pH do cacau e do chocolate: influência na qualidade

Há uma diferença de pH entre cacau e chocolate, o que pode afetar a qualidade e características do produto.

pH do Cacau

- Cacau Cru: O cacau cru é ligeiramente ácido, com um pH que geralmente varia de 5,0 a 6,5. A acidez é natural e vem dos próprios grãos de cacau.

- Cacau Processado: Quando o cacau é processado, especialmente através de um método chamado processo holandês ou alcalinização, o pH é aumentado para torná-lo menos ácido e com sabor mais suave. Isso pode elevar o pH do cacau para entre 7,0 e 8,0, tornando-o neutro ou ligeiramente alcalino.

pH do Chocolate

- Chocolate Amargo: O pH do chocolate amargo geralmente está na faixa de 5,5 a 7,0. Esta faixa pode variar dependendo da quantidade de cacau e dos métodos de processamento utilizados. O chocolate amargo com maior conteúdo de cacau tende a ser mais ácido. O nível de pH influencia o perfil de sabor. Cacau e chocolate mais ácidos têm um sabor mais intenso e marcante, enquanto produtos mais alcalinos têm um sabor mais suave e aveludado.

- Chocolate ao Leite: O chocolate ao leite costuma ser menos ácido que o chocolate amargo, com um pH mais próximo do neutro, geralmente entre 6,0 e 7,0. A adição de leite e açúcar reduz a acidez. Métodos de processamento como o processo holandês, que aumentam o pH, podem reduzir alguns dos antioxidantes e nutrientes naturais encontrados no cacau cru, potencialmente afetando os benefícios à saúde.

- Chocolate Branco: O chocolate branco é o menos ácido dos tipos de chocolate, frequentemente com um pH próximo de 7,0, pois não contém sólidos de cacau, apenas manteiga de cacau, leite e açúcar.

O pH também impacta a textura e a aparência do chocolate. Chocolates mais alcalinos tendem a ter uma textura mais suave e uma cor mais escura, enquanto chocolates mais ácidos podem ser mais granulados e de cor mais clara.

Em resumo, o pH do cacau e do chocolate varia dependendo dos métodos de processamento, e essa variação pode influenciar significativamente o sabor, o conteúdo nutricional e a qualidade geral do produto.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Consumo de refrigerante na gestação e risco de TDAH

Pesquisadores que examinaram uma grande coorte populacional norueguesa relataram em publicação do European Journal of Nutrition que a ingestão materna diária de bebidas carbonatadas adoçadas (SCB) na gravidez pode ser associada a um aumento nos sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) entre os filhos aos oito anos de idade (tipicamente 15 a 21% de aumento no risco relativo de filhos com seis ou mais sintomas de TDAH).

A população do estudo consistiu em 39.870 pares de mães-filhos. No estudo, foram ajustados possíveis fatores que poderiam explicar as associações, como nível educacional materno, índice de massa corporal pré-gestacional materno, depressão e ansiedade materna, sintomas de TDAH materno, outros componentes da dieta materna, idade materna no parto, paridade, ano e estação do nascimento.

Como este foi um estudo observacional pesquisas adicionais sobre agentes causais são necessárias, pois as bebidas carbonatadas são exposições comuns. O TDAH é um transtorno multifatorial complexo em que tanto os genes quanto o ambiente contribuem para seu desenvolvimento. No entanto, a causa exata do transtorno ainda é indefinida (Kvalvik et al., 2022).

Constituintes dos refrigerantes como açúcar, adoçantes, xarope de frutose podem alterar a glicemia, os níveis de insulina, contribuir para processos inflamatórios e estresse oxidativo. Adoçantes podem afetar a microbiota e o eixo intestino-cérebro, além de gerar distúrbios metabólicos. Açúcar e adoçantes artificiais podem ainda induzir mudanças epigenéticas, que envolvem modificações no DNA que afetam a expressão genética sem alterar o código genético em si. Essas mudanças podem influenciar o desenvolvimento do cérebro e o risco de TDAH.

A cafeína de refrigerantes a base de cola pode cruzar a barreira hemato-encefálica e interferir em receptores adenosina no cérebro fetal. A cafeína pode afetar o fluxo sanguíneo uteroplacentário, potencialmente reduzindo o fornecimento de oxigênio e nutrientes essenciais ao feto. Isso pode ter um impacto adverso no desenvolvimento cerebral. Embora a pesquisa ainda seja inconclusiva sobre os níveis exatos de segurança, muitas autoridades de saúde recomendam que mulheres grávidas limitem o consumo de cafeína a menos de 200-300 mg por dia. Por exemplo, uma xícara de café já fornece esta quantidade de cafeína.

A ingestão excessiva de açúcar e cafeína pode influenciar os níveis de neurotransmissores como dopamina e serotonina, que são cruciais para a regulação do humor, atenção e comportamento.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Sequência de introdução de alimentos complementares na dieta do bebê

Seu bebê vai fazer 6 meses? Por volta desta idade começamos a oferecer refeições e frutas. Sugere-se que a segunda refeição principal seja introduzida 30 dias após a introdução da primeira, juntamente com mais um horário (lanche) de fruta. Nos outros horários a criança deve ser amamentada. Não há rigor em relação a quais alimentos devem ser introduzidos primeiro (fruta ou refeição principal), almoço ou jantar e horários. A família, pediatra e nutricionistas podem juntos planejar o planejamento do processo de alimentação complementar.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria, 2024

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/