde no restante inteiro de nossas vidas.

Durante os 9 meses de gestação, passamos de duas células a um bebê que mede cerca de 50 cm de comprimento e pesa aproximadamente 3 kg. Até os 3 anos de vida o tamanho dobra e o peso aumenta em 5 vezes. Uma gestação saudáveis e cuidados pós natais melhoram a saúde intestinal. Isto é importante pois o intestino deve atuar como uma barreira, sem deixar passar corpos estranhos para a corrente sanguínea.

Se há afastamento de células intestinais, condição conhecida como hiperpermeabilidade, o risco de alergia, doenças autoimunes, infecções gastrointestinais, desordens cognitivas, asma, obesidade e diabetes aumenta. Ou seja , a nutrição (materna e do bebê) e a microbiota intestinal (dos dois) desempenham um papel fundamental e acabam influenciando a saúde em todas as fases da vida. É nesta primeira fase da vida que o corpo adquire várias das ferramentas que usará durante a vida para lidar com os desafios que surgem no contato com o ambiente.

Durante a gravidez as mães fornecem ao feto energia e todos os nutrientes essenciais ao crescimento, maturação e desenvolvimento. Se faltarem os nutrientes certos, alterações no tamanho ou na função dos órgãos podem surgir. Por isso, mulheres que desejam engravidar e gestantes devem buscar uma consultoria nutricional para preparam-se adequadamente.

O tipo de parto influencia a primeira colonização de bactérias no intestino da criança. O parto normal tende a gerar uma microbiota mais saudável, aspecto fundamental para o treinamento do sistema imunológico e para a prevenção de doenças. A amamentação e, posteriormente, os alimentos de desmame e os hábitos alimentares que vão sendo incorporados contribuem ainda mais para o estabelecimento de uma comunidade bacteriana saudável.

Após os primeiros anos de vida, a saúde será influenciada justamente por estes hábitos (Van der Beek, 2018). Nos primeiros 1.000 dias de vida, a genética, a gestação, o tipo de parto, a alimentação adequada são os principais responsáveis pelo adequado crescimento e desenvolvimento. Mas, mesmo com todos estes cuidados se após este período a família optar por uma dieta rica em alimentos ultraprocessados, a saúde será abalada.

Com mais doenças aumenta o uso de antibióticos que influenciam negativamente a microbiota intestinal. O uso repetitivo de antibióticos aumenta o risco de alergias, asma, obesidade e até de diabetes tipo 2. Por isto, o acompanhamento médico adequado também é fundamental nestes primeiros anos de vida, tanto para a prevenção de doenças, quanto para a intervenção apropriada, evitando-se o uso de antibióticos sempre que possível.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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Importância da vitamina B9 na gestação - dosagens e opções

Muitos nutrientes são importantes na gestação. Um dos mais estudados é a vitamina B9. Com duas semanas de gestação, período que muitas vezes a mulher nem sabe que está grávida, se inicia o desenvolvimento do tubo neural que dará origem ao cérebro e medula espinhal do bebê. O ácido fólico é a vitamina que ajuda a formação correta desse tubo, evitando problemas como a hidrocefalia e a espinha bífida. Por isso, mulheres em idade fértil devem consumir alimentos ricos em B9 e fazer acompanhamento nutricional caso desejem engravidar ou já estejam grávidas.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Diagnóstico do diabetes gestacional

O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma das complicações metabólicas mais comuns durante a gravidez. Durante a gestação, a demanda por insulina é aumentada devido à resistência progressiva à insulina para assegurar o crescimento e desenvolvimento fetal adequado. Infelizmente, a incidência de diabetes gestacional vem aumentando desde a década de 1990, muito em função da obesidade, inflamação corporal, consumo de alimentos ultraprocessados e carências nutricionais. O tratamento do diabetes gestacional é diferente dos outros tipos de diabetes uma vez que alguns medicamentos podem ser prejudiciais ao feto em crescimento. Além disso, a perda de peso não é recomendada durante a gestação (Simmons, 2019).

Quanto pior a qualidade da dieta maior o risco de diabetes na gravidez (Looman et al., 2019). Para reduzir as chances de diabetes gestacional, recomenda-se que as mulheres que desejem engravidar adotem a dieta baseada em plantas ou a dieta mediterrânea. Pistaches e azeite, fontes de gorduras monoinsaturadas parecem contribuir para a redução do risco. Cuidar do intestino também é importante. A disbiose intestinal aumenta o risco de diabetes gestacional, principalmente devido à inflamação.

O bebê precisa de glicose para seu crescimento e metabolismo energético. Assim, o consumo de carboidratos é importante. O importante é que a qualidade destes carboidratos sea boa. A mulher deve evitar açúcar e produtos ultraprocessados, dando preferência ao carboidrato de frutas, verduras, leguminosas, tubérculos. A glicose chegará ao feto facilmente. Por isso, é normal que a glicemia materna baixe. Assim, os parâmetros diagnósticos de diabetes em gestantes são diferentes daqueles adotados para a população em geral.

Diagnóstico do diabetes gestacional

Na primeira visita pré-natal todas as grávidas deverão ser submetidas ao exame de glicemia plasmática em jejum (8 a 12 horas). Um valor igual ou superior a 92 mg/dl (5,1 mmol/l) mas inferior a 126 mg/ dl (7,0 mmol/l) faz o diagnóstico de diabetes gestacional. Grávidas com valores de glicemia plasmática em jejum igual ou superior a 126 mg/dl (7,0 mmol/l) ou com um valor de glicemia plasmática ocasional superior a 200 mg/dl (11,1 mmol/l), se confirmado com um valor em jejum superior ou igual a 126 mg/dl, devem ser consideradas como tendo o diagnóstico de Diabetes Mellitus na Gravidez.

Em 2013 a Organização Mundial de Saúde passou a considerar a Diabetes Gestacional um subtipo de hiperglicemia diagnosticada pela primeira vez na gravidez em curso, diferenciando-se da Diabetes na Gravidez por apresentar valores glicêmicos intermédios entre os níveis que considera normais na gravidez e valores que excedem os limites diagnósticos para a população não grávida (Consenso “Diabetes Gestacional”, 2017).

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Caso o valor da glicemia seja inferior a 92 mg/dl, a grávida deve ser reavaliada entre as 24 e 28 semanas de gestação com um teste de tolerância oral com 75 g de glicose. O teste deve ser efetuado de manhã, após um jejum de pelo menos 8 horas, mas não superior a 12 horas. Deve ser precedido, nos 3 dias anteriores de uma atividade física regular e de uma dieta não restritiva contendo uma quantidade de hidratos de carbono de pelo menos 150 g. O teste consiste na ingestão de uma solução contendo 75 g de glicose diluída em 250-300 ml de água. São necessárias colheitas de sangue para determinação da glicemia plasmática às 0, 1h e 2h. Durante o teste a grávida deve manter-se em repouso.

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Um valor igual ou superior às glicemias expostas no quadro 1 é suficiente para o diagnóstico de Hiperglicemia na Gravidez. O teste de tolerância oral à glicose não deve ser feito com mulheres que fizeram cirurgia bariátrica porque a alteração da absorção não permite validar os resultados obtidos após a sobrecarga de glicose. Neste caso, outros métodos são utilizados.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Alimentação para mulheres que desejam engravidar

Dois em cada dez casais apresenta alguma dificuldade para gerar um bebê. Muitos fatores contribuem para isto como o avanço da idade, problemas anatômicos ou psicológicos, infecções pélvicas, miomas uterinos, endometriose, carências nutricionais e síndrome dos ovários policísticos. Nos homens, a varicocele (dilatação das veias de drenagem dos testículos) é uma das causas. Já escrevi ou gravei vídeos sobre vários destes temas (clique nos links). No vídeo de hoje o foco é a alimentação para correção da hiperinsulinemia e das carências nutricionais.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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