metabolismo dos aminoácidos;
produção de energia mitocondrial;
metabolismo de ácidos graxos;
metabolismo das purinas;
estresse oxidativo;
metabolismo relacionado à microbiota intestinal.
Essas alterações sugerem que diferentes mecanismos biológicos podem contribuir para manifestações semelhantes do autismo.
Biomarcadores promissores
Um dos maiores avanços veio do projeto Children's Autism Metabolome Project (CAMP), que identificou diferentes metabotipos (subgrupos metabólicos) em crianças com autismo.
Foram utilizados metabólitos como:
Quando combinados em painéis, esses biomarcadores alcançaram aproximadamente 53% de sensibilidade e 91% de especificidade para triagem do TEA (Smith et al., 2020).
Diversos outros estudos também identificaram alterações consistentes envolvendo:
Mais recentemente, novos candidatos vêm sendo investigados, incluindo:
FAHFA (Fatty Acid Esters of Hydroxy Fatty Acids);
ácido DL-2-hidroxiestárico;
ácido docosapentaenoico;
adenosina;
octenoilcarnitina (C8:1).
Dependendo do biomarcador estudado, alguns apresentaram áreas sob a curva (AUC) variando entre 0,67 e 0,96, indicando potencial para futura aplicação clínica, embora ainda necessitem de validação.
Metabolômica no TDAH
A literatura sobre metabolômica no TDAH é menor quando comparada ao autismo, mas cresce rapidamente.
Os estudos apontam alterações principalmente em:
Essas alterações são biologicamente coerentes com mecanismos envolvidos na atenção, impulsividade, comportamento e função executiva.
Biomarcadores em investigação
Um dos estudos mais promissores identificou um painel urinário composto por apenas três metabólitos:
FAPy-adenina;
ácido 3-metilazelaico;
fenilacetilglutamina.
Esse painel apresentou AUC de 0,918 para discriminar indivíduos com TDAH (Tian et al., 2022), resultado bastante promissor, embora ainda necessite de replicação em populações independentes.
AUC significa Área Sob a Curva (Area Under the Curve), geralmente referindo-se à curva ROC (Receiver Operating Characteristic).
É uma medida estatística utilizada para avaliar a capacidade de um biomarcador ou teste em diferenciar corretamente indivíduos com e sem uma determinada condição.
As vias metabólicas mais frequentemente alteradas incluem: