Magnésio malato x Magnésio dimalato

Embora sejam muito parecidos, magnésio malato e magnésio dimalato não são exatamente a mesma coisa, mas estão intimamente relacionados. A diferença está na proporção entre o magnésio e o ácido málico na composição química.

1. Magnésio Malato

  • É uma combinação de magnésio com uma molécula de ácido málico.

  • Tem boa biodisponibilidade e é conhecido por ajudar na produção de energia celular, alívio da fadiga e relaxamento muscular.

  • É geralmente usado para condições como fadiga crônica, fibromialgia e enxaquecas, já que o ácido málico também desempenha um papel importante no ciclo de energia das células.

2. Magnésio Dimalato

  • É uma combinação de magnésio com duas moléculas de ácido málico.

  • Geralmente contém uma quantidade maior de ácido málico por dose, o que pode ser mais benéfico para pessoas que precisam de suporte energético extra ou que têm condições associadas à fadiga muscular intensa.

  • O dimalato pode ser ligeiramente mais eficaz para situações em que o ácido málico desempenha um papel central, mas a diferença em relação ao malato puro é sutil e depende da necessidade específica de cada pessoa.

Qual escolher: Malato ou dimalato?

Ambos são bem absorvidos e podem beneficiar pessoas com enxaquecas, fadiga crônica e dores musculares. Se o seu foco for mais no alívio de fadiga ou melhora do metabolismo energético, o dimalato pode ser ligeiramente superior devido ao teor extra de ácido málico. No entanto, na prática, os dois oferecem benefícios muito semelhantes e a escolha dependerá da disponibilidade e recomendação médica.

Se você está suplementando especificamente para enxaquecas, qualquer um dos dois pode ser eficaz, pois ambos fornecem magnésio biodisponível e suporte energético.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Melhores formas de magnésio para quem sofre com enxaqueca

O magnésio é amplamente reconhecido como um mineral que pode ajudar a prevenir e aliviar as enxaquecas. Estudos mostram que certas formas de magnésio são mais eficazes devido à sua capacidade de serem melhor absorvidas pelo corpo e agirem diretamente nos mecanismos relacionados à enxaqueca. Aqui estão as melhores opções:

1. Magnésio Quelado (Bisglicinato de Magnésio)

  • Por que é bom? O bisglicinato de magnésio é uma forma altamente biodisponível e bem tolerada pelo trato gastrointestinal. É menos propenso a causar efeitos colaterais como diarreia, comuns em outras formas.

  • Benefício para enxaqueca: Contribui para o relaxamento muscular, reduzindo a tensão, além de estabilizar os níveis de neurotransmissores associados às dores de cabeça.

2. Magnésio Citrato

  • Por que é bom? O citrato de magnésio é bem absorvido e pode ajudar se você tiver constipação associada à enxaqueca.

  • Benefício para enxaqueca: Ajuda a corrigir a deficiência de magnésio, que é comum em pessoas que sofrem de enxaqueca.

3. Magnésio Treonato

  • Por que é bom? Essa forma de magnésio tem a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, o que significa que age diretamente no cérebro.

  • Benefício para enxaqueca: Auxilia na regulação da atividade cerebral e dos neurotransmissores, potencialmente reduzindo a frequência e a intensidade das crises. A melhor forma (e também para depressão) é o Magtein. Contudo, é bastante caro.

4. Magnésio Malato

  • Por que é bom? É uma forma associada ao ácido málico, que pode ser útil

  • Por que é bom? O magnésio malato é associado ao ácido málico, que ajuda no metabolismo energético e pode ser benéfico para pessoas que sofrem de fadiga crônica ou dores musculares.

  • Benefício para enxaqueca: Contribui para a produção de energia celular, aliviando sintomas relacionados à fadiga e dores, que muitas vezes estão associadas às crises de enxaqueca.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Genética das pessoas mais propensas a usarem canabis

O maior estudo de associação genômica realizado até hoje sobre o uso de cannabis foi conduzido pela equipe de cientistas do International Cannabis Consortium. Com base em mais de 180.000 participantes, a pesquisa revelou dados fascinantes sobre como nossos genes podem influenciar o comportamento relacionado ao uso da planta, e até mesmo como ele se conecta a condições psicológicas e psiquiátricas (Pasman et al., 2018).

Os pesquisadores descobriram que pessoas com maior risco genético para esquizofrenia também são mais propensas a usar cannabis. A análise genômica identificou 35 genes associados ao uso de cannabis, com destaque para o gene CADM2, já relacionado ao comportamento de risco, personalidade e uso de substâncias como álcool.

Jacqueline Vink, da Radboud University e principal autora do estudo, comentou: “O CADM2 já foi associado a comportamento de risco, personalidade e uso de álcool”, destacando a relevância deste gene na pesquisa sobre o uso de cannabis.

Outro achado importante do estudo foi a sobreposição genética entre o uso de cannabis e o risco de esquizofrenia. Os pesquisadores descobriram que pessoas com maior risco genético para esquizofrenia têm maior probabilidade de usar cannabis. Além disso, uma sobreposição também foi observada entre o uso de cannabis e tipos de personalidade propensos a comportamentos mais arriscados ou extrovertidos.

A Relação Genética Entre Cannabis e Esquizofrenia

Um dos principais achados do estudo é a relação causal entre o risco genético para esquizofrenia e o uso de cannabis, estabelecida por meio de uma técnica chamada randomização mendeliana. Esse resultado sugere que indivíduos predispostos a desenvolver esquizofrenia podem recorrer ao uso de cannabis como uma forma de automedicação. No entanto, os pesquisadores também consideram a possibilidade de que uma predisposição genética para o uso de cannabis possa, de alguma forma, contribuir para o aumento do risco de esquizofrenia.

A Metodologia: Uma Grande Amostra de Dados

Para este estudo, os cientistas utilizaram dados do UK Biobank e de clientes da 23andMe que consentiram em participar da pesquisa, além de dados de 16 outras coortes menores. O estudo incluiu uma vasta gama de participantes e teve a contribuição de pesquisadores da Radboud University, QIMR Berghofer Medical Research Institute (Austrália), Virginia Commonwealth University (EUA), e outros 17 grupos de pesquisa da Europa, América do Norte e Austrália.

Próximos Passos: Investigando o Uso e Vício em Cannabis

A pesquisa ainda está em andamento. A equipe já está explorando quais genes específicos influenciam a frequência do uso de cannabis e a quantidade consumida, aprofundando o entendimento sobre os mecanismos genéticos envolvidos no vício e na dependência dessa substância.

O estudo oferece uma nova perspectiva sobre como fatores genéticos podem interagir com comportamentos de risco e condições psiquiátricas, abrindo caminho para tratamentos mais direcionados e informados sobre o uso de cannabis.

Outro estudo, conduzido pela empresa 23andme, sobre o desejo por canábis utilizou dados de 180.000 pessoas para encontrar uma associação entre certas variantes genéticas e o risco de desejo. O estudo descobriu que as pessoas que são mais propensas a serem "utilizadores vitalícios" de canábis também eram mais propensas a desenvolver esquizofrenia e défice de atenção e hiperatividade (TDAH). O estudo afirma, no entanto, que estes fatores genéticos podem contribuir para apenas 11% de diferença no consumo de canábis entre as pessoas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/