Falta de norepinefrina e fibromialgia

A fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dor muscular difusa e fadiga intensa. Embora a causa exata ainda seja desconhecida, a inflamação crônica e a falta de norepinefrina desempenham um papel importante no desenvolvimento dos sintomas.

A falta de norepinefrina tem uma ligação relevante com a fibromialgia, pois essa condição está relacionada a alterações nos sistemas de neurotransmissores, incluindo a norepinefrina, serotonina e dopamina. Esses neurotransmissores desempenham papéis cruciais no controle da dor, no humor e no sono, que são áreas frequentemente comprometidas em pessoas com fibromialgia.

Norepinefrina e sua função

A norepinefrina é um neurotransmissor e hormônio envolvido em várias funções no corpo, como:

  • Regulação da dor: Atua no sistema nervoso central, modulando a percepção da dor.

  • Estado de alerta e energia: Está envolvida na resposta de "luta ou fuga", aumentando a energia e a atenção.

  • Regulação do humor: Contribui para a estabilidade emocional e o bem-estar.

  • Qualidade do sono: Participa no equilíbrio entre vigília e sono reparador.

Falta de norepinefrina na fibromialgia

Na fibromialgia, acredita-se que haja uma deficiência ou desequilíbrio nos níveis de norepinefrina no sistema nervoso central. Isso pode levar a:

  1. Sensibilidade aumentada à dor:

    • A norepinefrina ajuda a bloquear sinais de dor no cérebro e na medula espinhal. Sua falta pode amplificar os sinais de dor, contribuindo para a hiperalgesia (aumento da percepção da dor).

  2. Fadiga e baixa energia:

    • A redução da norepinefrina pode diminuir a energia e a capacidade de enfrentar atividades do dia a dia.

  3. Distúrbios de sono:

    • A falta de regulação adequada pode levar a problemas como insônia ou sono não reparador, comum em quem tem fibromialgia.

  4. Alterações emocionais:

    • Pode estar associada a sintomas como depressão e ansiedade, frequentemente relatados em pessoas com fibromialgia.

Abordagens terapêuticas

A gestão desse desequilíbrio frequentemente envolve medicamentos que aumentam os níveis de norepinefrina ou modulam seus efeitos. Entre as opções estão:

  • Inibidores da recaptação de norepinefrina e serotonina (IRNS):

    • Medicamentos como duloxetina e milnaciprano são eficazes tanto no alívio da dor quanto na melhora do humor e do sono.

  • Terapias não farmacológicas:

    • Exercícios físicos regulares: Aumentam a produção de neurotransmissores, incluindo norepinefrina.

    • Terapia cognitivo-comportamental (TCC): Ajuda a melhorar a capacidade de lidar com a dor e reduzir o estresse.

  • Suplementação e estratégias naturais:

    • Alimentação equilibrada: Nutrientes como tirosina (encontrada em carnes magras, ovos e produtos lácteos) são precursores da norepinefrina.

    • Redução de estresse: Técnicas como meditação e ioga podem melhorar a produção de neurotransmissores.

A abordagem da medicina integrativa para pacientes com fibromialgia foca em uma combinação de dieta, suplementação, e outras práticas que ajudam a reduzir a inflamação, melhorar a função mitocondrial, e aumentar a resiliência ao estresse. Aqui está um guia de dieta e suplementação para pacientes com fibromialgia:

1. Dieta Anti-inflamatória

Foque em alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3 (como salmão, sementes de chia e nozes), frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras. Hidrate-se bem para apoiar a saúde geral e reduzir a fadiga.

Alimentos a Priorizar:

- Vegetais e Frutas: Opte por alimentos ricos em antioxidantes, como frutas vermelhas, brócolis, espinafre e outros vegetais de folhas verdes.

- Gorduras Saudáveis: Azeite de oliva extra virgem, abacate, nozes e sementes, como chia e linhaça.

- Proteínas de Qualidade: Peixes ricos em ômega-3, como salmão e sardinha, além de carnes magras e ovos orgânicos.

- Grãos Integrais: Quinoa, aveia, arroz integral e trigo sarraceno.

- Especiarias: Açafrão, gengibre e alho, devido às suas propriedades anti-inflamatórias.

Alimentos a Evitar:

- Açúcares e Carboidratos Refinados: Reduzir a ingestão de açúcar, pão branco, bolos e alimentos processados.

- Alimentos Industrializados: Evitar alimentos ricos em conservantes, corantes e aditivos químicos.

- Glúten e Laticínios: Algumas pessoas com fibromialgia são sensíveis ao glúten e aos laticínios, e a eliminação pode reduzir os sintomas.

2. Suplementação

Embora a pesquisa esteja em andamento, certos suplementos podem oferecer benefícios potenciais para a fibromialgia. O ideal é a individualização, mas em termos gerais:

- Magnésio (Bisglicinato): 200-400 mg de magnésio por dia (2 a 4 cápsulas).

Benefícios: Ajuda a reduzir a dor muscular e melhorar o sono. Conhecido por seu papel no relaxamento muscular e alívio da dor.

- Coenzima Q10 com vitamina E: 100-300 mg por dia.

Benefícios: Melhora a função mitocondrial, reduz o estresse oxidativo e aumenta os níveis de energia.

- Vitamina D: 2000-5000 UI por dia ou mais, ajustada com base nos níveis sanguíneos.

Benefícios: Reduz a dor crônica e melhora a função imunológica. Muitas pessoas com fibromialgia têm baixos níveis de vitamina D, o que pode contribuir para a dor e a fadiga.

- Ômega-3 (EPA/DHA): 1000-3000 mg de EPA/DHA combinados por dia.

Benefícios: Reduz a inflamação sistêmica e melhora o humor.

- 5-HTP (5-Hidroxitriptofano): 50-100 mg duas vezes ao dia.

Benefícios: Aumenta os níveis de serotonina, ajudando a melhorar o humor e o sono.

- Melatonina: 0,2-3 mg antes de dormir, a depender da necessidade.

Benefícios: Pode auxiliar no sono, um problema comum para aqueles com fibromialgia.

- Curcumina com Piperina: 500-1000 mg por dia de curcumina com piperina para aumentar a absorção.

Benefícios: O composto ativo na cúrcuma, possui propriedades anti-inflamatórias.

Para aumento de norepinefrina gosto de associar tirosina, vitaminas B3, B6, B9, C, minerais zinco, magnésio, ferro, cobre e outros compostos como ômega-3, cafeína, resveratrol, teanina… Mas o ideal é sempre individualizar a partir dos exames bioquímicos e nutrigenéticos. Aprenda mais sobre este tema na plataforma do cérebro.

3. Outras Abordagens Integrativas

- Exercício Físico Moderado: Atividades como yoga, tai chi, e caminhadas podem reduzir a dor e melhorar a mobilidade.

- Terapias de Relaxamento: Meditação, mindfulness, e acupuntura podem ajudar a reduzir o estresse, que muitas vezes exacerba os sintomas da fibromialgia.

Essas abordagens devem ser adaptadas individualmente, pois a fibromialgia afeta cada pessoa de maneira diferente. É essencial trabalhar com um profissional de saúde experiente em medicina integrativa para garantir uma abordagem personalizada e segura.

Lembre-se de que as respostas individuais à dieta, aos suplementos e outras terapias podem variar. É essencial trabalhar em estreita colaboração com um profissional de saúde para desenvolver um plano personalizado que atenda às suas necessidades e objetivos específicos.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Disfunção dos microtúbulos na doença de Alzheimer

Os microtúbulos são estruturas tubulares formadas por proteínas chamadas tubulina, que fazem parte do citoesqueleto celular. Eles são essenciais para a manutenção da forma da célula, transporte intracelular de moléculas e a divisão celular. Nas neurônios, os microtúbulos são responsáveis pelo transporte de substâncias como neurotransmissores, proteínas e organelas ao longo dos axônios e dendritos.

No contexto da doença de Alzheimer, os microtúbulos são afetados por vários mecanismos, especialmente pela acumulação de uma proteína chamada tau.

  1. Tau e a hiperfosforilação: Nas células nervosas de pacientes com Alzheimer, a proteína tau sofre modificações químicas, como a hiperfosforilação, o que leva à sua desestruturação. Normalmente, a proteína tau ajuda a estabilizar os microtúbulos. No entanto, quando a tau se torna excessivamente fosforilada, ela se agrega e forma emaranhados dentro das células, o que resulta em uma destabilização dos microtúbulos.

  2. Perda de estabilidade dos microtúbulos: Como os microtúbulos ficam instáveis devido à disfunção da tau, o transporte intracelular é prejudicado. Isso afeta a comunicação entre as células nervosas e prejudica o funcionamento das regiões do cérebro envolvidas em memória e cognição.

