Causas, consequências e manejo da obesidade infantil

A obesidade na infância e adolescência está associada ao aumento de problemas de saúde como diabetes, hipertensão, apnéia do sono, problemas ortopédicos e depressão. Muitos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade infantil, incluindo fatores genéticos, problemas hormonais, sedentarismo e alto consumo de alimentos ultraprocessados.

A Organização Mundial de Saúde alerta para o fato de que se não mudarmos o estilo de vida a obesidade na infância será a norma. A obesidade nunca é resultado de apenas um fator. Porém, pais que negligenciam a própria saúde tendem a ter filhos que também consomem mais alimentos industrializados e pouco nutritivos. Mas a pressão para a criança mudar sozinha não adianta. A solução não é ter uma alimentação separada para quem está acima do peso. A alimentação desordenada é mais comum quando os pais pressionam a criança a perder peso. A família deve comer saudável junto, deve praticar atividade física junto, de forma alegre, natural, prazerosa, sem foco no peso. Levar o cachorro para passear é uma maneira saudável e tranquila de mexer o corpo.

Substituir alimentos ultraprocessados por alimentos in natura e receitas preparadas em casa é uma das estratégias mais importantes e eficazes. Em geral não há proibição de consumo de alimentos, contanto que eles sejam feitos no lar, com ingredientes saudáveis. Por exemplo, quando só há consumo de sorvete quando este é feito em casa (com frutas congeladas, por exemplo), a ingestão deste tipo de alimento é reduzida. Afinal, ninguém faz sorvete todo dia…

Outra estratégia importante é o controle do estresse. Assim como ocorre com adultos, crianças e adolescentes também sofrem com o estresse, muito vinculado à rotina agitada, problemas familiares e na escola. Para lidar com o estresse infantil a família pode recorrer à psicoterapia, atividade física, exercícios de respiração, passeios na natureza, escrita criativa, desenho, trabalhos manuais, atividade relaxante (como yoga e meditação), aprendizado de um instrumento musical… Dormir bem também é importantíssimo para a redução do estresse. Garanta horas de sono suficientes para a boa recuperação do corpo e da mente. Crianças que dormem pouco produzem ainda mais cortisol, hormônio também envolvido com o ganho de peso. Está tudo mesmo interligado.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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