As Consequências da Disfunção dos Microtúbulos

A disfunção dos microtúbulos e a formação de ovillos neurofibrilares têm diversas consequências para os neurônios, incluindo:

  • Colapso do citoesqueleto: A perda da estabilidade dos microtúbulos leva ao colapso do citoesqueleto neuronal, comprometendo a forma e a função dos neurônios.

  • Distúrbios no transporte axonal: A interrupção do transporte axonal prejudica a comunicação entre os neurônios e a entrega de nutrientes e outras substâncias essenciais.

  • Degeneração neuronal: A instabilidade dos microtúbulos, combinada com a acumulação de proteínas tau, contribui para a morte celular e a degeneração neuronal, que são características da doença de Alzheimer.

Microtúbulos como Alvo Terapêutico

Devido ao papel central dos microtúbulos na doença de Alzheimer, eles têm sido objeto de intensa pesquisa como possíveis alvos terapêuticos. Diversas estratégias estão sendo exploradas, incluindo:

  • Inibidores da fosforilação da proteína tau: Visam impedir a hiperfosforilação da proteína tau e sua agregação.

  • Estabilizadores de microtúbulos: Promovem a estabilidade dos microtúbulos e podem ajudar a prevenir a formação de ovillos neurofibrilares.

  • Agentes que promovem a degradação de agregados de proteína tau: Visam eliminar os agregados tóxicos já formados.

  • Redução de acúmulo de proteína Tau com dieta cetogênica.

Dieta cetogênica e proteína Tau

A dieta cetogênica, caracterizada por uma ingestão muito baixa de carboidratos e alta de gorduras, tem ganhado atenção por seu potencial efeito terapêutico em várias condições neurológicas, incluindo a doença de Alzheimer. A relação entre a dieta cetogênica e a proteína tau (que está envolvida na formação de emaranhados neurais no Alzheimer) é um campo de pesquisa emergente e ainda está sendo investigado, mas há algumas evidências que sugerem que a dieta cetogênica pode influenciar a acumulação e a toxicidade da tau.

Aqui estão algumas maneiras pelas quais a dieta cetogênica pode impactar a proteína tau:

1. Redução do estresse oxidativo

A dieta cetogênica pode reduzir o estresse oxidativo no cérebro. O estresse oxidativo é um processo prejudicial em que os radicais livres danificam as células, incluindo os neurônios. Esse estresse pode promover a fosforilação excessiva da proteína tau, levando à formação de emaranhados de tau, que são características da doença de Alzheimer. A redução do estresse oxidativo, um dos efeitos benéficos observados da dieta cetogênica, poderia, teoricamente, reduzir a formação desses emaranhados.

2. Melhora da função mitocondrial

A dieta cetogênica tem o potencial de melhorar a função das mitocôndrias, as "usinas de energia" das células. Nas células do cérebro, uma função mitocondrial saudável é essencial para o metabolismo adequado e para a manutenção de um ambiente celular estável. A disfunção mitocondrial é frequentemente observada na doença de Alzheimer e pode contribuir para o acúmulo da proteína tau. Melhorar a função mitocondrial pode reduzir a acumulação de tau e seus efeitos tóxicos nas células neuronais.

3. Produção de corpos cetônicos

Quando a ingestão de carboidratos é baixa, o corpo começa a produzir corpos cetônicos (como o beta-hidroxibutirato), que podem ter efeitos neuroprotetores. Esses corpos cetônicos são uma fonte de energia alternativa para os neurônios, especialmente em condições em que o metabolismo da glicose está comprometido, como no Alzheimer. Além disso, os corpos cetônicos têm mostrado propriedades anti-inflamatórias, o que pode ajudar a reduzir a inflamação cerebral, um fator que contribui para a patologia tau.

4. Efeitos na via de sinalização da tau

Alguns estudos sugerem que a dieta cetogênica pode influenciar vias de sinalização celular que afetam diretamente a formação e a desestabilização da proteína tau. Por exemplo, a via AMPK (proteína quinase ativada por AMP), que é ativada durante o estado de jejum ou restrição calórica, pode ter um papel na regulação da tau. A ativação dessa via pode ajudar a melhorar a homeostase da proteína tau e reduzir a fosforilação excessiva, o que é um passo importante na prevenção da formação de emaranhados.

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5. Neuroproteção e plasticidade sináptica

A dieta cetogênica pode promover a plasticidade sináptica, o que é importante para a comunicação entre as células nervosas. Estudos mostram que essa dieta pode melhorar a função cognitiva e proteger contra a degeneração neuronal. Isso ocorre, em parte, devido ao aumento da produção de fatores neurotróficos, como o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), que pode ajudar a preservar a estrutura neuronal e a função cognitiva, mesmo em ambientes em que a proteína tau está presente.

Embora os estudos sobre a relação direta entre a dieta cetogênica e a proteína tau sejam limitados, alguns estudos em modelos animais e ensaios iniciais em humanos sugerem que a dieta cetogênica pode ter efeitos benéficos na redução do acúmulo de tau e na melhoria das funções cognitivas em condições de Alzheimer.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

BCAA e ganho de massa magra: a suplementação não costuma ser necessária

O consumo isolado de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs) tem sido amplamente estudado no contexto da síntese de proteína muscular em humanos, especialmente por seu papel na recuperação muscular e no aumento da massa muscular. Uma revisão sobre o assunto destaca os mecanismos pelos quais esses aminoácidos influenciam a síntese proteica e o metabolismo muscular (Santos e Nascimento, 2019). Vamos ao resumo:

1. O que são BCAAs?

Os BCAAs (Leucina, Isoleucina e Valina) são aminoácidos essenciais, ou seja, não podem ser sintetizados pelo corpo e precisam ser adquiridos pela dieta. São conhecidos por suas propriedades de aumento da síntese de proteínas e por seu papel na regulação do metabolismo muscular.

2. Efeitos dos BCAAs na Síntese de Proteína Muscular

A leucina é o BCAA mais estudado devido à sua capacidade de ativar a via mTOR, um dos principais reguladores da síntese de proteínas. A ativação de mTOR favorece a produção de novas proteínas musculares, o que é essencial para a recuperação e crescimento muscular após o exercício.

  • A leucina estimula a via de sinalização mTOR, que está diretamente associada à síntese proteica muscular.

  • A isoleucina e a valina, embora também importantes, têm papéis mais secundários, influenciando a energia disponível para o músculo e o metabolismo de glicose durante o exercício.

3. BCAAs e Recuperação Muscular

O consumo de BCAAs pode reduzir a degradação proteica muscular pós-exercício. Isso acontece porque os BCAAs ajudam a equilibrar o catabolismo muscular, ou seja, a quebra das proteínas musculares, estimulando a síntese de novas proteínas e melhorando o processo de recuperação.

4. Há necessidade de suplementação?

Embora a leucina desempenhe um papel importante, a ingestão isolada de BCAAs pode não ser suficiente para otimizar completamente a síntese de proteínas musculares, especialmente sem outros aminoácidos essenciais que são encontrados em proteínas completas como o whey protein. A razão é que a síntese de proteína depende de uma variedade de aminoácidos essenciais, e não apenas da leucina. Além disso, a ingestão de BCAAs pode ser desnecessária se você já estiver consumindo quantidades adequadas de proteínas completas na dieta. Para a maioria das pessoas, uma alimentação balanceada com proteínas de alta qualidade já é suficiente para apoiar o crescimento muscular​

Quando os BCAAs São Úteis?

  1. Durante dietas restritivas: Em casos de dieta de baixo carboidrato ou deficit calórico, a suplementação de BCAAs pode ser benéfica para preservar a massa muscular, reduzindo a quebra de proteínas durante o exercício.

  2. Treinamentos intensos: Para atletas de alto desempenho ou pessoas que realizam exercícios intensos, os BCAAs podem ajudar a reduzir a fadiga muscular e a aceleração da recuperação .

  3. Em situações de perda muscular: Em condições específicas, como doenças que causam perda muscular (caquexia), a suplementação com BCAAs pode ser útil para estimular a síntese de proteínas musculares.

Ou seja, a suplementação de BCAAs isolados pode ser útil em determinados cenários, como durante dietas restritivas ou treinos intensos, mas não é essencial para a maioria das pessoas que já consomem uma dieta adequada em proteínas completas.

O Comitê Olímpico Internacional não faz declaração sobre a ingestão de BCAA. Já a ISSN não recomenda o uso de BCAA para maximizar a síntese de proteína muscular devido ao conjunto de evidências científicas disponíveis serem limitadas e sem resultados consistentes para apoiar a eficácia

Para maximizar a síntese proteica muscular, proteínas completas (como whey protein, carnes, ovos e leguminosas) que contêm todos os aminoácidos essenciais são mais eficazes. Portanto, os BCAAs podem ser desnecessários para quem já tem uma dieta balanceada, mas podem ser vantajosos em situações específicas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/